Brasil, potência mundial

Semana passada, foi anunciado que o PIB do Brasil superou o do Reino Unido, e com isso nosso país se tornou a 6ª economia do mundo. E pelo visto caminhamos a passos largos para ocuparmos o lugar dos Estados Unidos: já exportamos lixo cultural

Há quem diga quem diga que isso é representativo da cultura brasileira. Se pensarmos em “cultura massificada”, leia-se “midiática”, até concordo (e em outros países nem é muito diferente). Mas a verdadeira cultura do Brasil é muito rica e diversificada, resumi-la a uma letra tosca como essa é uma estupidez sem tamanho.

————

Não esqueci do outro assunto que a charge do Kayser fala, a matéria da Veja. Lembram de eu ter falado sobre não acreditar que o mundo acaba esse ano?

Já estou repensando isso… Pois me parece mais fácil o mundo acabar do que a velha mídia falar sobre o livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr.

Anúncios

2 comentários sobre “Brasil, potência mundial

  1. Importamos lixo cultural norte-americano a anos e nem nos dávamos conta do que ouvíamos, se passar de importador para exportador de babaquices musicais sertanejas é um indicativo de que estamos crescendo, que seja, uma vez que se tu observar a involução da Música Brasileira com funks e músicas locais, temas interessantes ou qualquer tipo de mensagem social digna de qualquer proveito intelectual são inexistentes.

  2. Um país que paga o terceiro pior salário do mundo para os professores, que tem como principal elemento de exportação matéria-prima, que não produz tecnologia, etc não tem como se tornar potência nem nos marcos do apodrecido capitalismo.

    Só subimos no ranking do PIB porque os outros decaíram muito, e mesmo que não fosse por isso o PIB não é o melhor indicador para medir nem o desenvolvimento de um país (lembrando que crescimento e desenvolvimento são coisas distintas) e tampouco a qualidade de vida do povo. A China, por exemplo, tem o segundo PIB do mundo e uma média de mais de 100 mil mobilizações sociais por ano, que ocorrem contra a precarização do nível de vida, as expropriações e privatizações de terras e empresas, os baixos salários, etc.

Os comentários estão desativados.