Sobre querer escrever poesia

O Cão surgiu como poema. Mas sempre se caracterizou pela prosa.

Não quer dizer que eu nunca mais tenha feito nada de poesia. O problema é que raramente transfiro pensamentos aleatórios para o papel (de verdade ou virtual) na hora que me vêm na cabeça. Penso em fazê-lo depois e… Lá se foi.

Outras vezes, até passei as palavras para a folha. Porém, deixei guardadas ali, sem publicar. Passou o tempo, li novamente, achei ruim e descartei sem saber a opinião de mais ninguém. Um erro, sei.

Algumas vezes sento defronte ao computador e decido que vou escrever poesia. E aí mesmo é que fica uma porcaria (isso quando sai alguma coisa), sem espontaneidade alguma. Tento fazer com que as palavras “façam sentido”, fiquem encadeadas em uma sequência supostamente lógica, e o pensamento em prosa sufoca o poema.

Bom, agora vou procurar andar sempre com papel e caneta. Melhor não anotar no celular, pois não quero que me roubem as palavras.

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