Na semana do 47º aniversário do golpe de 1964, é preciso LEMBRAR!

Nesta semana, completam-se 47 anos do golpe militar de 1964. Os saudosos da ditadura irão celebrar a “revolução democrática” (se comportem, que no dia 25 de dezembro eu desço a chaminé com um saco cheio de presentes!), com discursinhos que não saíram dos anos 60 (e depois dizem que a esquerda acha que o Muro de Berlim continua de pé).

Já quem realmente defende a democracia, tem obrigação de lembrar que 47 anos atrás não houve revolução alguma, e tampouco democrática (como disse a presidenta Dilma três anos atrás, na democracia se deve falar a verdade): foi um golpe que instaurou uma ditadura de 21 anos em nosso país. Por isso, a importância de três eventos nesta semana, um presencial (em Porto Alegre) e dois na rede.

O presencial, é o seminário “Memória, Verdade e Justiça: as marcas das ditaduras do Cone Sul”, que ocorre quarta, quinta e sexta. A programação completa e os locais de cada atividade, o leitor encontra aqui.

Já na internet, teremos a retomada da campanha #desarquivandoBR, em defesa da abertura dos arquivos da ditadura (o fato dos reacionários seguirem celebrando 1964 é apenas um argumento a mais para que os documentos sejam liberados); assim como os dois dias em memória das vítimas da ditadura, com a proposta de retirarmos nossas imagens de perfil nas redes sociais – Orkut, Facebook, Twitter etc. – e substituí-las por um “nunca mais” nos dias 31 de março (quinta) e 1º de abril (sexta), ou seja, tanto quando a direita celebra a sua mentirosa “revolução democrática”, como no dia da consolidação do golpe – que, fazendo jus à data, instaurou o regime da mentira no Brasil.

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