Uma boa prova da parcialidade da mídia corporativa

Na próxima quarta-feira, 2 de fevereiro, Hugo Chávez completa 12 anos na presidência da Venezuela. Os principais “opinistas” não hesitam em qualificá-lo como “personalista”, “aprendiz de ditador”, isso quando não o chamam de “ditador” mesmo.

No dia 14 de outubro, Hosni Mubarak completa 30 anos na presidência do Egito (se o povo não derrubá-lo antes, a exemplo do que aconteceu com Ben Ali na Tunísia). E só agora que percebo a palavra “ditador” acompanhando seu nome na mídia corporativa – provavelmente porque vai pegar mal para os “democratas” não o chamarem assim quando o povo sai às ruas contra seu governo.

E olha que Chávez se mantém no poder ganhando eleições reconhecidamente limpas. Já Mubarak, só foi enfrentar um opositor nas urnas em 2005 – num processo eleitoral marcado por denúncias de fraude.

A diferença entre eles, mais do que o tempo no poder (e sem falar em suas linhas políticas), é que Mubarak é aliado dos Estados Unidos, e Chávez não…

6 respostas em “Uma boa prova da parcialidade da mídia corporativa

    • Que democracia espetacular!

      Aliás, lembro que até mesmo ao presidente era permitido se reeleger a vida toda, tanto que o Roosevelt ficou 12 anos no poder, e só não chegou a (pelo menos) 16 porque morreu no início do quarto mandato.

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  2. Sobre isso, o jornalista Rodrigo Vianna escreveu recentemente em seu blog “Escrvinhador” um texto bem esclarecedor chamado “Surpresa! A Tunísia era uma ditadura” que resume esta “indignação seletiva” da mídia contra alguns governos que considera autoritários (Irã e Venezuela, por exemplo), enquanto outros são ignorados, como estes no norte da África. Já repararam que esta indignação seletiva da mídia segue quase sempre a opinião do governo estadunidense? Coincidência incrível, né? Já que vc mencionou a capa da Veja no outro post, repare no canto superior esquerdo que fala em “marcha de radicais islâmicos ao poder”: já começaram a distorcer os fatos conforme receituário estadunidense, recalcando o medo do Islã pra ofuscar o mérito dos protestos.

    • Esse detalhe foi a canalhice maior dessa capa enojante… Usam o “bom-mocismo” do casalzinho pra desviar as atenções, mas por via das dúvidas, não puderam deixar de mentir, caso a capa não fosse suficiente.

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