O melancólico fim de carreira de Ronaldo

Hoje, ouvi no rádio a notícia de que a eliminação do Corinthians na pré-Libertadores poderá antecipar a aposentadoria de Ronaldo. Dizem que a única motivação do atacante em seguir jogando seria a de poder conquistar uma Libertadores, título que, assim como o Campeonato Brasileiro, ele não tem.

É um melancólico final para a carreira de um dos maiores jogadores que já vi. Hoje, Ronaldo não é nem sombra do craque que foi em seus bons tempos. Aos 34 anos, é praticamente um ex-atleta que insiste em se manter em atividade.

Ronaldo ainda não se aposentou por motivos meramente comerciais. O Corinthians apostou alto em sua contratação, no final de 2008, conseguindo muitos patrocinadores – que desejavam investir na “imagem” do “Fenômeno”, mas também eram fundamentais para o clube conseguir pagar os salários dele. Assim, ele ainda entra em campo, mesmo não jogando mais nada, apenas para exibir logomarcas associadas à sua “imagem”. (Aliás, é algo que poderia acontecer no Grêmio, se Ronaldinho tivesse sido contratado.)

Ou seja, o jogador que mais gols marcou em Copas do Mundo, foi três vezes eleito o melhor do mundo (1996, 1997 e 2002) e fundamental para a Seleção Brasileira ganhar a Copa de 2002 (assim como Rivaldo, que aos 38 anos estreou ontem pelo São Paulo, com direito a um golaço), virou apenas um outdoor.

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