Véspera de um dia histórico para mim

Faixa levada por torcedores ao jogo "Seleção Gaúcha" x Seleção Brasileira, em 17/06/1972 (foto publicada na Folha da Manhã de 19/06/1972)

Amanhã, eu vou defender minha monstrografia. Será ao final da tarde, assim como a Batalha dos Aflitos em 2005, mas não quero que a banca seja algo tão sofrido. Apesar do trabalho ser justamente sobre futebol.

Eu poderia muito bem divulgar aqui o local em que defenderei o trabalho de título “Jean Marie, o Brasil vai até o Chuí”: Futebol e identidade “gaúcha” nas páginas da Folha Esportiva (1967-1972), aproveitando o efeito do calmante que tomo desde a quarta-feira. Mas prefiro não contar com o ovo no cu da galinha, sei que minha calma é “fabricada”.

De qualquer forma, é natural algum nervosismo, mesmo que meu orientador tenha dito que meu trabalho está “muito bom”. Afinal, trata-se de um verdadeiro rito de passagem: 50 minutos que me tornarão historiador. Não dou a mínima para a formatura, cerimônia que a meu ver não serve para nada, já que o diploma só é entregue depois. Não vou esperar a formatura, prefiro já me sentir historiador depois da banca.

Brabo é que não vou poder sair da banca direto para o bar, beber aquela cerveja gelada. Justamente por causa do calmante, que ainda estará atuando…

————

Amanhã, também defendem seus trabalhos o Alexandre Haubrich e a Cris Rodrigues, do Jornalismo B. BOA SORTE! E para o nervosismo pré-banca, como não sou médico, “receito” um bom e geladinho suco de maracujá! Melhor do que tomar um remédio que transforma em proibição a cervejinha pós-banca…

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19 respostas em “Véspera de um dia histórico para mim

  1. Hmm, vai q eu tomo alguma coisa e fico calma demais… Melhor lidar com meu nervosismo, q esse eu já conheço bem, sei como funciona… heheh

    Boa sorte, Rodrigo. Mas vai dar tudo certo, levo fé.

    • Se tu conheces bem teu nervosismo, então é mais fácil, hehe… E boa sorte! ;)
      Mas o estado de nervos que eu estava na última quarta era novidade pra mim, não quis correr o risco das coisas ficarem ainda piores, então, viva o remédio! :p

  2. Ao contrário do Toyotão, aqui eu te invejo, camarada! KKK
    Como me decepcionei muito com a Federal, em pouco tempo de estadia, gostaria de já estar nesse teu momento e me livrar da tragédia e mediocridade teórica que impregna a maioria dos professores do Curso de Ciências Sociais.

    Como tenho senso crítico até me preocupo se o que por ventura eu escolher para a “Monstrografia” vai passar pelo crivo da banca!

    • Acho que depende muito dos professores que tiveste… Ainda mais com o pouco tempo de estadia. Eu fui começar a gostar “afu” do curso de História à medida em que me aproximava do final, já tinha me livrado de muitas cadeiras obrigatórias que fiz justamente por ser obrigado, e podia fazer mais eletivas. Aliás, duas delas foram importantíssimas para a minha “monstrografia”: Antropologia IV e História Social do Futebol (que a partir de 2010 será uma disciplina com nome e código próprios, não mais um “Seminário de História”).

      Fiz quatro cadeiras de Antropologia, que gostei bastante, ótimos professores. Se bem que Antropologia I eu fiz em 2005/1, a professora era substituta e estava em seu último semestre de UFRGS… Tenho certeza de que o camarada ainda terá aula com ótimos professores.

  3. Não fica tão nervoso, cara.
    Faz assim: sobe lá, limpa a garganta e… conta uma história.
    Afinal, agora tu és doutor no assunto.
    Parabéns!
    Boa sorte!

  4. Cheguei atrasado pra desejar boa sorte na banca. A esta altura você já deve estar comemorando o resultado positivo. Então já vou lhe dando os parabéns sem que você confirme que deu tudo certo, pois isto não é necessário. Um abraço!

  5. Camarada na verdade eu estou quase na metade do curso. Quis dizer que em pouco tempo, tipo já no segundo semestre, tinha percebido o nível em que estão os docentes da Federal. Pelo menos do meu curso. Pensa que estou de brincadeira? Tem professor de Sociologia lá que diz que reforma agrária é coisa ultrapassada, outro disse que a culpa da queda do ensino na Alemanha é dos imigrantes, isso só para ficar em dois exemplos dos absurdos que são ditos em sala de aula.
    E o pior de tudo: são professores que se apresentam como “progressistas”, têm vários anos de docência (com passagem até pelo exterior) e o que dizem em sala de aula acaba tendo credibilidade (até porque a maioria dos alunos têm pouca leitura).

    Nesse semestre, que chegou ao fim, fiz 6 cadeiras sendo que apenas 2 valeram à pena, e mesmo assim são passíveis de serem criticadas. No final do semestre perguntei ao professor de Ciência Política como a sua disciplina estava vendo a atual conjuntura (crise econômica, política, corrupção, etc). A resposta dele foi que a Ciência Política estava perdida! Algo que eu já havia constatado! Bom pelo menos ele foi sincero! KKK

    Eu faço licenciatura, já fiz quase 10 cadeiras na Faculdade de Educação e sabe quantos textos eles deram do Paulo Freire para ler lá? Nenhum!
    Sem falar no esporte predileto da maioria dos professores: disparar no marxismo, como se fosse a pior teoria explicativa já elaborada! Criticam mais o marxismo do que o neoliberalismo que está desabando na nossa cabeça! Por outro lado exaltam autores com teorias muito mais limitadas do que o marxismo e que serviram abertamente aos interesses das classes dominantes!

    • Isso reflete bem a conjuntura que vivemos. Lembro que a minha professora de Antropologia I, que se formou no final da década de 80 (se não estou enganado), disse que naquela época era quase que “obrigação” ser marxista nas Ciências Humanas: afinal, o país recém havia saído da ditadura militar, e estudar Marx não era mais “crime”, assim a maioria dava um viés marxista às suas análises.

      Aí em 1989 veio a queda do Muro de Berlim e então, de repente, se decidiu que Marx era “ultrapassado”, muitos embarcaram nessa. Só que o “velho” foi a primeira leitura de muitos quando estourou a crise ano passado, para entenderem a enrascada em que se meteram…

      Não usei Marx na minha “monstrografia”, até porque ela é mais relacionada à “construção de imaginário” (que é o que faz a mídia), usei mais Bourdieu (que trabalha muito com mídia e a questão do “poder simbólico”), assim como Hobsbawm e Benedict Anderson (nacionalismo). Mas negar a importância de Marx nas Ciências Humanas eu considero erro imperdoável!

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