1º de maio: Dia do Trabalhador, não do trabalho

Passei boa parte do dia pensando num texto para o dia de hoje, Dia do Trabalhador, mas a Cris Rodrigues e o Emir Sader (no Vi o Mundo) foram mais rápidos. Na lógica capitalista, fui um “vagabundo”: perdi tempo assistindo – e falando de – futebol… (E o Grêmio perdeu o Gre-Nal nos pênaltis, mas um dirigente colorado foi quem mais reclamou: eu morro e não vejo tudo!)

Então, vou apenas deixar registrado o meu feliz Dia do Trabalhador a todos os leitores – inclusive aos que estão sem trabalhar e têm de aguentar babacas chamando-os de “vagabundos” por conta disso. Tal rótulo já é aplicado a quem trabalha e aparentemente “não se esforça”, assim como muitas vezes aos pobres – afinal, se eles estão na pobreza desde a infância, é culpa deles, e não do sistema.

Valorizar o trabalho, e não o trabalhador, significa valorizar a opressão.

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7 comentários sobre “1º de maio: Dia do Trabalhador, não do trabalho

    • “Quem inventou o trabalho não tinha mas o que fazer.” Barão de Itararé

  1. Nada como o tempo pra derrubar certos mitos: lembro que nos tempos do FHC, alguns políticos e mídia diziam que era necessário “flexibilizar” a CLT e fizeram pressão para suprimir direitos dos trabalhadores, alegando que nossas leis trabalhistas eram “muito atrasadas” e que desestimulavam as empresas a criarem vagas. Hoje, com a economia crescendo, as empresas estão contratando (fala-se em “apagão” de mão de obra) e não as vejo reclamarem destes encargos. É preciso ter muita cautela com certas teorias “modernas” nas relações capital-trabalho!

    • Eduardo eu tenho um livro chamado “Reforma Trabalhista no Brasil” do empresário gaúcho Dagoberto Lima Godói. Ele é bem influente nos fóruns de discussão e decisão sobre esse tema e representa a sua classe. O único argumento que ele utiliza no livro para defender a “flexibilização” é a de que desta forma poderíamos nos adaptar à globalização. Só! Ele mesmo descartou a possibilidade de geração de empregos com essa medida reconhecendo que em alguns casos ele aumenta ao invés de diminuir.

      Mas veja que triste curiosidade meu caro: há um grupo de sindicalistas do ABC, ligados à CUT, defendendo a flexibilização das leis trabalhistas no Brasil. Seus argumentos para tamanho ato de traição são os mesmos do FHC. A mídia está dando a maior força para a proposta deles, é claro!
      http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/01/sindicalistas-pelegos-querem-entregar.html

  2. Muitos não querem trabalhar tem o emprego e diz que não tem serviço, esses que dizem isso, nunca iram subir na vida.

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