Sobre a crise coreana

Muito se fala na “grande mídia” sobre a possibilidade de guerra entre as Coreias do Norte e do Sul (na verdade, da retomada da guerra, visto que oficialmente ela nunca terminou, apenas foi assinado um cessar-fogo em 1953).

Pena que não haja muito compromisso com a verdade… Pois como conta a Denise Arcoverde, que vive em Seul, a coisa por lá não parece tão feia como estão pintando aqui. Ela também escreveu um primeiro post sobre a história da divisão da Coreia, fruto da Guerra Fria e que sobreviveu a ela (ou poderíamos dizer que é a Guerra Fria que ainda não acabou lá?).

No Twitter, ela falou uma coisa interessante que não dizem por aqui. Semana que vem tem eleição na Coreia do Sul: a esquerda, oposicionista, defende o diálogo com Pyongyang, enquanto o governo de direita se utiliza do afundamento do navio sul-coreano (aliás, por que afundaram?) para obter votos. Inclusive, a oposição pede ao governo que pare com as provocações à Coreia do Norte.

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3 comentários sobre “Sobre a crise coreana

  1. Rodrigo, obrigada pelos links =) na verdade, tem gente da oposição que ainda não acredita que o torpedo era da Coreia do Norte, existe muita manipulação da mídia e essa crise é emocional, leva muita gente a querer votar (para governadores, prefeitos e membros do Conselho) nos que têm “pulso forte”, já vimos isso antes, né?

    • Faz realmente lembrar do que já vimos aqui no Brasil: em 2006 o Eymael dava a impressão de que, se fosse eleito presidente, no dia seguinte à posse os soldados brasileiros invadiriam a Bolívia por causa das refinarias da Petrobras que foram nacionalizadas por Evo Morales. Ainda bem que foi pouco votado…

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