Provavelmente não passaremos

Populismo a parte, depois de 26 de novembro de 2005 nunca mais uma partida entre Grêmio e Náutico será um jogo qualquer. Gremistas e alvirrubros lembrarão daquele dia com pontos de vista totalmente opostos: os primeiros como façanha, e os segundos como tragédia.

Pois parece não ser coincidência que um novo encontro entre os dois clubes no Estádio dos Aflitos, onde se desenrolou o dramático jogo de 2005, se dê agora, em um momento em que o Grêmio precisa praticamente de um “milagre” para ir à final da Copa do Brasil. Inspiração para um novo “milagre” como aquele?

É difícil. Bem difícil. Tanto que acho melhor esquecer o Palmeiras e se focar no Campeonato Brasileiro – nem que isso signifique poupar jogadores em São Paulo – buscando os três pontos nos Aflitos e mais três no domingo seguinte, contra o Flamengo no Olímpico. Pois estes seis pontos poderão ser decisivos na reta final, quando espero que o Grêmio esteja brigando pelo título.

“Jogaste a toalha, Rodrigo?”, devem estar perguntando leitores incrédulos. Bom, isso poderia ser uma maneira de enganar o adversário, sugerindo desmobilização gremista e facilidade palmeirense – que, na “hora H”, iria se deparar com os titulares que meteriam os 3 a 0. Poderia ser, não fosse técnico do Palmeiras um certo Luiz Felipe Scolari, o “rei” da Copa do Brasil, único a conquistá-la três vezes: Criciúma em 1991, Grêmio em 1994 e Palmeiras em 1998.

Claro que, como dizem os mais surrados clichês, nada está realmente decidido, e o Grêmio poderá voltar classificado – o que, se acontecer, levará muitos gremistas a acreditarem que não foi coincidência jogar com o Náutico nos Aflitos neste intervalo entre os dois jogos com o Palmeiras, e também trará de volta todo aquele discurso de “imortalidade” que chegou a ser irritante. Porém, prefiro acreditar na coincidência e, principalmente, que é preciso vencer no Recife.

Aliás, importante dizer que tive uma surpresa positiva ao ouvir Paulo Odone no rádio após a derrota para o Palmeiras: salvo o presidente gremista tenha dito algo antes ou depois, ou em outra emissora, não o ouvi falar em Batalha dos Aflitos como inspiração para a partida de São Paulo.

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5 comentários sobre “Provavelmente não passaremos

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  2. Brigando pelo título…tá bom…grêmio é grêmio porque é grêmio, nada pode ser maior, sei…a perpetuação da arrogância é que mata esse clube, e lá se vão 11 anos de jejum de algum título importante…

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