Esperança de honestidade

Segunda-feira, aconteceu em São Paulo aquele encontro que eu já havia divulgado, da “mídia livre e imparcial”. (E pelo visto, não chamaram o Professor Hariovaldo!)

Fiquei com uma esperança. Foi sugerido aos veículos de mídia (corporativa) que assumam publicamente a candidatura presidencial que apoiarão (a favor de José Serra ou contra a “stalinista” Dilma Rousseff de tudo que é jeito), medida à qual sou totalmente favorável. Desta forma, a “grande mídia” perderá totalmente sua aura de “neutra”, e o cidadão saberá que o jornal que lê (ou a rádio que ouve, ou a emissora de televisão que assiste) tem posição.

O leitor do Cão Uivador sabe que este espaço é gremista e de esquerda. Modéstia a parte, sou honesto com o leitor, pois não tento enganá-lo com a balela da imparcialidade. Bem diferente da “grande mídia”, que posa de imparcial e assim, implicitamente, constroi subjetividades que são claramente conservadoras, mas não perceptíveis por quem não pára um pouco para pensar.

  • Leia mais sobre o assunto e também sobre o lançamento da Altercom (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação, ou simplesmente Associação da Outra Mídia) no Jornalismo B.

6 respostas em “Esperança de honestidade

  1. A midia sempre se posicionou a favor dos candidatos da direita. Nao vejo essa neutralidade toda que voce citou. Como voce mesmo disse e so parar um pouquinho para pensar e ver que a midia esta certa em apoiar os candidatos da direita. Ou queremos continuar com esses pseudo-socialistas no governo?

  2. O problema e que nos brasileiros sempre botamos a culpa dos nossos fracassos nos outros. Voces esquerdistas ajudam a alimentar essa ideia botando na cabeca das pessoas aquilo que elas querem ouvir e nao aquilo que elas deveriam fazer. E uma posicao confortavel mas que nao ajuda em nada para a melhoria da consciencia do povo brasileiro.

    • Muita gente, de fato, põe a culpa dos problemas do Brasil nos outros. Eu discordo disso: muito é culpa de todos nós. O político corrupto, é culpa de quem? Quem o elege?

      Agora, quanto a “dizer o que as pessoas querem ouvir”, é o que faz a “grande mídia”, que é de direita. Mas com um detalhe: diz o que a classe média (e daí pra cima) quer ouvir. Se não dissesse, não teria audiência/leitores, e com isso, não lucraria.

      O bom é que já tem muita gente que não leva mais a sério o que esse pessoal diz.

  3. A mídia, controlada pelos empresários privados, cumpre, hoje, um papel que outras instituições cumpriram no passado: o de ideologização para aceitação da ordem vigente.

    Nesse papel “didático” a mídia influi no pensamento e na ação das pessoas. Por exemplo: eles ao invés de dizerem para as pessoas que o desemprego é um problema estrutural e insolúvel do sistema, eles reforçam a idéia de que o desempregado é o único responsável pela sua situação, porque não é “qualificado” e outras baboseiras. Após o “diagnóstico” eles sugerem o “remédio”, tipo “se preparem para as entrevistas de emprego assim e assado”.

    Por que não dizem a verdade para a população? A resposta é muito óbvia: se disserem para a população que o problema do desemprego é estrutural e insolúvel do sistema, logo a população vai querer mudar de sistema, o que não é do interesse deles.

    Aproveitando o debate sobre a “liberdade de imprensa” e “liberdade de expressão”, vejam com seus próprios olhos a liberdade que os defensores da mídia privada gostam:
    http://www.imil.org.br/artigos/liberdade-de-escolha/

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