Perdendo tempo

Um dos grandes males da atualidade, dizem, é a falta de tempo (que, na visão capitalista, “é dinheiro”). Estamos sempre atrasados, correndo contra o relógio. E em meio a tal maluquice, não há pecado pior do que perder tempo.

E o que é “perder tempo”? É fazer qualquer coisa que “não seja produtiva”. Dentre elas, sentar e pensar: lembro de muitas vezes ter feito isso e ouvir a pergunta “por que está aí pensando na morte da bezerra?”, o que me irritava demais, pois pensava em coisas muito mais importantes do que na bezerra falecida.

Será que ninguém nunca pensou no quanto a humanidade já perdeu por conta da “falta de tempo” ou por se achar que era “perda de tempo”? Quantas ideias geniais deixaram de ser postas em prática? Quantos contos e poemas não puderam ser escritos? Quantas músicas não foram compostas por conta disso?

Me acontece muito de ficar sem tempo para vir aqui escrever no blog. E isso é uma das coisas que me irrita, às vezes até me estressa. Pois detesto não ter tempo de fazer o que gosto.

Aliás, nem deveria ter escrito este breve texto, pois tinha mais coisas a fazer.

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