Números nada frios

Dizem que não há nada mais frio que os números. Afinal, eles são exatos, inflexíveis. Quando a chance de algo acontecer é de 99%, só quem deseja muito o contrário consegue acreditar naquele 1% restante. Já quem leva em conta apenas os números, praticamente bate o martelo – e raramente erra ao fazê-lo.

Agora, o que dizer quando você contabiliza algo diretamente ligado ao seu coração? É algo semelhante ao que acontece com quem se agarra a uma chance de 1%: números que dizem respeito a algo que realmente te afeta jamais serão “frios”.

Pois acabo de definir meus números do Olímpico Monumental até agora. Semana passada tinha divulgado o total de partidas que assisti no estádio, gols que o Grêmio fez e os que sofreu. Esses dados foram mais fáceis: ao montar a tabela no Excel, já tinha feito a numeração dos jogos até o último (que é o Gre-Nal de domingo); para os gols, usei as fórmulas do programa, que a cada partida adicionava os tentos marcados e sofridos ao total.

Porém, na contagem de vitórias, empates e derrotas, não teve jeito: como não entendo tanto do Excel, tive de voltar lá ao começo e somar tudo. Para não me perder, fui ano a ano. Quando cheguei em 2012, jogos de memórias tão recentes… Senti as lágrimas vindo, mas não chegaram a sair.

E assim consegui os números abaixo (sem contar o Gre-Nal). Os menos frios que tenho recordação.

  • Partidas: 257
  • Vitórias: 161
  • Empates: 55
  • Derrotas: 41
  • Gols marcados: 512
  • Gols sofridos: 232

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Agora, se números já trazem recordações e quase levam às lágrimas, é simplesmente impossível não chorar com o vídeo abaixo.

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