Sobre vínculos entre Brasil e Bulgária

A vitória de Dilma foi comemorada não só por seus eleitores no Brasil, como também na Bulgária, pátria natal de seu pai. Petar Russév nasceu em Gabrovo, cidade situada no centro do país de Hristo Stoichkov, e no Brasil passou a assinar Pedro Rousseff.

A referência ao goleador da Copa do Mundo de 1994 não é apenas em homenagem ao craque que me fez descobrir a Bulgária (assim como Gheorghe Hagi serviu para que eu soubesse da existência da Romênia). É que vou falar de futebol, depois de tanto tempo praticamente só escrevendo sobre política… Melhor: de história do futebol.

No dia 25 de abril de 1961, Stejan Petroff foi ao estádio assistir ao jogo de seu time, o CDNA (atual CSKA de Sófia), campeão búlgaro. Torcedor fanático, preferiu ir ao futebol enquanto sua filha nascia no hospital… E por conta disso, viu seu time levar uma goleada de 5 a 1, fora o baile. Saiu do estádio tão encantado com a atuação do adversário, que decidiu fazer uma homenagem.

O adversário se chamava Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, que realizava vitoriosa excursão à Europa. E Stejan Petroff decidiu dar à filha que nascia enquanto o Tricolor jogava na capital búlgara o nome de Gremina.

Um ano depois, o Grêmio fez nova excursão à Europa e jogou novamente na Bulgária, quando a delegação teve a oportunidade de conhecer Gremina Petroff, que foi nomeada “Afilhada do Grêmio”.

Atualmente, é médica pediatra, e assina Gremina Beliov – casou-se e perdeu o sobrenome de solteira. Os contatos mais recentes com ela datam de 2003, época do centenário do Grêmio.

Seria interessante o marketing do Tricolor aproveitar a maior exposição do Brasil na imprensa búlgara para divulgar mais essa história (e por consequência, o Grêmio) por lá.

Anúncios