Copa Sul-Americana de Polo Aquático

Pela terceira vez desde que o último verão acabou, um jogo do Grêmio no Olímpico não teve a minha presença. Quase recuperado de uma leve gripe (acordei nesta terça sem dor de garganta pela primeira vez em dez dias), achei melhor não ir ao estádio com toda essa chuva, apesar da importância da partida contra o Coritiba. E, no fundo, tinha a esperança de que o bom senso prevalecesse e a estreia gremista na Copa Sul-Americana fosse adiada, visto que nem uma drenagem excelente como a do Olímpico (que não por acaso tem um dos melhores gramados do Brasil) consegue dar conta de tanta água.

Não foi. Mesmo com o campo transformado em uma piscina, o jogo aconteceu. Em comum com minhas outras duas ausências pós-verão de 2012 (2 a 0 contra o Fortaleza, em maio pela Copa do Brasil; e 1 a 0 contra o Fluminense, semana passada pelo Campeonato Brasileiro), o resultado positivo: vitória gremista por 1 a 0, o que não pode ser considerado pouco, se levarmos em conta as condições adversas, e também que das vitórias por um gol de diferença, o 1 a 0 é o melhor resultado quando o saldo qualificado é um dos critérios de desempate. Dessa forma, se marcar no Couto Pereira, dia 23, o Grêmio poderá perder por um gol de diferença para seguir na Sul-Americana.

Agora, definitivamente é um absurdo realizar uma partida de futebol num gramado encharcado. Trata-se de um prejuízo ao espetáculo, visto que a bola praticamente não corre, só restando a alternativa de jogar pelo alto – não por acaso, foi assim que saiu o único gol, marcado por André Lima, de cabeça; aumenta também a possibilidade de lesões, pois os já arriscados carrinhos tornam-se ainda mais perigosos, visto que os jogadores deslizam mais com a grama molhada. Sem contar o público reduzido devido à chuva forte: vamos combinar que um jogo com casa cheia sempre é mais bacana do que com pouca gente.

É por causa da televisão, alguém irá lembrar. Verdade. Porém, como explicar que em outros eventos esportivos com transmissão televisiva a chuva possa ocasionar interrupções e mesmo adiamentos? No tênis, basta começar a chover que as partidas são paralisadas – para muitas vezes só recomeçarem no dia seguinte.

Até mesmo no futebol temos um exemplo neste sentido. E foi na última Eurocopa! Na partida entre Ucrânia e França, um temporal com vento e muitos raios levou o árbitro a interromper o jogo, que ficou paralisado por cerca de uma hora. Azar da TV (do mundo todo), que teve de fazer um ajuste de última hora em sua programação: quem transmite ao vivo tem de estar preparado para isso.

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6 comentários sobre “Copa Sul-Americana de Polo Aquático

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  2. fui ao jogo e não vi motivo pra uma partida de futebol não ser jogada naquelas condições. foi um jogo melhor q mtos q já vi no olímpico nesse ano.

    • Quando a quantidade de água no gramado diminuiu, a qualidade do jogo realmente melhorou…

      Mas já vi jogo ser adiado com menos chuva – a decisão do Gauchão de 2000 entre Grêmio e Caxias é um exemplo (era para a partida decisiva ter sido num domingo, mas por causa da chuva ficou para uma quarta-feira). Lembro também de uma bizarrice acontecida, se não me engano, no Brasileirão de 2001: o Grêmio ia jogar com o Bahia em Salvador, uma previsão apontou que choveria muito na hora do jogo e o juiz decidiu adiar para o dia seguinte… E assim a partida acabou sendo disputada sob chuva forte, quando teria sido realizada com tempo seco se não tivesse sido adiada.

    • Ah, mas quanto à partida ter sido melhor que muitas outras que já foram jogadas esse ano no Olímpico, aí concordo totalmente. Mesmo com chuva, foi um jogo bem melhor de se ver do que muitos do Gauchão – disputados sem chuva.

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