Contra o casamento

É isso mesmo. Eu sou contra o casamento. Pode até ser que no futuro eu mude de ideia. Mas esta é a minha opinião hoje. E modéstia a parte, é significativa, se levarmos em consideração que este domingo foi (mais) um dia chuvoso em Porto Alegre – dizem que nada como ter um amor (de contrato assinado e tudo) para não ficar em depressão num domingo de chuva, como se não existissem outras opções de diversão como livros, filmes, jogos etc.

Não sou contra o “se juntar”, como vários casais fazem e eu aceitaria numa boa (até porque com isso as contas podem ser divididas). Só acho uma grande bobagem esse negócio de noivado, igreja (ainda mais que sou ateu), festança… Enfim, todas essas formalidades, cerimônias. Algo que considero por demais ultrapassado, e também um desperdício de dinheiro. (O mesmo vale para as formaturas em palco.)

Quem está lendo este texto certamente acha que jamais conseguirei acabar com a instituição do casamento. Penso o mesmo.

Mas, por que acabar com ele? Ora, se não quero casar… É só não fazê-lo (afinal, não sou obrigado). Simples, né? E bem mais democrático do que, por eu ser contra, querer que as pessoas que não são contrárias percam seu direito ao casamento.

O mesmo argumento vale para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se sou contra a instituição, quer dizer que isso vale tanto para os heterossexuais como para os homossexuais. Mas não sou obrigado a casar com outro homem, então é só não casar… Não vejo motivo algum para que pessoas do mesmo sexo não tenham o direito de se casarem. Além do que, por eu ser hétero, o reconhecimento legal da união homoafetiva não faz a menor diferença para mim – mas é muito significativo para os homossexuais.

Assim, fica a dica: se quem está lendo este texto é contra homossexuais se casarem por achar isso “imoral”, porque sua religião é contra ou por qualquer outro motivo, é só não casar com alguém do mesmo sexo… Bem mais simples – e democrático.

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6 comentários sobre “Contra o casamento

  1. O Sérgio Milliet dizia num registro do seu Diário Crítico que o casamento, para os homens, era uma “servidão voluntária”. Pior: a família, para ele, é o “mais cego dos totalitarismos” e que “o drama é este: o da escolha que não desejamos” (escolhas da vida diária de casado, evidentemente, pois a escolha do parceiro foi voluntária), porque “preferimos as acomodações”.

    Resumo da ópera: com papel ou sem papel, o compromisso, por si só, constitui uma servidão, a vida conjugal é um totalitarismo (delas, na maioria dos casos) e que nós, os homens, em nome da acomodação das coisas, dos filhos, etc, etc, deixamos o barco navegar, entrando água por todos os lados, até morrermos, náufragos, lá adiante, uns antes, outros depois. Mas há até os que (por engano? por atavismo?) praticam servidões sucessivas, verdadeiros respiros entre um e outro mergulhos. Reincidentes? Deus, para mim, é o maior humorista de todos os tempos.

  2. Sr. Mal amado ou sem amor: Estou viuvo a quase 3 meses, estava casado a 32 anos mais quase 5 anos de namoro e noivado, se pudesse me casaria de novo(com a mesma é claro) , mas meu SR. MAL AMADO OU SEM AMOR, não me venha querer substituir um sentimento por livros, filmes, jogos video game mulheres bebidas ou qualquer outra coisa, talvez ou com certeza tu não conheces o que é amar e ser amado não a nada no mundo nosso que substitua esse sentimento isso que tenho 4 filhos que esatão sempre comigo me dando força, os quais todos tem curso superior com festas e solenidades , não sei se tens algum formado, mas sempre que estava nas formaturas sentia um grande orgulho e grande emoção.Unica forma de amenisar a falta do meu grande AMOR é minha fé em DEUS, na esperança de um dia reencontrala na volta de CRISTO(não sei se acreditas, acho que não,mas pela falta de amor que tens da para perceber}

  3. Eu acredito que até existem casamentos felizes, as vezes acredito até em fadas……….
    Mas a verdade é que é difícil conviver ate com a mãe da gente, pensa bem, sou uma mulher madura, mas desde cedo descobri que casamento é algo que não funciona mais, uma coisa que já começa com um juramento mentiroso só pode dar nisso.

  4. Lindo franklin! Amar é para quem sabe por o sentimento dos outros em prioridade. Sabe ter paciência , conviver, respeitar, discutir sem ofender, saber ouvir, respeitar pai e mãe, ter sido respeitado e conhecer alguém que te admire tanto quanto vc a essa pessoa. Para poucos… Tenho visto muitas pessoas grossas, impacientes e egoístas. Que trocam uma amizade por um passeio, ou coisas piores. Acho que casamento deveria acabar no civil. Somente no religioso deveria ter. Acho que deveria haver contratos por tempos determinados , inclusive pre definindo pensões e guarda dos filhos caso houvesse. E quando estivesse por terminar o contrato, poderia ser renovado por mais dez anos…e sucessivamente. Acabariam as brigas por divorcio, guarda dos filhos e etc, os infiéis teriam seu casamento absolvido e estariam livres para voar. A mulher não seria obrigada a aturar um covarde por medo de ficar sem dinheiro, sem pensão, e quem amasse de verdade teria de demonstrar seu amor para não perde- lo . Nao basta deixar a mulher em casa, tem que amar, cuidar e zelar senao ela nao renova o contrato…e vice- versa…

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