Melancólico final de ano

O ano de 2009 foi o pior para o Grêmio desde o fatídico 2004. Pois de 2005 a 2008 sempre se terminou o ano tendo algo a comemorar (tudo bem, muito pouco em comparação à vitoriosa década de 1990, mas de bom tamanho para os anos 2000):

  • 2005: o retorno à Série A, que era obrigação, mas foi obtido de uma maneira inesquecível na “Batalha dos Aflitos”, há exatos quatro anos;
  • 2006: conquista do ruralito após cinco anos (impedindo o penta colorado) e 3º lugar no Campeonato Brasileiro, que teve como consequência a vaga na Libertadores de 2007;
  • 2007: bi do ruralito e vice-campeão da Libertadores, apenas dois anos depois de uma das maiores humilhações que já vivi como gremista (a derrota por 4 a 0 para a Anapolina, pela Série B);
  • 2008: vice-campeonato brasileiro, que resultou em classificação para a Libertadores de 2009 (tá certo que o Grêmio tinha o título praticamente nas mãos, mas para um time que começou o campeonato cotado para a briga contra o rebaixamento, foi bastante).

Já em 2009, não há nada a comemorar. A diferença em relação a 2004 é que naquela ocasião o final do ano foi trágico (embora nada surpreendente, dado o que já acontecera em 2003), desta vez é melancólico, apático. Estamos na Copa Sul-Americana de 2010, o que é muito pouco.

E o pior de tudo é que a direção está a fim de fazer um monte de cagadas na preparação para o próximo ano, assim como fez em 2009. Se no ano que se acaba vimos o Grêmio esperar 40 dias por um técnico em meio à Libertadores (e, pasmem, com o objetivo de vencê-la!), agora parece que os dirigentes querem repetir a dose.

Porra, Nelsinho Batista? Até o cimento do Olímpico sabe que não dará certo!

Se vier, Nelsinho Batista será para o Grêmio o que Joel Santana foi para o Inter em 2004 – quando até o cimento do Beira-Rio também sabia que não daria certo. A propósito, seria uma motivação a mais para o nosso rival nos Gre-Nais: se não para os jogadores, para os torcedores, que jamais engoliram (e com toda a razão) a saída de Nelsinho do Inter em 1996, quando o cara se mandou para o Corinthians dizendo que “queria trabalhar num clube grande”.

Se a busca é por um técnico com “a cara do Grêmio”, faço minhas as palavras do Guga Türck:

Querer treinador com a cara do Grêmio não é levar treinador com a cara do Meira

Não seria melhor efetivar Marcelo Rospide no comando do Grêmio? O técnico interino, que comandou o time entre a demissão de Celso Roth e a chegada de Paulo Autuori, e novamente após a saída de Autuori, até agora só perdeu uma das nove partidas em que treinou o Grêmio (2 a 1 para o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro).

Se a melhor opção não é Rospide, também não é Nelsinho!

ACORDA, DIREÇÃO! NELSINHO BATISTA, NEM PENSAR!

5 respostas em “Melancólico final de ano

  1. Tens razão, “até o cimento do Olímpico sabe” que Nelsinho, assim como alguns outros nomes cogitados, não tem muita chance de dar certo. Mas o fato é que “até o cimento do Olímpico sabe” mais de Grêmio e de futebol do que o dr. Duda ‘pinta de playboy’ Kroeff. Creio que esta é toda a diferença entre as pequenas conquistas obtidas desde 2005 e a ausência total de sucesso em 2009: trocar Odone, que era um presidente de verdade, por Duda, que até agora não conseguiu ser nada, foi um erro. E isto é culpa dos sócios que votaram nele e dos que não apareceram para votar contra.

    • Os resultados da gestão Odone foram bons? No contexto da década de 2000, sim (até porque 2001, na prática ainda era anos 90, havia uma continuidade). Mas o cara usou o Grêmio como trampolim político, o que considero imperdoável. Transformou a Geral em “claque”, o que ajuda a explicar o racha (e os tiros de novembro do ano passado).

      Eu votei no Duda Kroeff, por vê-lo apoiado por gente que considerava confiável (relativamente, é claro). Cacalo (esquecendo sua desastrada gestão de 1997/98) e Koff (esquecendo a virada de mesa a favor do Fluminense em 1997 e a Copa JH em 2000) tiveram peso importante não só para mim, mas para muita gente. Concordo totalmente com a retirada de subsídios à Geral (pois pobres os seus integrantes não são). Mas o futebol, realmente, tá fraco: ouço o Meira falando e sinto vontade de chorar… Se o Duda quer fazer algo grande, que demita esse cara logo!

      • Vamos polemizar? Vamos.

        Oba!

        Ao ler o post entendi que consideravas bons os resultados de 2005 a 2008, ou pelo menos melhores que os de 2009. Concordo quando dizes que Odone ganha votos por causa do Grêmio, porém isso não é novo, isso já ocorria na década de 80. Eu pessoalmente jamais votei nele, jamais votarei. Odone é direita, direita raivosa, não merece voto, contudo presidiu o Grêmio, mais de uma vez, como poucos fizeram.
        Não sejamos injustos. O que era o Grêmio no dia 1º de Janeiro de 2005? O Grêmio era apenas um estádio e uma torcida. Odone abraçou-se à torcida, reconheceu que só os gremistas poderiam salvar o Grêmio do buraco que Cacalo (o grande Cacalo), Guerreiro e Obino cavaram.
        Fora Duda.
        Volta Odone.

  2. Como diriam os Ramones, HEY HO LET’S GO!

    Os resultados do Odone foram bons, em comparação à década de 2000 (desde 2003)? Sim, foram.

    Eu quero um presidente que faça o Grêmio vencer. Que seja mais do que o Odone: convenhamos, por pior que fosse a situação do Grêmio no início de 2005, ganhar a Série B era obrigação. Foi um final heroico, inesquecível, porque ganhamos. Se tivéssemos perdido (e estivemos a ponto de perder, quem nos salvou foi o Renato Moreira que impediu a retirada do time de campo – o que poderia levar o Grêmio talvez para a Série C, como punição), a situação financeira do clube ficaria delicadíssima. Títulos do ruralito (como os que ganhamos em 2006 e 2007), só são dignos de serem comemorados quando o time só consegue ganhar isso (tipo o Inter dos anos 90). Ou seja, é muito pouco.

    O Duda parece não ter o perfil desse Grêmio vencedor, assim como o Meira (que era diretor de futebol no episódio das “ovelhinhas” em 2003, quando o Grêmio começou a descer a lomba). O Koff não volta mais, o Cacalo eu não quero como presidente (só de lembrar a desastrosa presidência dele). Talvez o Vicente Martins possa ser um bom nome para a eleição no ano que vem (o Duda teve a chance, ano que vem seria a vez do Martins).

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