O primeiro gostinho de despedida

Estamos no último ano do Estádio Olímpico Monumental. Isso é uma obviedade desde que 2011 virou 2012, mas ainda não me tinha “caído a ficha”. Pois agora, amigos, é que isso começou a acontecer.

Lembro de, no início de 2012, ter prometido a mim mesmo que iria ao máximo possível de jogos no Olímpico, se possível a todos. Promessa que o verão de destruição em massa que tivemos este ano em Porto Alegre me fez descumprir, pelo menos até o camarada equinócio de outono. Até ali, só fora ao Gre-Nal do dia 5 de fevereiro: estava um calorão e o Inter escalara o time reserva, mas era Gre-Nal.

Por sua vez, desde que os dias voltaram a ficar mais curtos que a noite (e mais amenos), não perdi mais nenhum jogo do Grêmio em casa. Foi curioso: viajei duas vezes, e tive a sorte de nestes períodos fora de Porto Alegre o Tricolor só jogar no estádio adversário. Acreditem, na hora de marcar as viagens eu não conferi as tabelas do Gauchão e da Copa do Brasil: só dei uma olhada na da Divisão de Acesso estadual, pois queria ir (e fui) a um jogo do Vovô em Rio Grande. Entre uma viagem e outra, conferi Grêmio x Avenida, vitória fácil por 4 a 0.

Reparei que, do início do outono em diante, passei a cumprir a promessa que fiz… Porque este é o último ano que vou a jogos no Olímpico.

E agora percebo que, em menos de um ano, passar ali pela famosa “rótula do Papa” não terá mais o mesmo significado de sempre para mim. Hoje eu passo ali, olho para o lado e lá está o Olímpico Monumental: dá aquele orgulho, pois olhar para o Olímpico automaticamente faz lembrar do Grêmio, dele se impondo contra seus adversários, ganhando títulos como aquela Libertadores de 1983 e também o Brasileirão de 1996. Faz lembrar a torcida apaixonada tomando conta da região nos dias de jogos. Também me vêm automaticamente a lembrança de ter estado lá dentro mais de duzentas vezes desde 16 de setembro de 1995.

Já em abril de 2013, passar por aquele ponto me fará lembrar de tudo isso que falei no parágrafo acima. Mas não terei mais o Olímpico Monumental para olhar. Vai dar uma tristeza, um aperto no peito, mesmo com o Grêmio existindo, embora em outro endereço – que, espero, seja realmente um bom negócio para o Tricolor…

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2 comentários sobre “O primeiro gostinho de despedida

  1. Tenho pensado muito nisso ultimamente. Minha imaginação vai lá pra dezembro, quando o último ano já vai ter passado estaremos diante dos últimos 90 minutos… a última falta, o último carrinho. E o último gol, vai ser nosso? A última vitória, vai ser nossa? Porra, é uma agonia interminável… Que só vai amenizar quando o Grêmio começar a levantar taças na Arena, e espero que seja logo…

  2. Sou completamente contra o fim do Olímpico. Pra mim a Arena não passa de uma jogada desnecessária de marketing. Dava muito bem pra reformar o Olímpico! O Estádio faz parte da identidade do clube, principalmente quando se fala de Grêmio e Monumental, difícil imaginar o primeiro sem o segundo. Em São Paulo, quando eu digo que o templo que todas as torcidas de lá aprenderam a temer vai virar um condomínio de apartamentos ou de conjuntos comerciais. a comoção é unânime. Não é só a torcida do Grêmio que perde com o fim do Estádio, é todo o futebol que ficará sem um de seus redutos mais gloriosos! Triste.

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