Gripes

Que me desculpem as vítimas do assalto, mas foi impossível eu não rir ao ler, na Zero Hora de sábado, a notícia sobre a ação de ladrões na garagem de uma empresa de ônibus de Porto Alegre. De acordo com o jornal, o grupo invadiu o local usando máscaras clínicas, e dizendo: “A gripe A chegou. A de assalto!”.

A frase extremamente criativa faz lembrar que há maiores problemas em Porto Alegre do que uma gripe.

E se o “A” da gripe A é de “assalto”, então é importante alertar que há diversas gripes circulando pelo Rio Grande do Sul, que provocam os mais diversos sintomas.

  • Gripe B. Surgida da gripe Z (que será explicada mais adiante), talvez seja a mais conhecida. É endêmica no Estado, mas tem surtos mais fortes principalmente em épocas de eleição e quando acontecem manifestações contra um governo de direita. Seu principal sintoma é a bovinagem, em que os acometidos ruminam e não pensam, apenas mugem repetem bordões reacionários;
  • Gripe E. Sua incidência aumenta em Porto Alegre, depois de atingir diversas cidades ao redor do mundo – principalmente nos Estados Unidos, onde surgiu. A capital gaúcha ainda não é a mais atingida: em São Paulo, a epidemia já dura décadas. Apesar de muitas ações para barrá-la, incrivelmente há pessoas que a vêem como progresso. Os sintomas variam de local a local, mas o mais perceptível, em Porto Alegre, é a defesa do Pontal do Estaleiro;
  • Gripe F. Originada da gripe Z, vem atingindo Porto Alegre desde 2004. Os sintomas da gripe F são os mesmos da B;
  • Gripe G. É a “mãe” da gripe Z, que por sua vez é “mãe” de todas as outras que circulam no Rio Grande do Sul com exceção da E, que surgiu fora do Brasil. Os sintomas são os mesmos da Z, que será descrita mais adiante;
  • Gripe M. Também originada da gripe Z, tem sintomas mais graves. O acometido torna-se extremamente violento, e deseja passar o vírus a outras pessoas, principalmente policiais;
  • Gripe Y. Provavelmente a mais grave das derivações da gripe Z, tornou-se epidemia no Rio Grande do Sul a partir de 2006. Os sintomas são os mesmos da B, além dos da M piorados;
  • Gripe Z. A “mãe” das gripes B, F, M e Y. Originada da gripe G, circula no Rio Grande do Sul desde 1964, e incrivelmente ainda não foi erradicada, mesmo sendo a pior de todas. Seus sintomas são a combinação dos que caracterizam todas as outras gripes, mais uma compulsão pela mentira, a deturpação e a omissão dos fatos.
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