Vantagens da solitude

“Solitude”. Essa palavra soa estranha, desconhecida?

Ela refere-se a “estar só”. Mas a maioria das pessoas associa tal situação à palavra “solidão”, que é bastante negativa.

“Solitude” significa “estar só”, mas não com característica de “sofrimento”. Ou seja, estar só por livre e espontânea vontade, e não por falta de opção.

Óbvio que parece “desculpa de solitário”. Afinal, vivemos numa espécie de “ditadura da companhia”: há muitos lugares em que “pega mal” ir sozinho. Como um cinema, por exemplo. Até parece que a principal atração não é o filme, e sim, com quem se vai.

Eu já fui ao cinema sozinho mais de uma vez, e recomendo: posso escolher o filme que quero – se for ruim, ninguém vai reclamar da minha escolha, só eu lamentarei os reais gastos. Em compensação, já assisti a muita bomba só por causa das companhias. A última vez que me submeti a isso foi há bastante tempo, quando fui com uma turma – e estava a fim de uma das gurias… Assistimos a uma “comédia romântica”: era uma porcaria de filme (óbvio, né?), e também não consegui nada com a moça (bem feito!).

Até já tomei cerveja num bar sozinho: tinha saído para dar uma volta e desestressar num final de semestre, o calor estava danado, passei na frente de um bar e não resisti; por que deixar de tomar a tão desejada cerveja só por estar sozinho na hora?

Porém, tem gente que prefere assistir um filme de merda, fazer coisas que detesta, só para não ficar sozinha – ou até deixar de ir a lugares que gosta só pela “falta de companhia”. Gente sem personalidade, que não aguenta a si mesma, mas quer que os outros o façam.

Assim como há quem entre em depressão porque “os amigos estão namorando”, ou porque em junho tem o dia dos namorados e aí só se fala de amor na televisão. Alguns, para compensar, resolvem comer. Bom, se é para engordar, então aproveite para saborear aquela pizza dos deuses chamada ALHO E ÓLEO, pois ninguém irá reclamar de seu “bafo”!

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10 comentários sobre “Vantagens da solitude

  1. Faz tempo que leio teu blog, mas nunca comentei. Após a publicação deste post, não me contive: pois ele diz muito sobre o que vivencio, mas que não havia encontrado palavras pra resumir. Cada vez mais percebo essa “cobrança” por um comportamento “padronizado” (pela publicidade, pela TV, entre outros). Se fugir um pouco do padrão, já vira ET. Os posts “A ditadura da felicidade natalina” e das “tias chatas” também me chamaram a atenção sobre este tema.

    • Com atraso, te dou as boas-vindas ao Cão! ;)

      É impressionante como as pessoas costumam ver a solitude como uma “falta de opção”, como se todo solteiro estivesse em busca de um “amor” (que cada vez mais é um conceito econômico, e não afetivo, taí o “dia dos namorados” para não me deixar mentir – são raros os casais que escapam à tal lógica mercadológica), como se toda pessoa sozinha estivesse em busca de companhia… Coitado de quem não faz nada sem companhia: deve ser uma pessoa muito chata, a ponto de nem ela própria se aguentar!

      Claro que ter companhias para sair é bom. Mas depender delas é que não dá. E, como diz o velho (mas não defasado) ditado, “antes só do que mal-acompanhado”…

      • Quando questionado, sempre tenho uma frase pronta pra essas situações: “sozinho, sim; mas não tô em liquidação”!

  2. É a mesma coisa da ditadura da felicidade. Parece que quem não está sempre feliz, estampando um sorriso – muitas vezes, falso – é um alienígena. Esquecem-se que “rir é bom, mas rir de tudo é desespero”.

    • Boa lembrança! Até porque, riso descontrolado é coisa de quem está nervoso: eu já passei por uma situação dessas (ano passado, às vésperas da defesa do meu TCC) e não me senti nada “feliz”…

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