Do “risco à liberdade de expressão”

A “grande mídia” está em polvorosa devido às declarações de Lula, de que ela tem partido e “será derrotada”. Dizem seus defensores que, com isso o presidente demonstra “não ter apreço à liberdade de expressão”.

O pavor dela se deve mesmo é ao fato de que cada vez menos gente leva a sério o que ela diz. Afinal, por mais que ela insista na balela da “imparcialidade”, é muito fácil perceber que ela faz oposição ao governo Lula. Se assumisse sua posição, poderia não ganhar em credibilidade (eu, por exemplo, não dou crédito às propagandas do PSDB), mas ao menos seria um pouco mais honesta (ou menos desonesta).

Ou seja, o que Lula disse é nada mais do que aquilo que muita gente já percebeu. Simplesmente não existe a tal da “imparcialidade”. Jornais, revistas, rádios, televisões, blogs, todos têm seu lado, sua posição. Seja na política, seja em outras questões, como o futebol: sempre há a reclamação de que as transmissões de jogos em rede nacional são tendenciosas, e de fato elas são, como prova irrefutável temos a final da Copa do Brasil de 2008.

Mas, a afirmação de que há ataques à liberdade de expressão no Brasil também não pode ser considerada uma mentira. Só é preciso mostrar onde e como estes ataques acontecem. Como no caso do injusto processo que sufoca o Jornal Já – sobre o qual a “grande mídia”, tão “imparcial” e preocupada com o “risco à liberdade de expressão”, não fala, por que será?

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Um comentário sobre “Do “risco à liberdade de expressão”

  1. Todos nós sabemos que a grande mídia tem lado. Mas porque o Lula só falou isso agora? E mais: porque o seu governo foi recordista de ataques a mídia alternativa? Foram fechadas mais (e muuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiitttttttttttoooooooooooooooo mais) rádios comunitárias na gestão de Lula do que na de FHC, o que atende aos interesses da grande mídia, sem falar na nomeação de Hélio Costa e nos projetos aprovados em favor das grandes mídias!

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