O que fazer na Expointer?

Lembro de ter ido apenas uma vez à Expointer, com meu irmão e minha mãe. Era o último domingo das férias de inverno nas escolas estaduais, que naquela época duravam 50 dias, fruto do “calendário rotativo” implantado pelo governo Collares de 1992 a 1994. Como é bem típico do nosso inverno que insistem em chamar de rigoroso, fazia calor aquele dia. (Ah, se tivesse uns dias de geada no verão…)

A ideia de ir à Expointer me entusiasmava, afinal, falavam tanto na televisão dela… Devia ser o máximo.

Pois bem: era preciso encarar o trem lotado, filas para entrar, filas para tudo. Sem contar o calor. Achei um saco.

Posteriormente me convidaram para ir lá, mas nunca mais quis. Fazer o quê na Expointer? Ver bois? Cavalos? Sim, só se fosse por isso, porque para comprar produtos como cuias e outros itens de artesanato, é possível fazer isso sem problema algum no Brique da Redenção, sem encarar trem lotado (o que ainda é menos pior do que ir de carro: neste caso é preciso dar mil e uma voltas, e ainda procurar lugar para estacionar). Como não tenho o menor interesse em ver bois e cavalos, ir à Expointer é para mim algo totalmente sem sentido.

Como explicar tamanho fascínio pela Expointer? Acho que da mesma maneira que se compreende tanta gente ir ao Acampamento Farroupilha, mesmo com todo aquele barro (afinal, setembro é o mês mais chuvoso em Porto Alegre). Num Estado com tradições tipicamente rurais mas cuja população é predominantemente urbana, tratam-se de raros momentos em que os “gaúchos de apartamento” (na definição genial de um professor da faculdade) podem sentir-se inseridos no meio em que viviam os gaúchos: barro, campo, cavalos, bois… Mesmo que no meio da cidade.

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5 comentários sobre “O que fazer na Expointer?

  1. Rodrigo;

    Não sei o que leva uma família à Expointer, como um passeio de tarde de domingo.

    Mas sua abertura às escolas, como ocorria na nossa época (e acho que ainda ocorre), servia principalmente para o consumo de drogas e álcool por parte da gurizada, sob a vista grossa da organização do evento.

    Não sei se isso continua assim, faz muitos anos que não volto à Expointer.

    Abraço.

  2. olha meu querido acho que vc tem que ir novamente pq aquilo fas parte do nosso mundo mais como vc falou deve ser gaucho de apartamento rsrsrsrsrsrsrsr abrigado tche

  3. A proposta de uma Expointer é sem duvida muito distante da comprensão de alguns, ela serve para remeter almas entranhadas no cimento a vida do campo as tradiçoes dos mais velhos a oportunidade de soltarmos as amarras da vida tecnologica. Porque temos nós que agir como cybers humans só porque as condições nos impuseram viver no cimento, somos gauchos sim, e se passerar no Farroupilha ou na Expointer nos remete, mesmo que em sonhos a vida integrada com a natureza e aos velhos preceitos familiares é possitivo, ha e tem muita mulher bonita lá, só por isso ja estaria valendo.
    Abraço

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