A crise da “blogosfera progressista”

Até agora, eu nada havia escrito sobre a “crise” que está rolando na “blogosfera progressista” (termo escolhido em votação durante o encontro acontecido em agosto, em São Paulo – particularmente, eu prefiro ser blogueiro “de esquerda” ou, melhor ainda, “sujo”). Não tinha escrito nada não por querer me manter “neutro” – o que, neste caso, significaria consentir com o machismo – e sim, por não ter pensado bem num texto (não queria escrever qualquer coisa).

O negócio começou com as queixas contra a pouca participação feminina na entrevista de blogueiros com o presidente Lula, mês passado: apenas uma mulher participou (Conceição Oliveira, via Twitter), e só quatro foram convidadas. Se ampliou quando Luís Nassif publicou em seu blog um comentário (depois transformado em postagem) de um cara que se referiu às feministas como “feminazis”, e demorou a admitir que errara. Se agravou quando Nassif enfim assumiu o erro: saiu pior que a encomenda, pois ele decidiu dividir as feministas entre “as de bom nível” e as “barraqueiras”. E descambou para a baixaria quando começou a haver acusações de que quem criticou Nassif queria “dividir a blogosfera progressista” (e sobre querer dividir as feministas, aí eles não falam nada, né?).

Ora, mas não é possível acontecer uma divisão, racha, porque nunca houve exatamente uma “unidade” – não há uma blogosfera, e sim, blogosferas. E mesmo cada uma destas blogosferas não é um “monolito”, afinal, cada blog é escrito por uma pessoa (às vezes, mais de uma), que não tem necessariamente a mesma opinião que os demais. O mais próximo que se chegou de uma “unidade” foi no 2º turno das eleições: os “progressistas” eram invariavelmente anti-Serra; mas ainda assim, não pensavam exatamente igual. Veio o 31 de outubro, Dilma venceu, e o principal fator em comum entre muitos blogueiros deixou de existir. Ou seja, ficou mais fácil que divergências evoluíssem para “bate-bocas virtuais”.

O pior de tudo, na minha visão, é que com o episódio do “feminazi”, havia se iniciado um debate acerca do machismo na esquerda; mas com os “alinhamentos” pró ou contra Nassif (que viraram “pró ou contra o termo ‘progressista’ – e na verdade nem era isso), a discussão deixou de se dar em torno de ideias, e passou a ser uma briga de egos. E é uma pena que tenha se tornado isso, pois discutir o machismo na esquerda é, sim, muito necessário. Muitos homens, por mais socialistas que sejam (ou digam ser), em algum momento de suas vidas agiram – ou agem – de forma machista, num reflexo da nossa sociedade, que é assim. O que nós homens de esquerda precisamos é reconhecer que também somos parte do problema, e lutarmos contra isso – para que se possa realmente mudar as coisas.

Outra lição que fica do episódio, aí num âmbito mais geral, é que quem escreve um blog tem necessariamente de aprender a lidar com a crítica*. Por favor, não dá para sair acusando qualquer um de ser “tucano” – alguns meses atrás, chegaram ao cúmulo de me chamarem de “babaca fascista apoiador do Serra” (sim, podem rir à vontade) no Twitter, por eu defender políticas de restrição ao cigarro. Isso só depõe contra a credibilidade do blogueiro, que reclama da falta de democracia na “grande mídia”, mas age de forma semelhante.

E dá munição aos direitoscos que afirmam que a esquerda é “inimiga da democracia”, já que além de ditadores que se diziam comunistas mas nas ações não eram muito diferentes dos piores tiranos da direita – como Josef Stalin, Pol Pot, Nicolae Ceausescu (inclusive, sua derrubada completa hoje 21 anos), dentre outros – eles ainda podem citar certos blogueiros que não aceitam contestação até mesmo de quem é de esquerda.

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* Obviamente que ao falar na necessidade de lidar com críticas, não quero dizer que condeno quem adote a moderação de comentários – eu mesmo faço isso. Pois é necessário barrar os trolls: a eles não interessa argumentar para promover um debate de bom nível, e sim atacar, “ver o circo pegar fogo”.

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17 comentários sobre “A crise da “blogosfera progressista”

  1. A esquerda em geral lida muito mal com críticas. Talvez não seja um traço da esquerda, que tem sim seus elementos milenaristas, mas do próprio funcionamento da política brasileira. Talvez esteja relacionado a nossa “cordialidade”, transformando disputas que bem poderiam ser democráticas e republicanas em ofensas gravíssimas. Mas é verdade que a esquerda brasileira não é nem um pouco pluralista.

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  4. Ótimo texto. A discussão a respeito da misoginia (também) dentro da “esquerda” é mais do que necessária, e a expressão “desunião na blogosfera progressista” peca terrivelmente, primeiro por nunca ter existido mesmo uma única blogosfera, mas blogosferas (como você bem disse), e que o termo progressista nunca foi pacífico dentro dela. Mais do que isso, acho também preocupante que as paixões soviéticas tenham prevalecido mesmo após as eleições.

    Mas eu continuo achando um babaca fascista todo mundo que deseja cercear meu direito ao meu cigarrinho quando estou na rua e ao ar livre. E acho mesmo que suas declarações na época foram de apoio ao Serra. Mas este é o seu blogue, e você pode contar a história como bem preferir. O que não dá é pra você confundir minha crítica contundente a você com cerceamento de sua liberdade. Assim vc passa de “babaca fascista apoiador do Serra” pra “babaca fascista apoiador do Serra e imitador dos jornalistas que reclamam de censura em face a críticas”. De qualquer forma, concordando e discordando, a gente segue aê conversando

    Abraços do blogueiro cuja credibilidade você acredita estar em cheque. =)

    • Pois é, Daniel… Mas a verdade é que não quero (de forma alguma!) cercear teu direito ao cigarrinho na rua ou ao ar livre (pois depois é capaz de quererem me impedir de tomar cerveja ao ar livre – aliás, já me impedem quando vou torcer para o Grêmio no Olímpico). Inclusive, acho exagerado proibir as pessoas de fumarem até mesmo em mesas na rua: ao ar livre, a fumaça se dispersa mais facilmente, diferentemente do que acontece num ambiente fechado – mesmo que o buteco tenha “área para fumantes”, a fumaça não respeita os limites. E mesmo assim, acho que a lei poderia ser mais flexível, permitindo que bares, a seu critério, decidissem ser “exclusivos para fumantes”: tenho certeza de que clientes não faltariam… Obviamente eu não iria a um bar assim, mas se fosse não teria direito algum de reclamar da fumaça (seria o mesmo que eu, gremista, ir a um bar de colorados e reclamar das piadas).

      Como já ficou bem claro, a fumaça do cigarro é o que me incomoda. Não vou falar que quero ter direito a respirar um “ar puro” pois na cidade isso é impossível. Mas ao menos, um ar que seja um pouco menos “fumacento”. Quando alguém está perto de mim e acende um cigarro, peço que solte a fumaça para o lado oposto ao meu (se bem que muitas vezes o vento ferra tudo), e se não o faz, aí eu reclamo (este é o sentido de “constranger”, que causou aquela nossa divergência) – ou abano ostensivamente a fumaça, que é como eu ajo com o meu pai quando ele acende o cigarro na minha presença.

      E, enfim, o fato de eu concordar (parcialmente) com alguma medida do Serra não quer dizer que eu seja apoiador dele. Eu não votaria nele nem para síndico!

      Abraços

      P. S.: Ficou mais do que provado que é muito melhor debater assim, do que no Twitter. Aquele limite de 140 caracteres atrapalha muito!

      • Antes de mais nada, PRECISO concordar com o seu post scriptum. Discutir por aqui é bem melhor.

        Depois, acho por bem dizer que — ao menos neste caso — o meu uso do “babaca fascista apoiador do Serra” foi ao menos 50% uma ironia com o meu próprio desmedimento naqueles meses fatídicos.

        Posta a mesa, vamos ao debate. Eu reconheço completamente o direito dos não-fumantes a terem seus espaços livres, ou pelo menos abrigados, do cheiro de cigarros. Por mais que sinta falta dos tempos em que se podia fechar dentro de bares fechados, sei que isso é um desrespeito com os não-fumantes. Concordo, portanto, tanto com a idéia de que existam bares que se declarem “aqui é um espaço para fumantes” quanto, no mínimo, que haja a liberdade de se fumar nas mesas ao ar livre dos bares. Da mesma forma, acharia razoável que existissem bares (fechados) que se declarassem “livres de cigarro”. Não os frequentaria, mas não teria problemas com eles, contanto que houvesse também os “bares para fumantes”. Chamo de fascista toda postura que leva em conta os apenas interesses de um grupo empoderado, elevando-os acima dos interesses igualmente legítimos de outros grupos e fechando o diálogo, e valendo-se de força repressiva para impor os interesses deste grupo sobre os interesses dos outros.

        Em resumo, acho que podemos concordar que tanto fumantes quanto não fumantes tem direito de ir a bares, e os não-fumantes tem o direito de não respirar fumaça de cigarro, assim como os fumantes tem direito de fumar seus cigarros sem caras feitas à volta ou pessoas abanando a fumaça. A pergunta é sempre “como equacionar isso de forma democrática e equilibrada”?

        Sou aberto a críticas, mas confesso-me um bocado sensível a algumas críticas de senso comum do tipo “é anti-social fumar. os fumantes deveriam fumar só em casa para não incomodar o resto das pessoas”. É a mesma coisa, para mim, que dizer “se você não gosta de fumaça de cigarro, não saia de casa”. Fumar é um (mau) hábito que é tão intrínseco à vida do fumante quanto é o desgosto pela fumaça de cigarros para o não fumante. E ambos merecem ser respeitados.

        Fechando o off-topic e voltando ao tópico do post, eu reitero minha concordância com você a respeito da existência de muitas blogosferas. Na verdade, blogosfera é apenas um termo coletivo para um conjunto de blogs. Há, portanto, tantas blogosferas quanto recortes possíveis para a totalidade de blogs do planeta, e algumas blogosferas podem ser interpenetrantes. Há a blogosfera dos gremistas e a blogosfera colorada, e ambas se intersectam (mas não estão contidas) na blogosfera do Rio Grande do Sul. Podemos até falar de uma “blogosfera dos blogueiros progressistas”, mas a maneira como este conceito estava sendo usada gerava um agrupamento artificial e irreal em prol do desejo político de mostrar uma unidade grande que nunca existiu. Eu, por exemplo, sempre deixei muito claro que não pertencia a blogosfera progressista nenhuma — primeiro, pq não via suficientes pontos em comum entre eu e a maioria dos membros da pretensa “blogosfera progressista”. Depois pq não tinha nem tenho o menor interesse de emprestar meu nome a movimentos com os quais discordo. Mesmo assim, tem gente que acredita que eu fazia parte do “bolo”.

        Por fim, achei emblemático (pra não dizer “poeticamente justo”) que a pretensa “blogosfera progressista” tenha aparentemente começado a ruir justamente por conta de um tema tão “espinhoso” para toda a galera que a “inventou”: Gênero. Pois é justamente nas questões de gênero, entre outras igualmente espinhosas como diversidade sexual ou religião/ateísmo, que a porca torce o rabo e as “multidões” inventadas começam a se mostrar agrupamentos de coletivos dissidentes. Um dia a gente aprende a fazer política assumindo diferenças.

        Abraços do Verde Tabagista.

        • Ótima observação acerca das “blogosferas”, Daniel. De fato, estes vários grupos tem pontos em comum, ou seja, “intersecções”, e é possível pertencer a mais de um grupo, mesmo que um não esteja necessariamente contido dentro do outro (o exemplo das blogosferas gremista e colorada em relação à do RS foi perfeito).

          A ideia de uma “blogosfera progressista” é a de unir estes diversos grupos pelo que eles têm em comum. Mas é preciso que se respeite as diferenças – e infelizmente, não é o que acontece sempre.

          • Existe uma diferença entre a identificação que se dá horizontalmente, como no caso dos blogueiros que vão encontrando pontos em comum e agregando-se uns aos outros em seus blogrolls, listas de amigos, feed-readers, etc, e das “identificações top-down” que acontecem em alguns casos.

            O fato é que por “blogueiros progressistas” desejava-se entender um grupo bem maior até do que o participou das reuniões. É um “truque” comum na política. Afirmar-se representante de um grupo vagamente delimitado para poder causar a impressão de ter mais voz do que se tem. Aliás, este é geralmente o problema de se unir a estes grupos (ou permitir que te “unam” a eles): alguém vai inventar de ser porta-voz, e provavelmente vai ser alguém que dirá coisas que vc não diria nem compactua.

            Quantas pessoas foram consultadas, por exemplo, a respeito de quais blogueiros deveriam participar da entrevista com o Presidente? Como se deu esta escolha? Se ela foi mesmo ampla e democrática (afinal, defende-se a Democracia acima de tudo entre os BPs né?), por que é que há espaço para reclamação a respeito da falta de mulheres? Isso não foi decidido, assim como o nome “progressistas”?

            Quero deixar claro que não sou contra os “blogueiros progressistas”, seja lá como se delimite este grupo. Tenho bons amigos que fazem parte do coletivo. Tenho, por outro lado, minhas críticas ao anacronismo do pensamento político que sustenta práticas como esta — de “identificação top down” para compor números e agregar mesmo os desavisados — e principalmente a este termo: “progressistas”.

            Progressismo é um pensamento político antigo e inadequado, anti-ecológico, desconectado das pessoas, míope às reais demandas das pessoas em prol de um ideal de “progresso” e “desenvolvimento” que é sabidamente inadequado. “Progressismo” é tão Getúlio Vargas e EUA nos anos 50. Progressismo é tão “Belo Monte doa a quem doer” e projetos do PAC atropelando os questionamentos indigenistas, ambientais e de patrimônio histórico, além de passar por cima das populações tradicionais. Progressismo é o c…!

            Abraços do Verde.

            • Daniel, concordei com algumas das suas colocações, mas peço licença apenas para desfazer um equívoco interpretativo da sua parte sobre o termo “progressista”. No espectro político de esquerda “progressista” é aquele que busca mudanças sócio-econômicas na sociedade exatamente para torná-la mais humana, solidária e voltada para as demandas das pessoas conforme você falou.

              Nesse sentido todas as medidas do Governo Lula que você citou não têm nada de progressista! Eu inclusive estou entre os que não consideram o Governo Lula progressista mas uma mera continuidade do Governo FHC!

              Abraços!!!

              • Olá Jorge,

                aqui, sou forçado a discordar de você e defender meu ponto. Que “progressismo de esquerda” é este que vc fala? Nunca ouvi dele falar, e também imagino que a maior parte das pessoas da minha rede não conheça este progressismo que é o contrário do progressismo. Não estamos aqui tentando inventar um novo progressismo para justificar um nome mal escolhido?

                • Daniel apenas te expliquei o que significava a expressão no espectro de esquerda para evitar confusões, mas obviamente você tem todo o direito de questionar.

            • Perfeita a observação acerca do significado tradicional do termo “progressista”. Pois é justamente o “progresso” que é utilizado como “argumento” pela velha direita para justificar os estupros às leis ambientais, como vemos aqui em Porto Alegre, onde a especulação imobiliária está devastando áreas verdes em nome deste tal “progresso”. Mas também concordo com o Jorge em relação ao que é “progressismo” como política de esquerda – afinal, uma sociedade mais humana, solidária (que é o desejo de todos nós de esquerda) não deixa de ser uma evolução (“progresso”?) em relação ao individualismo exacerbado de nossos tempos.

              • Como respondi ao Jorge, nunca ouvi falar deste “progressismo de esquerda”. Não sei o que é, e salvo as afirmações de vocês, nem fazia idéia que existia. E também não faz muito sentido para mim que duas doutrinas políticas opostas tenham o mesmo nome. Vocês tem certeza MESMO de que não estão tentando emendar o soneto?

                Para além disso, acho perfeitamente coerente que os blogueiros “progressistas” sejam aqueles que apóiam Dilma, que todos nós sabemos ser uma progressista de primeira linha (com seu Belo Monte e sua anuência a manutenção do sigilo dos arquivos da ditadura militar em nome dos conchavos necessários ao “Progresso” do Brasil). Tudo bem, vamos admitir, né? Antes o progressismo de Dilma do que o retrocesso grosseiro ao Fascismo Oligárquico de Serra. Mas não faz sentido colocar asas de borboleta em rinoceronte. Ele não voa.

                Abraços do Verde.

                • Acho que o sentido depende dos grupos que se apropriam de determinados termos. No caso de “progresso/progressismo”, tanto direita como esquerda se apropriaram, cada um a sua maneira.

                  Aí dá para falar em um “progressismo” de esquerda, que obviamente não significa defender Belo Monte – pois neste caso trata-se de um “progresso” meramente econômico (?), ou seja, é aquele defendido pela direita.

                  Abraços

  5. Concordo com a essência do post, a necessidade de autocrítica e de tolerância. Discordo basicamente de dois pontos:

    Primeiro, acho uma bobagem isso de dizer que existem várias blogosferas. O termo blogosfera não significa identidade ou união. A “blogosfera” é uma forma de denominar o conjunto de blogs, mas não faz sentido dividi-la. Quanto à “blogosfera progressista”, aí são outros 500, porque o “progressista” adjetiva a blogosfera e lhe confere uma especificidade. Aí se trata de um grupo mesmo.

    E aí vem o segundo ponto. Concordo que há divergências dentro da “blogosfera progressista”. Mas é óbvio! Eu estranharia muito se não houvesse. Ouso comparar com um partido como o PT. Tem gente que se odeia lá dentro. Tem gente que pensa muito diferente. Tem gente mais à esquerda e, infelizmente, tem gente bem mais à direita do que eu gostaria. Mas é um partido, que atua em conjunto e que faz, sim, muitas críticas internas. Entre a blogosfera progressista, vejo muitos mais pontos de união do que de divergência. Acho que só o fato de estarmos todos contra a manipulação do PIG e lutando por um mundo mais justo, igualitário e solidário já são argumentos suficientes para justificar a união, muito mais fortes do que os pontos de dissensão.

    Quanto ao resto, concordo contigo e com um comentário feito no Somos Andando: estão desperdiçando a oportunidade de discutir um assunto sério e importante, estão reduzindo a discussão sobre o machismo, especialmente entre a esquerda, que não deveria ser machista – e conheço vários “de esquerda” machistas -, com ataques pessoais que não levam a lugar nenhum.

    • Concordo, Cris, que falar em “blogosfera” não significa necessariamente que haja uma “unidade”. Afinal, usando o termo assim, no geral, inclui a qualquer blogueiro. Um direitoso que tem blog, também é parte da “blogosfera” – mesmo que eu jamais o visite ou recomende (óbvio).

      Agora, quando falamos na “blogosfera progressista” (nem vou entrar na discussão do termo, pois isso é o de menos – e não foi imposto a ninguém, teve votação), aí estamos adjetivando um determinado grupo de blogueiros com as características que tu descreveste. Nestas, se encaixam as blogueiras feministas. Porém, depois de tudo o que aconteceu, será que todas elas se sentem parte deste grupo? Será que elas não se identificariam com uma outra denominação, do tipo “blogosfera feminista”, independente da “blogosfera progressista”?

      Por fim, como disseste, “só o fato de estarmos todos contra a manipulação do PIG e lutando por um mundo mais justo, igualitário e solidário já são argumentos suficientes para justificar a união, muito mais fortes do que os pontos de dissensão”. Mas há grupos diferentes (e diferenças dentro destes mesmos grupos, pois todos somos diferentes): petistas, psolistas, só “de esquerda”, feministas, ecologistas etc. O ideal é que se busque a união, em torno das concordâncias, e se respeite os diversos pontos de vista. ;)

      Bom, por agora chega, que estou com sono…

      Beijos

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