Árbitro irregular

Há exatos 29 anos, o futebol brasileiro vivia um momento histórico.

Na tarde daquele domingo, 9 de outubro de 1983, Santos e Palmeiras se enfrentavam no Morumbi, em partida válida pelo Campeonato Paulista. O Peixe vencia por 2 a 1, mas cedeu o empate já nos acréscimos do segundo tempo. Só que o “heroi” palmeirense naquele jogo não foi nenhum de seus jogadores, e sim o árbitro José de Assis Aragão: a bola bateu no juiz, que como todo artilheiro estava “no lugar certo, na hora certa”. O Santos reclamou muito da validação do gol que, como mostram as imagens, foi irregular.

“Mas tu não conheces as regras do futebol, não sabes que o juiz é neutro?”, perguntará alguém. Sei sim. Tanto que em situações normais o gol é legal: se o árbitro chutar a bola da intermediária e ela entrar, é gol.

Porém, não foi o caso deste lance. Como se vê desde o começo da jogada, Aragão está na linha de fundo. E quando o palmeirense Jorginho dá o chute que bateria no juiz e entraria, não há mais nenhum jogador do Santos à frente do árbitro, só um na mesma linha.

Ou seja, Aragão estava impedido. E por isso, deveria ter anulado seu gol…

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