A maior tradição do futebol brasileiro

Engana-se quem pensa que vou falar de “futebol-arte” e coisa parecida. Pois isso nem é exclusividade do Brasil: se o que Maradona jogava (e agora Messi joga) não se encaixa nesse conceito de “arte” do qual falam tantos opinistas, não sei mais o que é “futebol bonito”.

A maior tradição do futebol brasileiro chama-se politicagem. Nisso sim, somos inigualáveis. Tanto que, depois de relativa calma nos últimos anos, os clubes trataram de lembrar “os velhos tempos”, com o racha no Clube dos 13 e a possibilidade de acertos em separado com duas emissoras de televisão para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012 (fim do mundo?) em diante. (E o Grêmio vai negociar diretamente com a Globo, ou seja, provavelmente ainda teremos por um bom tempo os jogos no maldito horário das 21h50min, sem contar que se manterá o monopólio “global”; e além de tudo, isso poderá ser muito prejudicial ao Tricolor, com clubes do eixo Rio-São Paulo recebendo mais que o Grêmio numa proporção muito superior à da atualidade.)

Muitos já ouviram falar da expressão “onde a Arena* vai mal, mais um time no Nacional; onde a Arena vai bem, mais um time também”, muito em voga durante a década de 1970. Naquela época, os critérios de participação no Campeonato Brasileiro iam além do desempenho nos gramados: a influência política pesava muito. Foi o que inchou o campeonato a ponto dele ter 94 participantes na edição de 1979, um recorde que durou até 2000.

Em 1986, o Brasileirão foi menor que o de 1979: participaram “apenas” 80 clubes. Mas superou o certame de sete anos antes no quesito “bagunça”, como lembra Mauro Beting em sua “linha do tempo e do dinheiro” sobre a formação do Clube dos 13, em 1987.

Um torneio com tantos participantes obviamente era muito caro – ainda mais que a CBF bancava a viagem da maior parte dos clubes. Assim, a entidade anunciou que não teria condições financeiras de organizar (?) o Campeonato Brasileiro de 1987. Foi o que motivou dirigentes de treze clubes a formarem a União dos Grandes Clubes Brasileiros, o “Clube dos 13”, com o objetivo de que fosse o pontapé inicial de uma liga, que teria a responsabilidade de organizar o campeonato nacional – assim como acontece em vários países europeus.

Porém, o que era para ser uma “revolução”, logo sucumbiu à politicagem. Pois o Campeonato Brasileiro que o Clube dos 13 organizaria em 1987 (Copa União, equivalente à primeira divisão) simplesmente deixaria de fora Guarani e América do Rio, que foram, respectivamente, vice-campeão e 3º lugar no Brasileirão de 1986. (E além disso, foi uma bagunça tão grande que nem vou falar muito dela, o texto do Beting que eu citei acima já relembra tudo.)

No ano seguinte, foi realizada a segunda edição da Copa União. Mas, ao contrário do ano anterior, houve acordo com a CBF: vários clubes que disputaram o “módulo amarelo” em 1987 participaram da Copa União de 1988, que contou com 24 times. Foi decidido que, finalmente, o Campeonato Brasileiro teria um sistema de acesso e descenso, e que seriam rebaixadas quatro equipes, e apenas duas subiriam para a primeira divisão em 1989, de modo a reduzir o número de participantes (que em 1990 seria de 20, definitivo). O campeonato só foi decidido em fevereiro de 1989, com o Bahia sendo campeão, e o Internacional, vice.

Em 1989, o certame recebeu seu nome definitivo, de “Campeonato Brasileiro”. Mas a politicagem, que se ausentara no ano anterior, voltou a se fazer presente. Na última rodada da primeira fase, o Coritiba brigava para escapar do “torneio da morte”, que seria disputado pelos três piores de cada um dos dois grupos e definiria os quatro clubes rebaixados. Porém, o Coxa pediu à CBF para que seu jogo decisivo contra o Santos fosse no mesmo horário dos demais (direito que o Vasco já obtivera no mesmo campeonato), para evitar que algum time entrasse em campo sabendo exatamente quantos gols precisaria fazer (lembram daquele Argentina x Peru pela Copa de 1978?). O pedido não foi acatado, e o Coritiba não entrou em campo, como forma de protesto. Resultado: o STJD decretou vitória do Santos por WO, e puniu o Coxa não só com a perda de cinco pontos, como também com a eliminação precoce e o rebaixamento para a Série B de 1990 (deixando o “torneio da morte” com apenas cinco equipes, e não seis).

Nos dois campeonatos seguintes, tudo normal (apesar das variadas fórmulas de disputa, que foram regra até 2002). Mas em 1992, a politicagem voltou a campo (embora de forma diferente da que alguns colorados insistem). No Brasileirão de 1991, o Grêmio ficara em 19º lugar entre 20 clubes, sendo assim rebaixado. Decidiu-se então que em 1992 doze clubes, e não dois, seriam promovidos para a primeira divisão de 1993; e além disso, não haveria rebaixamento na Série A de 1992. Óbvio que foi para ajudar o Grêmio (afinal, bastaria ficar em 12º lugar para subir, ou seja, seria preciso apenas passar para a segunda fase), mas não foi uma “virada de mesa” como dizem (pois para que fosse isso, a CBF teria de ter mantido o Grêmio na elite, desconsiderando os resultados de campo).

O resultado da “reengenharia” de 1992 foi um Campeonato Brasileiro com 32 clubes em 1993, muito grande. Isso foi resolvido com facilidade: os participantes foram divididos em quatro grupos com oito equipes em cada; os grupos A e B reuniram os clubes “maiores” (ou seja, do Clube dos 13, mais Bragantino, Guarani e Sport), e os três primeiros de cada grupo se classificaram para a segunda fase; já os clubes “menores” jogaram nos grupos C e D, onde apenas os dois primeiros de cada grupo se classificaram para um “mata-mata” que definiria dois clubes que se juntariam aos seis classificados dos grupos “grandes”. Ah, e olhem a sacanagem: nos grupos A e B ninguém foi rebaixado, já nos grupos C e D os quatro piores de cada caíram (ou seja, oito clubes foram para a Série B de 1994), e assim o certame seguinte seria disputado por 24 clubes (já que em 1993 não houve Série B). Com isso, o América-MG ficou em 16º lugar e caiu, enquanto o rival Atlético-MG foi lanterna e se manteve na primeira divisão.

Após dois campeonatos (1994 e 1995) em que as regras eram as mesmas para todos e, pasmem, foram cumpridas, novamente a politicagem deu o ar da graça em 1996. Melhor, em 1997.

Foi assim: em 1996, era previsto o rebaixamento de dois clubes, e um deles foi o Fluminense, 23º colocado (o lanterna foi o Bragantino). Sem nenhuma vergonha, os dirigentes do Flu iniciaram uma luta para “virar a mesa”. Porém, faltava algo para “legitimar” tal golpe.

E isso aconteceu em maio de 1997, quando reportagem do Jornal Nacional divulgou a existência de um esquema de corrupção que envolvia árbitros, e que teria beneficiado Corinthians e Atlético-PR em partidas da Copa do Brasil daquele ano. A CBF decidiu agir, mas da forma tradicional – ou seja, tendenciosa: rebaixou o Furacão para a Série B (além de suspender o clube de todas as competições por dois anos), mas não fez o mesmo com o Corinthians. O lógico seria que a vaga aberta na Série A fosse do Náutico, 3º lugar na Série B de 1996. Mas a CBF optou por suavizar a punição ao Atlético-PR: o clube não seria suspenso e ficaria na primeira divisão, começando o campeonato com cinco pontos negativos. E aproveitou para reconduzir os dois rebaixados de 1996, Fluminense e Bragantino, à elite, fazendo o Brasileirão de 1997 ser disputado por 26 clubes. Nas Laranjeiras, os dirigentes estouraram champanhas para celebrar, num triste espetáculo.

Não adiantou. O Fluminense ficou em 25º lugar (ou seja, de novo em penúltimo) e caiu. E como a CBF já tinha anteriormente optado pelo rebaixamento de quatro clubes (para reduzir o número de equipes na Série A), o Bahia também caiu, após ficar em 23º. E, dessa vez, o regulamento foi cumprido, com os dois integrantes do Clube dos 13 jogando a Série B em 1998 (quando o Fluminense conseguiu ser rebaixado para a Série C, e mais incrível, com o regulamento sendo cumprido, ou seja, Flu jogando a terceira divisão em 1999).

A redução de clubes na Série A tinha o objetivo de que o campeonato tivesse 20 clubes, como era de 1990 a 1992. Se chegaria a isso em 2000, não fosse mais uma grande “virada de mesa”, que como em 1997, se originara nos resultados do Brasileirão anterior.

Em 1998, a CBF decidira que o rebaixamento no Brasileirão teria um sistema semelhante ao da Argentina: os clubes rebaixados não seriam necessariamente os piores do campeonato, e sim, os que tivessem pior média de pontos nos últimos anos. A fórmula passaria a valer em 1999, quando seriam computados os pontos dos dois últimos campeonatos; já em 2000, seria dos últimos três, e assim também nos anos seguintes. Assim, no Campeonato Brasileiro de 1999, disputado por 22 clubes, o Sport ficou em último e não caiu, pois tinha ido muito bem em 1998; já o Gama acabou em 15º lugar e foi rebaixado, pois no ano anterior disputara a Série B.

Porém, o clube brasiliense não cairia se não fossem as manobras jurídicas: o São Paulo escalara de forma irregular o jogador Sandro Hiroshi, tendo assim revertidos pelo STJD os pontos de duas de suas partidas, contra Botafogo (vitória de 6 a 1) e Internacional (empate em 2 a 2), adversários diretos do Gama na briga contra o rebaixamento. Sem as reversões de pontos, o Botafogo teria caído. Por conta disso, o clube de Brasília ingressou com uma ação na Justiça comum, exigindo que a CBF o reintegrasse à primeira divisão. A pendenga judicial se arrastou por meses, levando a um impasse: se acatasse a decisão judicial, a CBF correria risco de punição pela FIFA, que proíbe a “intervenção externa” em assuntos futebolísticos; ao mesmo tempo, se publicasse a tabela da Série A de 2000 sem o Gama, a CBF desacataria à Justiça brasileira.

Para driblar a ação judicial, a CBF entrou em um acordo com o Clube dos 13: a entidade organizaria o campeonato nacional de 2000, com o nome de “Copa Jean Marie João Havelange”**. Só que o Gama entrou com novo processo, desta vez contra o Clube dos 13, exigindo sua inclusão no certame. A solução foi um “acordão”, para evitar que o futebol brasileiro fosse paralisado no segundo semestre de 2000: o Gama seria incluído no campeonato, com a condição de que retirasse as ações na Justiça.

Para disfarçar todas as “viradas de mesa” que estavam por vir, a Copa Jean Marie João Havelange foi dividida em quatro módulos, cada um equivalente a uma divisão do Campeonato Brasileiro: o azul correspondia à primeira, o amarelo à segunda, o verde e o branco à terceira. Porém, haveria um cruzamento entre os módulos nos “mata-mata”: passariam às oitavas-de-final os 12 primeiros do módulo azul, os três melhores do amarelo e o vencedor entre os módulos verde e branco. Ou seja, como um time que jogava o equivalente à terceira divisão poderia acabar o ano como campeão nacional, na prática havia apenas uma divisão, reunindo 116 clubes: foi o maior Campeonato Brasileiro de todos os tempos.

As “viradas de mesa” foram muitas (além da inclusão de Gama e Botafogo no mesmo módulo – quando um dos dois tinha de cair): América-MG, Bahia e Fluminense, que não tinham sido promovidos na Série B de 1999 (o Flu ganhara a Série C, na B subiram Goiás e Santa Cruz), disputaram o módulo azul; o Juventude, rebaixado em 1999, foi mantido na elite (ao Botafogo de Ribeirão Preto e ao Paraná, também rebaixados, não foram dadas as mesmas regalias); no módulo amarelo, equivalente à segunda divisão, diversos times que deveriam estar na terceira foram incluídos.

Um torneio que começou mal, não podia terminar de forma diferente. Na segunda partida da decisão entre Vasco e São Caetano (oriundo do módulo amarelo), realizada em São Januário na tarde de 30 de dezembro (vê se isso é dia de se fazer jogo!), parte do alambrado do superlotado estádio cedeu, interrompendo o jogo ainda no primeiro tempo para o atendimento aos muitos torcedores feridos. Depois que as ambulâncias e os helicópteros deixaram o gramado, o jogo foi suspenso por ordem do governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, e os jogadores do Vasco deram uma patética volta olímpica afirmando que com o resultado (0 a 0), eram campeões pelo saldo qualificado, já que o primeiro jogo, em São Paulo, acabara em 1 a 1. Mas pelo regulamento, como o Vasco fora responsável pela suspensão da partida – afinal, vendera mais ingressos do que a capacidade do estádio e permitira a entrada de muitos torcedores sem ingresso -, deveria ter sido declarado perdedor do jogo, e a taça entregue ao São Caetano. Mas no fim, se decidiu anular a partida de São Januário e remarcá-la para o dia 18 de janeiro de 2001, no Maracanã, quando o Vasco venceu por 3 a 1 e, aí sim, se sagrou campeão.

Em 2001, o Campeonato Brasileiro voltou a ser organizado pela CBF, já que a Copa Jean Marie João Havelange servira apenas para, via Clube dos 13, se driblar as ações judiciais do Gama. Mas a politicagem novamente se fez presente na confecção da tabela do certame, disputado por 28 clubes. Inicialmente, se anunciou que o Juventude ficaria fora da primeira divisão, mas a ameaça de uma nova pendenga judicial fez a CBF ceder e incluir o clube de Caxias do Sul na Série A, que, por fim, teve a participação dos 25 clubes do módulo azul do bagunçado certame de 2000, mais Paraná e São Caetano (campeão e vice do módulo amarelo) e Botafogo de Ribeirão Preto (já que a ordem era legitimar as “viradas de mesa” do ano anterior, o clube foi reconduzido à elite, depois de ter sido rebaixado em 1999). O Remo, terceiro colocado do módulo amarelo (com isso se classificou para as finais da Copa Jean Marie João Havelange) ameaçou ir à Justiça comum para que fosse incluído no campeonato, mas acabou ficando na Série B.

E foi a Série B de 2001 a origem de mais uma confusão jurídica. Na última rodada do quadrangular final, o Figueirense derrotava o Caxias por 1 a 0 em Florianópolis, garantindo o acesso à Série A de 2002. Porém, a torcida invadiu o gramado do Orlando Scarpelli quando o jogo estava nos acréscimos, o que levou o árbitro a suspender a partida. Nos tribunais, a decisão variava: ora se dava a vaga ao Caxias (afinal, a torcida do Figueirense fora responsável pela suspensão do jogo, e por conta disso o clube catarinense deveria ser punido com a reversão dos pontos), ora ao Figueirense (que provavelmente venceria o jogo). Na hora de confeccionar a tabela do Brasileirão de 2002, a CBF marcou o jogo entre Juventude e Figueirense para a “rodada dos clássicos” (no mesmo horário, se jogava o Gre-Nal no Beira-Rio), pois assim um eventual Ca-Ju (caso a decisão definitiva fosse de que o Caxias jogaria a Série A) aconteceria naquele dia.

Em 2002, Botafogo e Palmeiras foram rebaixados para a Série B de 2003. Tudo o que acontecera nos últimos anos sugeria que se devia “ficar com um pé atrás”: será que não aconteceria uma nova “virada de mesa”? Porém, dois fatores contribuíram para que isso não acontecesse, e mais, para dar um sinal de que, aparentemente, a era das “viradas de mesa” estaria sepultada.

O primeiro, foi que o novo presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, assumiu defendendo que o clube deveria jogar a Série B, sem tentar “virar a mesa”. O outro, segundo o “Guia do Brasileirão 2003” da Placar, era “uma expectativa geral de justiça” que o Brasil vivia no início daquele ano – que era também o primeiro de Lula na presidência, o que gerava uma expectativa de que, enfim, o país iria “tomar jeito”. Não havia mais clima para roubalheiras descaradas.

Assim, Palmeiras e Botafogo voltaram no campo para a primeira divisão: o Porco foi campeão da Série B de 2003, e o Fogão ficou com o vice-campeonato. Nos anos seguintes, foram rebaixados Grêmio (2004), Atlético-MG (2005), Corinthians (2007) e Vasco (2008): todos jogaram a Série B, sendo campeões e garantindo, na bola, o retorno à Série A, sem nenhuma tentativa de virada de mesa. O Bahia, rebaixado em 2003, caiu para a Série C em 2005, permanecendo dois anos na terceirona; agora está de volta à Série A, tudo isso conseguido apenas com os resultados de campo, sem tribunais.

Porém, no mesmo ano em que o governo Lula viveu sua maior crise política, devido ao escândalo do mensalão (ué, não era para acabarem as roubalheiras?), o Campeonato Brasileiro voltou a ser manchado por decisões extra-campo – mas desta vez, envolvendo a disputa pelo título, e não no rebaixamento. No final de setembro de 2005, uma reportagem da Veja denunciou a existência de uma “máfia do apito”, responsável por manipular resultados de jogos para que donos de sites de apostas pudessem lucrar mais. Um dos envolvidos, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, apitara onze partidas no Brasileirão, tendo sido todas elas anuladas pelo STJD, mesmo que em algumas os resultados tivessem sido inversos aos “encomendados”, e sem nenhuma investigação para averiguar se, de fato, o juiz favorecera algum time. Tal decisão beneficiou o Corinthians, que disputou novamente duas partidas que havia perdido, vencendo uma e empatando outra. Estes quatro pontos deram o título ao clube paulista, três pontos à frente do Internacional; não houvesse a anulação dos onze jogos, o campeão teria sido o Inter. A “cereja no bolo” foi a partida entre os dois clubes, na antepenúltima rodada: Corinthians e Inter empatavam em 1 a 1 quando Tinga sofreu pênalti claríssimo e o árbitro Márcio Rezende de Freitas não só deixou de marcar, como ainda deu cartão amarelo ao colorado por “simulação” – como Tinga já tinha um amarelo, acabou expulso de campo. Com tanta coisa acontecendo a favor do Corinthians (que tinha um time caríssimo, graças às contratações feitas pelo obscuro fundo de investimentos MSI), era difícil não ser posta em xeque a lisura do campeonato.

E agora, mais uma manobra política da CBF: primeiro deu a “taça das bolinhas” ao São Paulo por este ter sido o primeiro clube a conquistar cinco Campeonatos Brasileiros (já que a entidade não reconhecia o título do Flamengo em 1987); para duas semanas depois, declarar que o Flamengo era campeão de 1987, junto com o Sport (ou seja, que o Fla deveria receber o troféu, pois chegou à quinta conquista em 1992). Assim a CBF “rachou” o Clube dos 13, ao pôr em campos opostos dois de seus integrantes.

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* Partido do governo militar de 1966 a 1979, quando vigorava o bipartidarismo (em 1980 o pluripartidarismo foi restaurado).

** Não adianta: depois do meu TCC, não consigo mais falar em Havelange sem citar seu nome de batismo, “Jean Marie”.

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2 comentários sobre “A maior tradição do futebol brasileiro

  1. ate hj ainda tem essas mafiazinhas, mas nao eh descarado como essas viradas de mesa, eh tudo no apito, as arbitragens sempre beneficiado os times grandes e prejudicando os menores, viram o que o arbitro fez com o ABC (meu time) no jogo da copa do Brasil 2011, um jogo roubado descaradamente

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