Feriado

Caminho pela rua Duque de Caxias. Vou até o seu final. Mas não encontro o Guaíba nem o Gasômetro. É apenas mais uma rua, com grama alta e alguns prédios velhos, com cara de abandonados. E nenhum carro passando.

Decido voltar, e de repente me percebo dentro de um dos prédios. Gente estranha por lá. Gente perdida. “Por onde vou?”, pergunta um dos perdidos. Pergunto-lhe aonde quer ir, mas ele pronuncia o nome de uma rua da qual nunca ouvi falar.

O local começa a encher, e sinto que preciso sair dali. Cruzo a porta e estou no pátio de uma escola, cujo nome não sei. Crianças brincam alegremente.

Saio da escola, estou novamente na rua que deveria ser a Duque de Caxias. Entro em uma transversal, não pela esquina, mas pelo meio da quadra mesmo: não há edifício, e sim grama alta. Há um prédio bonito, antigo, com grandes janelas, do outro lado da rua transversal.

A transversal é apenas uma travessa. Ao fim dela há uma rua que penso ser a Fernando Machado. Há prédios antigos, carros passando.

Entro à esquerda e o que vejo é total destruição. Construções em ruínas, fogo, e a rua não existe: há apenas muita terra e operários trabalhando. Ando em direção a eles, que retiram terra, escavam o local. Após passar por alguns deles, um grande buraco se abre. Decido voltar e tentar um caminho mais seguro.

Percebo que um dos operários pelo qual tinha passado está com uma pá na mão, mas não a usa para cavar. Ele luta contra algo. Aproximo-me e percebo que há alguém debaixo da terra.

É uma figura humana, revestida de terra. Mas que cada vez fica maior, mais monstruosa.

O monstro golpeia o operário e depois me acerta, me jogando longe.

De repente, estou deitado em uma cama. Percebo que se trata de minha cama, de meu quarto. Olho para o relógio: sete e meia da manhã.

“Hoje é feriado!”, lembro com satisfação. E volto a dormir.

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