O que me dá aquele aperto no coração

Não é um infarto. E sim, perceber que o fim do Estádio Olímpico Monumental está cada vez mais próximo, o que torna cada jogo uma espécie de “despedida”.

Foi assim contra o Palmeiras na Copa do Brasil, como bem lembrei – já tínhamos jogado contra eles no Brasileirão, e assim seria o último confronto no Olímpico, a não ser que os dois times se reencontrassem na Sul-Americana. Semana passada, tivemos o último Grêmio x Fluminense. E na última terça-feira, talvez o último “polo aquático” – não foi o último jogo contra o Coritiba pois ainda resta o returno do Campeonato Brasileiro.

O que incomoda é isso: cada jogo tem um clima de despedida. Último isso, último aquilo etc. Terça pode ter sido a última partida debaixo de temporal, e me arrependi profundamente de não ter ido (azar da gripe: agora já aceitava até pegar uma pneumonia, só para dizer que fiquei doente por ir ao Olímpico): espero que a previsão de chuva para o sábado esteja errada, e ela desabe domingo, na hora do jogo contra o Bahia, para que eu possa ir pela última vez ao Monumental debaixo de um aguaceiro caso não tenhamos nova chuvarada até o final do ano.

Ainda teremos no mínimo treze “despedidas”: é o número de jogos no Olímpico que o Grêmio ainda tem para disputar pelo Brasileirão. Caso o Tricolor vá até a final da Copa Sul-Americana, são quatro partidas a mais, e assim restam mais dezessete.

Ou seja, não tenho nem mais vinte jogos para ir no Olímpico. Só de pensar nisso dá aquele aperto no coração, e mesmo estando com os olhos secos neste momento, não consigo imaginá-los da mesma maneira em dezembro.

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