As Copas que eu vi: França 1998

O ano de 1998 começou de forma terrível para mim. Tão ruim que antes mesmo do Carnaval (que é quando começam, na prática, todos os anos no Brasil), eu já queria que chegasse logo 1999. Tudo por causa daquele 5 de janeiro, que considerei como o pior dia da minha vida por quase nove anos.

Mas, aos poucos, aquela dor perdeu boa parte de sua intensidade, e o ano de 1998 foi se transformando em ótimo. Primeiro, porque em abril foi confirmado que aconteceria em agosto a viagem a Montevidéu, para a realização de intercâmbio cultural entre o Colégio Marista São Pedro – onde cursei o 2º grau (1997-1999) – e o Instituto de los Jóvenes (IDEJO), colégio da capital uruguaia. Mas também porque se aproximava a Copa do Mundo da França. Enfim, chegava ao fim aquela longa espera de quatro anos iniciada em julho de 1994! E desta vez haveria mais jogos: o número de seleções participantes foi ampliado de 24 para 32.

Na Copa do Mundo dos Estados Unidos, eu torci muito pelo Brasil – era, literalmente, “a pátria em chuteiras”, e como sou brasileiro, queria ver meu país no topo. Mas dali em diante, algumas coisas acabaram arrefecendo meu entusiasmo com a Seleção. Como os “justíssimos” critérios de convocação e escalação do técnico da Seleção, Zagallo (que assumiu o cargo após a Copa de 1994): em 23 de dezembro de 1994, deixou Danrlei no banco durante amistoso contra a Iugoslávia, no Olímpico; em compensação, chamou Paulo Nunes em 1997 para esquentar o banco por um mês, enquanto o Grêmio jogava as quartas-de-final da Libertadores contra o Cruzeiro (perdeu por 3 a 2 no placar agregado). Surgiu assim uma antipatia pela Seleção, que só foi diminuir com a proximidade da Copa de 1998.

Mesmo assim, não torci como em 1994. Gostei das duas vitórias iniciais – 2 a 1 contra a Escócia na abertura da Copa, dia 10 de junho; e os convincentes 3 a 0 sobre Marrocos. Mas aí veio a Noruega, uma das raras seleções que jamais perdeu para o Brasil. Bebeto abriu o placar aos 30 do 2º tempo, mas poucos minutos depois Tore Andre Flo empatou, e aos 43, Kjetil Rekdal virou o jogo para os escandinavos com um gol marcado de pênalti. Mesmo com a derrota, o Brasil ficou em 1º no grupo A, a outra vaga ficou com a Noruega.

No grupo B, a Itália confirmou seu favoritismo ao primeiro lugar, e ainda teve a redenção de um craque. Roberto Baggio, aos 31 anos, buscava superar o trauma de ter perdido o pênalti decisivo na final da Copa anterior. Teve a oportunidade justamente em um pênalti, diante do Chile, na primeira rodada. Era o final do jogo, e a Azzurra perdia por 2 a 1, mas Baggio evitou a derrota.

O Chile, por sua vez, empatou os outros dois jogos (1 a 1 contra Áustria e Camarões – neste último com uma ajudinha do árbitro húngaro Laszlo Vagner, que anulou um gol legítimo dos Leões Indomáveis) e obteve a classificação às oitavas-de-final em 2º lugar, atrás da Itália.

A França, dona da casa, venceu seus três jogos na primeira fase, contra África do Sul, Arábia Saudita e Dinamarca, ficando com o 1º lugar do grupo C (a outra vaga foi da Dinamarca). Mas seu melhor jogador, Zinedine Zidane, já deu uma mostra de seu temperamento (que viria a ser destaque oito anos depois, na grande final). Contra a Arábia Saudita, o craque francês foi expulso e só voltou nas quartas-de-final.

Eu apostava em Espanha e Bulgária como prováveis classificados do grupo D, que tinha ainda Nigéria e Paraguai. Porém, as duas vagas às oitavas de final ficaram justamente com as duas últimas seleções. A Nigéria estreou com uma vitória de 3 a 2 sobre a Espanha, num dos jogos mais empolgantes da Copa da França – mas também contando com uma ajudinha do veterano goleiro espanhol Andoni Zubizarreta, que falhou feio no segundo gol nigeriano.

A Nigéria garantiu o 1º lugar no grupo ao vencer a Bulgária (ainda com Stoichkov) por 1 a 0, na rodada seguinte. Os búlgaros já haviam empatado sem gols com o Paraguai – em partida na qual o gole(ador)iro paraguaio José Luis Chilavert acertou a trave de seu adversário Zdravko Zdravkov – e com isso foram para a última partida com a obrigação de vencerem a Espanha, aliada a empate ou derrota paraguaia frente aos nigerianos. A Fúria também havia empatado em 0 a 0 com o Paraguai, precisando da mesma combinação de resultados que os búlgaros para obter a classificação. Os espanhois fizeram muito bem a sua parte, com uma goleada de 6 a 1 (a maior da Copa), mas de nada adiantou, já que o Paraguai fez 3 a 1 na Nigéria e ficou com a segunda vaga. Após o término da partida contra a Bulgária, com o estádio já vazio, Zubizarreta passou vários minutos no gramado, talvez imaginando que as coisas poderiam ter sido bem diferentes se não tivesse deixado entrar aquela bola no jogo contra a Nigéria.

No grupo E, estava o melhor futebol da Copa. Era a seleção da Holanda, que em 1994 poderia ter chegado mais longe, não fossem Romário, Bebeto e Branco. Mas a Laranja Mecânica de 1998 era muito melhor. Treinada por Guus Hiddink (o mesmo que levaria a Coreia do Sul à semifinal em 2002 e a Austrália às oitavas em 2006), contava com jogadores oriundos do grande Ajax de 1995-96 (no qual brilhavam Van der Sar, os gêmeos Frank e Ronald de Boer, Edgar Davids, e Patrick Kluivert), além de craques como Clarence Seedorf e Dennis Bergkamp.

A Holanda estreou na Copa passando um certo sufoco: empate em 0 a 0 com a Bélgica e cartão vermelho para Kluivert. Mas na partida seguinte, goleou a Coreia do Sul por 5 a 0; e garantiu o primeiro lugar no grupo ao empatar em 2 a 2 com o México, em jogo que vencia por 2 a 0 (os cochilos da zaga não custaram caro). Aos poucos, a Laranja se consolidava como principal favorita ao título. Holanda e México ficaram empatadas com 5 pontos, e o primeiro lugar foi dos holandeses pelo saldo de gols.

Outro jogo marcante da primeira fase da Copa de 1998 foi entre duas seleções que não eram nem um pouco favoritas. No dia 21 de junho, em Lyon, Estados Unidos e Irã se enfrentaram pelo grupo F. Os dois países romperam relações diplomáticas em 1979, após a Revolução Islâmica no Irã, e havia expectativas quanto à partida entre dois inimigos. Antes do jogo, os jogadores trocaram flores, em sinal de que o espírito esportivo estaria acima da política. Já eu, desejava espírito esportivo e vitória iraniana, que aconteceu: 2 a 1. Ambas as seleções não passaram da primeira fase – as duas vagas do grupo F ficaram com Alemanha e Iugoslávia.

Após a bela participação na Copa de 1994, a Romênia ganhou em 1998 o direito a ser cabeça de chave. Ficou no grupo G, junto com Colômbia (outra vez!), Inglaterra e Tunísia. Era um bom time, Gheorghe Hagi ainda vestia a camisa 10. E a estreia, assim como em 1994, era contra a Colômbia. E, de novo, deu Romênia: 1 a 0, gol de Adrian Ilie – após um toque de calcanhar de Hagi.

Na segunda rodada, a Romênia venceu a Inglaterra (que também se classificaria, em 2º lugar), que era considerada favorita, e garantiu vaga nas oitavas-de-final (a classificação antecipada motivou uma inusitada comemoração: todos os jogadores pintaram o cabelo de amarelo, com exceção do goleiro Bogdan Stelea, careca).

Além da Holanda, outra grande seleção de 1998 era a Argentina. Sem Maradona (praticamente aposentado), mas com Ariel Ortega – que entrou no lugar de Don Diego após a suspensão do craque em 1994 – e o matador Gabriel Batistuta. Os argentinos estrearam com vitória suada de 1 a 0 sobre o estreante Japão, golearam a também estreante Jamaica (maior surpresa das eliminatórias, treinada pelo brasileiro Renê Simões) e fecharam a primeira fase com mais uma vitória, 1 a 0 sobre a Croácia – que também participava de sua primeira Copa, mas tinha tradição por seu passado como república integrante da Iugoslávia (1918-1991), onde os jogadores croatas sempre se destacavam. Os argentinos ficaram com o 1º lugar do grupo H, e a outra vaga foi da Croácia.

As oitavas-de-final foram abertas a 27 de junho, com o jogo Itália x Noruega em Marselha – vitória magra da Azzurra, 1 a 0, gol de Christian Vieri. Mais tarde, o Brasil jogou sua melhor partida na Copa, e mandou o Chile de volta para casa com uma goleada de 4 a 1. Destaque para César Sampaio, autor de dois gols.

No dia seguinte, 28 de junho, dois grandes jogos. O primeiro, marcante pelo sufoco enfrentado pela França contra o Paraguai. Jogando “em ritmo de Libertadores”, os paraguaios resistiram heroicamente aos donos da casa até os 8 minutos do 2º tempo da prorrogação, quando Laurent Blanc marcou o primeiro “gol de ouro” da história das Copas, que colocou a França nas quartas-de-final para enfrentar a Itália.

Mais tarde, enfrentaram-se Nigéria e Dinamarca, para definir quem enfrentaria o Brasil nas quartas-de-final. Eu apostava na Nigéria de Tijjani Babangida e Nwankwo Kanu (algoz do Brasil nos Jogos Olímpicos de 1996, que se recuperara de um problema cardíaco a tempo de ir à Copa). Todo mundo apostava na Nigéria. Só faltou avisar os dinamarqueses disso, já que justamente diante dos nigerianos eles decidiram reeditar a Dinamáquina, que havia espantado o mundo na Copa de 1986 (até ser destruída pela Fúria de Butragueño nas oitavas). Foi no que deu subestimar o time que tinha não um, mas dois jogadores com o nome Laudrup (Brian e Michael)… Sem contar o goleiraço Peter Schmeichel.

A segunda-feira, 29 de junho, teve mais dois bons jogos. Primeiro, Alemanha e México se enfrentaram – com toda a minha torcida pela pátria do Chaves. E os mexicanos contrariaram tudo o que tinham feito na França até então, saindo na frente (haviam vencido a Coreia do Sul de virada por 3 a 1, e empatado em 2 a 2 com Bélgica e Holanda, desfazendo em ambos os jogos uma desvantagem de dois gols). Como o México era “o time da virada”, no momento em que decidiu marcar o primeiro gol do jogo, perdeu. Pena que não podia…

Mais tarde, foi a vez da Holanda mandar a Iugoslávia para casa com uma vitória de 2 a 1, gol de Davids nos últimos minutos (e depois dos iugoslavos desperdiçarem um pênalti). Um jogo histórico, mas cujo motivo só se saberia anos depois: em 2003 a Iugoslávia passaria a se chamar “Sérvia e Montenegro” – ou seja, 1998 foi a última Copa do país com o antigo nome.

Pintar os cabelos de amarelo não deu sorte para os jogadores da Romênia. Depois da mudança de visual, o time não conseguiu mais vencer. Apenas empatou com a eliminada Tunísia na última rodada da primeira fase; e nas oitavas, diante da Croácia de Davor Šuker, acabou eliminada ao perder por 1 a 0.

No mesmo dia 30 de junho, aconteceu um dos melhores jogos da Copa de 1998. Argentina e Inglaterra se enfrentavam em um Mundial pela primeira vez desde aquele jogo de 1986, quando “La mano de D10S” derrotou os ingleses. A Argentina não havia levado nenhum gol até então, e decidiu levar dois já no 1º tempo – o segundo, aliás, golaço da revelação Michael Owen, 18 anos. Sem dúvidas, o gol mais bonito da Copa. Mas Batistuta e Zanetti também marcaram, o jogo acabou 2 a 2 e foi para os pênaltis – e aí deu Argentina.

Por um motivo que não lembro, marquei uma consulta médica que era justamente durante este jogão. Tudo bem, ela já estava marcada desde antes da definição dos times que se enfrentariam naquele horário, mas é possível imaginar a minha raiva por ter perdido boa parte da partida. Quando saí de casa, a Argentina perdia por 2 a 1, e felizmente cheguei de volta a tempo de pegar a prorrogação e os pênaltis. Como havia gravado o jogo no videocassete, assim que ele terminou, assisti à gravação para ver o que tinha perdido…

As quartas-de-final começaram em 3 de julho, com Itália x França. Foi o único 0 a 0 dos “mata-mata”, e um dos poucos da Copa (além desta partida, só três acabaram sem gols). Nos pênaltis, como era de se esperar, a Itália se ferrou, como já havia acontecido em 1990 e 1994. Roberto Baggio marcou, mas Di Biagio desperdiçou e a França foi à semifinal.

Mais tarde, um jogaço: Brasil x Dinamarca. Os dinamarqueses saíram na frente, dando mostras de que o belo futebol apresentado diante da Nigéria não era exceção. Mas o Brasil tinha Bebeto (autor do gol de empate) e, principalmente, Rivaldo (que fez os outros dois do Brasil), que evitaram a derrota. Ainda mais que a Dinamarca também contava com o grande atacante Roberto Carlos, fundamental no lance do segundo gol escandinavo.

No outro dia, mais dois bons jogos. Em Marselha, Holanda e Argentina decidiam quem enfrentaria o Brasil três dias depois. Desta vez, eu não apostava em ninguém. Eram os dois melhores times da Copa, qualquer um que vencesse, não seria injusto. E deu Holanda, 2 a 1, com direito a golaço de Bergkamp no final, após receber um senhor lançamento de Frank de Boer.

Naquele 4 de julho, após Holanda x Argentina, fui dar uma volta na Redenção com meu pai e meu irmão. Queríamos fazer isso antes de Alemanha x Croácia, que definiria o adversário da França na semifinal. Aliás, provavelmente quem decidiria a Copa contra a Holanda: eu apostava em vitória alemã tanto diante dos croatas como contra os franceses. Subestimei um time que tinha Šuker no ataque, e em resposta, a Croácia pôs água no chope alemão: 3 a 0.

A tarde de 7 de julho era muito chuvosa em Porto Alegre. Parecia que jogavam água de balde lá de cima. Quando Brasil e Holanda ingressaram no gramado do estádio Vélodrome, em Marselha, também estava conosco o Diego. E foi um jogaço, o melhor da Copa de 1998. Aliás, que eu considerava quase que uma final antecipada, por achar que nem França nem Croácia, que fariam a outra semifinal, teriam alguma chance de vencer Brasil ou Holanda. Provavelmente o campeão sairia dali – e eu acreditava que seria a Laranja Mecânica. E quase foi: após empate em 1 a 1 no tempo normal, na prorrogação a Holanda esteve perto de obter a vitória, em um chute de Kluivert que passou raspando a trave. Mas nos pênaltis, brilhou a estrela de Taffarel, e o Brasil garantiu vaga na final.

Sabem a gravata? Aquele pedaço de pano tem esse nome a partir do francês cravat – que por sua vez é uma corruptela de croat, pois foram os croatas que apresentaram tal acessório à sociedade parisiense. E curiosamente, na semifinal da Copa de 1998 quase que a Croácia deu uma “gravata” na França. Šuker abriu o placar em Saint-Denis no primeiro minuto do 2º tempo, mas um minuto depois Thuram empatou para os donos da casa, em seu primeiro gol vestindo a camisa dos Bleus. E foi o mesmo Thuram que colocou a França na final, marcando novamente aos 24 da etapa final – para depois, curiosamente, nunca mais fazer um gol com a camisa da Seleção Francesa.

Holanda e Croácia decidiram o 3º lugar da Copa, em 11 de julho. Pela qualidade e beleza de seu futebol, a Laranja Mecânica bem que merecia tal prêmio de consolação. Mas o bravo time croata, semifinalista em sua primeira Copa (apesar de, conforme eu já tinha dito, ter tradição pelo passado vinculado à Iugoslávia) também fez por merecer; assim, as medalhas de bronze ficaram em boas mãos. O segundo gol da vitória croata de 2 a 1 foi marcado por Davor Šuker, que assim tornou-se o artilheiro do Mundial, com 6 gols marcados.

Chegou, enfim, o 12 de julho. O favoritismo na decisão era do Brasil, apesar da França contar com o apoio da torcida. Afinal, tínhamos Rivaldo, Bebeto, Ronaldo… Ronaldo?

Enquanto a torcida brasileira esperava ansiosamente pela decisão, a concentração da Seleção na França vivia um verdadeiro pandemônio. Ronaldo, melhor jogador do mundo em 1996 e 1997, sofreu uma convulsão horas antes da grande final. Provavelmente devido ao grande estresse emocional causado por ser, com apenas 21 anos de idade, a principal esperança do Brasil – e isso num time que contava com outros grandes jogadores, como os já citados Bebeto e Rivaldo. Para um jovem, não é nada fácil administrar a pressão; imagine, então, quando se é praticamente obrigado a jogar uma barbaridade em todos os jogos, e com tão pouca idade (nem Pelé jogava bem todas as partidas).

O ideal seria que Ronaldo, até em nome de sua saúde, ficasse de fora – como inicialmente aconteceria, tanto que chegou a ser anunciada a escalação de Edmundo em seu lugar. Claro que não podemos dizer que se Edmundo jogasse o Brasil venceria; muito menos culpar Ronaldo pela derrota (até porque a função dele era marcar gols, e não evitá-los – sem contar que o escanteio que originou o primeiro gol francês foi obra de Roberto Carlos e sua mania de querer dar bicicleta na hora errada). Mas provavelmente a Seleção não teria uma atuação tão apática – a pior da Copa, justamente na final.

Só não podemos esquecer o placar da decisão: 3 a 0 para a França. Ora, quando um time vence por um escore desses, é muita pequenez querer lhe tirar os méritos e apenas dizer que o derrotado foi mal. Pois os franceses jogaram muito, Zidane literalmente destruiu o Brasil (como viria a fazer oito anos mais tarde, com ajudinha de Henry) com duas cabeçadas fulminantes, e Emmanuel Petit fechou a tampa do caixão no último minuto da Copa.

Embora a Holanda jogasse o futebol mais bonito, a França foi campeã com o melhor ataque e a melhor defesa do Mundial – quinze gols marcados e apenas dois sofridos. Ou seja, foi a melhor equipe naquilo que define vencedores e derrotados no futebol: o gol.

Não fiquei feliz com a derrota do Brasil, mas não foi algo que me deixasse na fossa. Levar um fora da guria pela qual se é apaixonado – como aconteceu no início de 1998 – é pior, muito pior…

E o ano que começou péssimo terminou ótimo. Em agosto aconteceu a viagem ao Uruguai, onde fui flauteado por causa do Maracanazo da Copa de 1950 – isso depois de ser recebido em Montevidéu com um pôster de Zidane & cia (o que não tornou a viagem menos divertida). E em outubro, Olívio Dutra foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Dá para dizer que 1998 foi um ano bem, digamos, “italiano”.

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7 comentários sobre “As Copas que eu vi: França 1998

  1. Apesar dos meus então 6 anos, lembro bem da Copa de 98. Não muito pelos jogos, mais por ver, pela primeira vez, um monte de gente reunida pra assistir a eles. Era a família toda, então não faltava criança e brincadeira, tanto é que, na final, só viemos descobrir que o Brasil tinha perdido ao final do jogo, pelo semblante dos respectivos pais… ;x

    • Já eu lembro que na Copa de 90 não entendi porque o Brasil foi eliminado por ter perdido para a Argentina, se a própria Argentina já tinha perdido pra Camarões… Aquelas coisas que só vamos perceber o real sentido alguns anos depois. ;)

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