“Indústria da multa” é o c******!

Tem umas figurinhas que adoram criticar a fiscalização de trânsito. Dizem que os “pardais” são “arrecadadores”, e que bom mesmo é a “lombada eletrônica”, pois ela “não é feita para punir, e sim para educar” (lembro de uma vez ter ouvido um de nossos “deformadores de opinião” dizer isso na televisão!).

Sinceramente, não sei o que leva alguém a achar que quem dirige um carro “tem de ser educado” (a não ser “solidariedade”). Pois para tirar a carteira, é preciso não só fazer aulas práticas (e prova), como também teóricas (também com prova). Nestas, recebemos noções de como funciona o carro, e também… Das leis de trânsito!!! O motorista que não sabe isso e “precisa ser educado”, convenhamos, só pode ter comprado a carteira…

“Lombada eletrônica” não é feita “para educar”, e sim, para forçar os motoristas a reduzirem a velocidade em um ponto de uma via cujo limite de velocidade é superior (em avenidas onde a máxima é de 60km/h, geralmente se deve reduzir a 40km/h), como acontecia com o velho “quebra-molas”. Tanto que é sempre bem visível, para que ninguém possa reclamar de ser multado “injustamente”.

Já o “pardal” serve para fiscalizar e punir os infratores. A velocidade máxima pela qual se deve passar por um é sempre o limite da via – NUNCA é preciso reduzir (claro, quando se cumpre a lei). Tanto que acho um absurdo haver placas indicando a presença de “pardais” em determinados pontos, pois o mau motorista, que não respeita o limite de velocidade, sabe onde será multado se não cumprir a lei. (E não sei como é que tem gente que consegue ser multada por “pardais” com tanta placa indicando onde eles estão.)

A propósito, é absurdo também que se publique em jornais os locais onde se posicionam os radares móveis e os dias em que eles estão em cada ponto – é outra maneira dos maus motoristas escaparem da devida punição que merecem. (E ainda assim alguns deles conseguem a façanha de serem multados!)

Quem cumpre as leis de trânsito jamais será vítima da “indústria da multa”. E se eventualmente precisa correr para levar alguém ao hospital, pelo que sei as multas podem ser abonadas com a apresentação de um comprovante.

Já quem leva multa por correr feito louco (na maioria das vezes, podre de bêbado) e ainda reclama, é gente que acredita estar acima das leis – mas não hesita em clamar por punições severas a “ladrões de galinha”, podem reparar. Multa neles!

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5 comentários sobre ““Indústria da multa” é o c******!

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  2. Tem uma moda aqui de usarem o twitter pra dizer onde tem blitz, pras pessoas evitarem passar por elas. Assumir as responsabilidades e não beber é pedir demais, pelo visto.

    • É o famoso “jeitinho”… Seja “extra-oficial” (como o caso do Twitter e dos jornais informando onde ficarão os radares móveis) como até oficial, que são as placas que possibilitam saber onde se pode descumprir a lei.

      E quanto ao álcool, é tão simples (e até mais seguro) voltar de táxi pra casa… As pessoas insistem em irem de carro, beberem e reclamarem da fiscalização, só pode ser por exibicionismo mesmo.

  3. Bom texto, é que as pessoas só ligam quando o filhinho fica tetraplégico depois de dirigir bêbado e matar 3 empregadas domésticas às 6 da matina no ponto de ônibus, quem reclama de multa é hipócrita, cometeu a infração amiguinho: rabo entres as pernas, abaixa a orelha e paga a p*rr* da multa e aprende a não fazer mais isso antes que mate alguém.

    Abraços Rodrigo!

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