O dia em que um país foi à loucura (ou: Por que o futebol é INCRÍVEL)

Seleção Brasileira no Haiti, 18 de agosto de 2004:

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3 respostas em “O dia em que um país foi à loucura (ou: Por que o futebol é INCRÍVEL)

  1. Camarada Rodrigo como você bem sabe temos vários pontos de concordância política e ideológica. Mas desta vez acho que o camarada pisou feio na bola (para usar uma expressão do futebol).

    A visita da seleção brasileira no período aqui lembrado visava a consolidar a perversa ocupação militar do país a qual o Brasil lidera – e a qual TODOS os brasileiros deveriam repudiar e não aplaudir. Usaram o futebol como arma política!

    Para quem não se lembra, as tropas da ONU foram chamadas a dar sequência ao GOLPE DE ESTADO que os EUA e a França deram no presidente Jean Bertraind Arisitide em 2004.

    De lá para cá a Minustah ocupa o país sob o guarda-chuva de “missão de paz”, tem reprimido duramente qualquer manifestação sindical e/ou estudantil (matando pessoas inclusive!) tudo para proteger os interesses do capital no país!

    O camarada como alguém de senso crítico teria colaborado se tivesse escrito um post questionando o papel do Brasil no país caribenho, incluíndo a visita da seleção, e não celebrar acriticamente o amistoso da seleção no país.

    Abraços!

    • Camarada, concordo totalmente: aquele jogo teve um forte caráter político, visando “justificar” a presença de tropas estrangeiras no Haiti – inclusive, hoje no almoço, meu pai e eu comentamos sobre essa questão, de como será que os haitianos vêem a presença (há quase seis anos) de militares de outros países: como “protetores” ou simplesmente estrangeiros metendo o bedelho por lá? Acredito mais na segunda opção.

      Mas também não podemos negar que a presença da Seleção por lá foi um momento de rara alegria para aquele povo tão sofrido. Certamente aquelas milhares de pessoas nas ruas não estavam lá “forçadas”. Ver seus ídolos de perto (apesar de estarem em cima de blindados), era a realização de um sonho que certamente eles julgavam impossível.

      É algo que não acaba com os problemas de um país? Claro que é. Igual ao nosso fanatismo pelo futebol – a diferença é que não vivemos uma situação tão dramática quanto à do Haiti.

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