2 respostas em “VITÓRIA!

  1. Arrasadora vitória política!
    Vitória contra o poder econômico; vitória contra o Fogaça; vitória contra a bancada do concreto; vitória contra a mídia.
    E vitória da nossa ação na Internet.
    Agora, é continuar infernizando essa gente.

  2. Ao contrário do post no Dialógico e do comentário do Eugênio aqui, discordo que tenha sido uma derrota de Fogaça.

    Fogaça disse que o voto dele pouco importava – o que importava era a opinião de quem interessava, que era o cidadão porto-alegrense.

    Ele foi extremamente sagaz: primeiro, porque deu a entender que o modelo de Consulta Popular “dele” e não o Orçamento Participativo do PT é a bola da vez; segundo, porque as n falhas de seu governo e as diversas decisões centralizadas não-discutidas em outras consultas acabam sendo minimizadas.

    Foi, sim, uma vitória arrasadora. Contudo, a quantidade de eleitores foi de reles 2% da população. Se a votação tivesse sido TAMBÉM via internet, certamente a classe média e a classe mérdia teriam dado o ar da graça.

    Por sinal, a esmagadora maioria dos ativistas das comunidades de bairros de classe média não vota no PT. Aqueles expoentes mais presentes na administração de ONGs, que são os que puxam o bonde dentro das comunidades, em sua maioria, diria que sim. Só que isso não importa – inclusive eles nem querem.

    O único exemplo de participação iniciada na internet que emergiu presencialmente com muita força política e mobilização social em Porto Alegre, até o momento, foi o dos Amigos da Gonçalo de Carvalho. Se eles tivessem falado em partido e em ideologia, teriam sido ridicularizados e ninguém os teria seguido.

    O grande erro da esquerda partidária é pensar que só pode ser considerado “companheiro” ou só possui valor de mérito nas demandas do partido quem estiver alinhado com – suponho – pelo menos 80% das demandas. Do contrário, a voz desse dissonante parcial não serve.

    As pessoas participam e se interessam. No entanto, ninguém quer ser evangelizado, doutrinado, ideologizado. As conquistas se fazem não mais de uma maneira geral e voltada para as massas mas, sim, a partir da resistência pela satisfação de pequenas demandas, uma a uma.

    Enquanto a democracia representativa for considerada como a melhor forma (ou a menos pior) de se decidir entre o público e o privado, o privado perderá sempre pequenas batalhas, mas continuará sendo o dono das trincheiras.

    A blogosfera está cheia de ativistas leigos e de jornalistas. Porém, pra se criar massa crítica, é preciso que psicólogos, advogados, assistentes sociais e professores (principalmente de História) tenham prazer e continuidade em blogar.

    Pessoas com visão de esquerda, porém sem a defesa intransigente de partidos ou de políticos.

    Nos EUA, já se derrubou o candidato à presidência dos EUA em 2003 John Kerry; o líder da maioria (um republicano racista) antes dele assumir; em 2004, já se virou o voto para novos juízes da Suprema Corte (seriam vários novos republicanos, substituídos por democratas e independentes, no início do 2º mandato de Bush Jr.); e, nas Filipinas, já se fez um smartmob (mobilização esperta) que reuniu, via torpedo de celular, dezenas de milhares de pessoas para se vestirem de preto e comparecerem na frente do palácio de governo pra protestar contra o presidente corrupto (que foi derrubado).

    Por fim, mesmo que Obama seja apenas uma máscara simpática daquilo que conhecemos por “mais do mesmo”, ele foi eleito com apoio voluntário da maioria de jovens de classe média. Os EUA não são conhecidos por terem uma cidadania efetivamente solidária nem de esquerda. Mas um monte de gente conservadora aderiu ao “YES WE CAN” não apenas por ser uma frase de efeito: simplesmente o interesse em participar e o chamamento ao voluntariado (não apenas pró-Obama, mas, sim, uma onda de solidariedade) fizeram parte disso.

    É nessa tecla que eu bato: as pessoas não querem saber de teoria. E elas precisam ser estimuladas e não divididas entre “conscientes” ou “não-conscientes” em função da maioria dos valores que nós temos e queremos que elas tenham. E o estímulo à participação também precisa da contrapartida da responsabilidade sobre os erros de uma escolha prejudicial à maioria da coletividade.

    Tá faltando blog de funcionário público. Tá faltando denunciar os bastidores dos órgãos públicos com provas documentais. Tá faltando blog de pessoal das ONGs que trabalham e não mamam na teta.

    Segundo o atual padrão de medição salarial, a classe média urbana atualmente compõe a maioria da população. Se a denúncia for quente e emergir e se as opiniões solidárias e construtivas não forem partidarizadas, as pessoas conservadoras irão participar mais e muitos terão atitudes de esquerda.

    Enfim… O discurso pra se atingir a quem realmente interessa não é o discurso do militante da ditadura. Também não é o discurso de cartilhas e de livros. O discurso necessário não tem pai mas, sim, uma construção coletiva.

    Enquanto se pensar em lideranças centralizadoras, em hierarquias burocráticas e em simplesmente obedecer as leis desse pseudo estado democrático de direito e não na dispersão horizontal e auto-organizada em rede, os nós não irão se conectar pra se construir algo maior.

    As pessoas participam e se interessam. No entanto, ninguém quer ser evangelizado, doutrinado, ideologizado. As conquistas se fazem não mais de uma maneira geral e voltada para as massas mas, sim, a partir da resistência pela satisfação de pequenas demandas, uma a uma.

    Enquanto a democracia representativa for considerada como a melhor forma (ou a menos pior) de se decidir entre o público e o privado, o privado perderá sempre pequenas batalhas, mas continuará sendo o dono das trincheiras.

    A blogosfera está cheia de ativistas leigos e de jornalistas. Porém, pra se criar massa crítica, é preciso que psicólogos, advogados, assistentes sociais e professores (principalmente de História) tenham prazer e continuidade em blogar.

    Pessoas com visão de esquerda, porém sem a defesa intransigente de partidos ou de políticos.

    Nos EUA, já se derrubou o candidato à presidência dos EUA em 2003 John Kerry; o líder da maioria (um republicano racista) antes dele assumir; em 2004, já se virou o voto para novos juízes da Suprema Corte (seriam vários novos republicanos, substituídos por democratas e independentes, no início do 2º mandato de Bush Jr.); e, nas Filipinas, já se fez um smartmob (mobilização esperta) que reuniu, via torpedo de celular, dezenas de milhares de pessoas para se vestirem de preto e comparecerem na frente do palácio de governo pra protestar contra o presidente corrupto (que foi derrubado).

    Por fim, mesmo que Obama seja apenas uma máscara simpática daquilo que conhecemos por “mais do mesmo”, ele foi eleito com apoio voluntário da maioria de jovens de classe média. Os EUA não são conhecidos por terem uma cidadania efetivamente solidária nem de esquerda. Mas um monte de gente conservadora aderiu ao “YES WE CAN” não apenas por ser uma frase de efeito: simplesmente o interesse em participar e o chamamento ao voluntariado (não apenas pró-Obama, mas, sim, uma onda de solidariedade) fizeram parte disso.

    É nessa tecla que eu bato: as pessoas não querem saber de teoria. E elas precisam ser estimuladas e não divididas entre “conscientes” ou “não-conscientes” em função da maioria dos valores que nós temos e queremos que elas tenham. E o estímulo à participação também precisa da contrapartida da responsabilidade sobre os erros de uma escolha prejudicial à maioria da coletividade.

    Tá faltando blog de funcionário público. Tá faltando denunciar os bastidores dos órgãos públicos com provas documentais. Tá faltando blog de pessoal das ONGs que trabalham e não mamam na teta.

    Segundo o atual padrão de medição salarial, a classe média urbana atualmente compõe a maioria da população. Se a denúncia for quente e emergir e se as opiniões solidárias e construtivas não forem partidarizadas, as pessoas conservadoras irão participar mais e muitos terão atitudes de esquerda.

    Enfim… O discurso pra se atingir a quem realmente interessa não é o discurso do militante da ditadura. Também não é o discurso de cartilhas e de livros. O discurso necessário não tem pai mas, sim, uma construção coletiva.

    Enquanto se pensar em lideranças centralizadoras, em hierarquias burocráticas e em simplesmente obedecer as leis desse pseudo estado democrático de direito e não na dispersão horizontal e auto-organizada em rede, os nós não irão se conectar pra se construir algo maior.

    []’s,
    Hélio

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