Um muro dentro dos gramados

Politicamente, a Alemanha foi reunificada no dia 3 de outubro de 1990. Foi um processo extremamente rápido (muito bem mostrado no excelente filme “Adeus, Lenin!”): em outubro de 1989, a pressão por reformas democratizantes (vinda tanto de protestos populares como da União Soviética, que não mais interviria em favor dos regimes “linha-dura” de partido único na Europa Oriental) provocou a queda de Erich Honecker, líder do Partido Comunista da Alemanha Oriental; em novembro, foi permitido o trânsito entre as Alemanhas, e o Muro de Berlim começou a ser demolido pelo povo.

Mas, se o muro físico desapareceu há duas décadas, segue existindo um outro, “invisível a olho nu”. E que se percebe nos campos de futebol da Alemanha “unida”: não há nenhum clube da antiga Alemanha Oriental na primeira divisão alemã (Bundesliga). O único que integrava a competição na temporada 2008/09, o Energie Cottbus, foi rebaixado após ficar em 16º lugar no campeonato (disputado por 18 equipes) e perder um play-off para o 3º colocado da 2. Bundesliga (segunda divisão)  – apenas os dois últimos são rebaixados diretamente.

Nos gramados, a reunificação alemã não veio junto com a política. Em 3 de outubro de 1990, já estavam em andamento tanto no oeste como no leste da Alemanha as temporadas 1990/91 dos campeonatos nacionais de futebol correspondentes aos países antes separados – um ano antes, não se havia programado uma unificação das ligas, visto que quando a temporada 1989/90 começou não se imaginava tudo o que ia acontecer. Assim, duas Alemanhas continuaram a existir oficialmente nos gramados até 25 de maio de 1991, quando foi disputada a última rodada da primeira divisão alemã oriental. Na temporada 1991/92, a liga alemã oriental (DDR-Oberliga) desapareceu, com todos os clubes – orientais e ocidentais – disputando as várias divisões de uma liga unificada.

A última edição da primeira divisão do leste foi disputada por 14 clubes, e apenas o campeão (Hansa Rostock) e o vice (Dynamo Dresden) obtiveram o direito de disputar a Bundesliga na temporada 1991/92. Os clubes entre o 3º e o 6º lugar foram para a 2. Bundesliga 1991/92, o 7º e o 8º disputaram play-offs por vagas na “segundona”, enquanto do 9º ao 14º foram relegados para ligas regionais – equivalentes à terceira divisão.

Para se efetuar a união das ligas, a Bundesliga foi ligeiramente ampliada: disputada por 18 equipes na temporada 1990/91, subiu a 20 participantes na 1991/92: 18 do oeste, e apenas dois do leste. Quatro clubes dentre os 20 foram rebaixados (dentre eles o Hansa Rostock, último campeão do leste), e na temporada 1992/93 a Bundesliga voltou a contar com 18 clubes.

Ao analisar as tabelas, fica claro que uma simples “junção” das duas ligas seria inviável. Afinal, colocar os 14 clubes da primeira divisão do leste junto com os 18 do oeste criaria um campeonato com 32 clubes, extremamente longo.

Porém, só se deu o direito a participar da primeira divisão a dois clubes do leste. Futebolisticamente falando, até teria uma certa lógica.

A Alemanha Oriental não obteve o mesmo sucesso nos gramados que a Ocidental. O único feito expressivo do futebol alemão oriental foi a medalha de ouro olímpica nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976 – a participação de jogadores profissionais era vedada, o que beneficiava os países de regime socialista de partido único na Europa Oriental, que enviavam suas seleções principais, cujos jogadores eram (oficialmente) amadores.

No mesmo período, a seleção da Alemanha Ocidental conquistou três Copas do Mundo (1954, 1974 e 1990), e os clubes do país obtiveram bastante sucesso. Inclusive foi um deles, o Hamburgo, que teve a honra suprema de enfrentar o Grêmio na disputa pelo título mundial de 1983 (e felizmente, perdeu!).

Mas, vale lembrar, no único confronto entre as duas Alemanhas em uma Copa do Mundo (1974), os orientais venceram por 1 a 0, em pleno território ocidental. Ou seja: um espaço maior aos clubes do leste na primeira divisão, pelo menos na primeira temporada unificada, não seria nada demais. Apenas duas vagas dentre 20, mostra como os “ricos” ocidentais trataram os “pobres” orientais, em todos os sentidos: deram-lhes “migalhas”.

E, não por acaso, 20 anos depois da queda do muro ainda persistem as diferenças entre os dois lados da Alemanha. A população do leste é discriminada, e não cresce: muitos jovens emigram para o oeste, em busca de melhores condições de vida e de empregos, difíceis de serem conseguidos no leste. E as dificuldades são um fator desmotivador à geração de filhos: o leste alemão é a região onde menos nascem crianças na Europa.

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21 respostas em “Um muro dentro dos gramados

  1. Camarada Rodrigo o curioso é q hoje a maioria dos alemães orientais, assim com a maioria dos russos, afirmam q viviam melhor no regime burocrático do q na Alemanha capitalista reunificada! Houve uma pesquisa de uma revista conservadora chamada Der Spiegel q apontou isso, inclusive os editores discutiram mto se iam publicar o resultado da pesquisa ou ñ (já q os resultados eram ruins para os defensores do capitalismo e do livre mercado).

    Na última eleição foi fundado, às pressas, um partido de esquerda q conseguiu colocar 50 deputados no parlamento alemão com votação massiva no lado leste é claro!

    Esses dados merecem ser avaliados melhor camarada Rodrigo! Ñ no sentido de defender a volta do socialismo burocrático e autoritário, mas para se ver q o capitalismo de mercado ñ é menos pior q os regimes burocráticos (isso na visão dos russos e alemães orientais q têm mais autoridade para falar do assunto do q nós!).

    Se quiser te repasso os dados sobre o q dizem os russos, alemães orinetais, romenos e poloneses do capitalismo restaurado!

    • Assisti sim, tanto que o citei no início do post. ;)
      Considero-o um dos melhores filmes que já vi. Consegue ser engraçado e triste ao mesmo tempo: achamos graça ao ver o que um filho faz por uma mãe, procurando manter a RDA viva, ao menos no quarto dela (e até convencendo-a que a Coca-Cola era socialista!); mas ao mesmo tempo é triste ver a maneira como as coisas mudam – pessoas que tinham dedicado uma vida ao socialismo veem de repente tudo o que acreditavam ruir, em menos de um ano. E aí tudo é considerado “velho”, é preciso “modernizar”, e lá se vão embora referências para a memória coletiva.
      Aliás, nada muito diferente do que acontece em Porto Alegre e sua especulação imobiliária…

  2. Camarada Rodrigo estou te enviando parte da pesquisa q tenho no assunto e q acredito q será útil para o teu artigo. Se ficar famoso ñ esquece de fazer uma menção à minha ajudazinha! KKK

    1) Pesquisa de 2006: atente para a fala do gari russo (podes fazer a relação da liberdade atrelada ao poder econômico, ou seja, no capitalismo vc pode ir onde quiser desde q tenha dinheiro):

    “61% dos russos lamentam a queda da União Soviética, contra 30% que não sentem falta daquela época.”

    “Com a queda da União Soviética, minha vida desmoronou”, conta Evgueni, 49 anos, gari em Moscou. “Antes, eu vivia bem. Podia sair de férias, ir para a montanha. Agora, nem posso mais visitar meu irmão em Tver”, uma cidade a 250 km de Moscou, lamenta.
    http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/12/08/ult34u169856.jhtm
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    2) Matéria de 2006:

    “Não há nada a comemorar. Gorbachov nunca foi um comunista. Não pôde preservar a URSS porque tinha outra tarefa em mente, seu desmoronamento”, disse hoje o pensionista Gennadi Abashin.

    “Gorbachov contribuiu para o desaparecimento da URSS. E mais, foi a chave do desastre. Deixou-se usar como um títere. Agora, deveria viver como um aposentado e abster-se de participar da vida política.
    Seu momento já passou”, opinou Boris, de 28 anos.

    Segundo as pesquisas de opinião, mais da metade dos russos tem saudade da URSS, porcentagem que supera os 75% nas pessoas com mais de 60 anos.
    http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/12/24/ult1808u82352.jhtm
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    3) Artigo de 2005

    Na Rússia, Lênin é ainda muito popular. Sessenta e sete por cento dos russos emitem opiniões positivas a seu respeito. Apenas 15% deles falam de Lênin utilizando termos negativos
    http://www.bancariospoa.com.br/noticia/release.asp?Noticia=4968
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    4) Morte de Boris Yeltsin em 2007

    Nas proximidades do Teatro Bolchoi, uma manifestação improvisada por uma dúzia de jovens “festeja a morte de Ieltsin”, estendendo bandeiras e cartazes da juventude da União Eurasiática, uma organização nacional marginal.

    Desmoronamento da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), privatização da economia, guerra na Tchetchênia: os moscovitas reagiram nesta segunda-feira sem luto aparente à morte do ex-presidente russo Boris Ieltsin, que liderou o país de 1991 a 1999.

    “Ele vendeu o país e eu tinha confiança nele”, afirma Vladimir, 61, médico aposentado (…)”Meu pai, que passou 50 anos no Partido [comunista] pensava que o que seria feito, seria verdadeiramente feito pelo povo. Mas ele não fez isso”.
    Um pedestre que ouviu a declaração se pôs a gritar: “Morreu? É um traidor, um traidor, ele liquidou a Rússia”.

    “Quanto à política, pessoalmente, não o respeito, porque já servi no Exército em uma zona de conflito e vi de tudo”, afirmou Guennadi Alembaev, 44, referindo-se à primeira guerra da Tchetchênia, que durou de 1994 até 1996.
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u106738.shtml
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    5) Leste Europeu:

    a) A Polônia foi a nação que se deu melhor com a transição. Neste país tão católico o comunismo jamais teve vida fácil. Entretanto, 44% dos poloneses de hoje julgam o período do Bloco Socialista como “positivo”. Quarenta e quatro por cento dos poloneses estimam que o socialismo é uma boa doutrina, mas que foi “mal aplicada”. (…) Somente 41% acham que o capitalismo ainda é um sistema melhor

    b) De acordo com uma pesquisa feita em 1999, 64% dos romenos preferiam viver sob o comando do premiê Ceausescu.

    http://www.bancariospoa.com.br/noticia/release.asp?Noticia=4968
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    6) Alemanha Oriental

    De fato, as maiores diferenças na pesquisa aparecem quando os entrevistados orientais e ocidentais compartilham suas opiniões sobre a vida na antiga Alemanha Oriental. O Estado comunista recebe notas muito mais altas dos que moram no Leste do que dos que moram no Oeste. Dos alemães orientais de 35 a 50 anos, 92% acreditam que um dos maiores atributos da antiga Alemanha Oriental foi sua rede de segurança social; 47% dos jovens no Leste também pensam assim. Por outro lado, apenas 26% dos jovens ocidentais e 48% dos seus pais expressaram a opinião que a Alemanha Oriental tinha um sistema mais forte de bem estar social comparado com hoje.
    (…)
    De fato, os jovens alemães orientais vêem a antiga Alemanha Oriental sob uma luz mais amena do que seus compatriotas no Oeste. Em algumas áreas, eles têm mais alta opinião sobre o país desaparecido que seus pais -como no que diz respeito ao padrão de vida na Alemanha Oriental. É uma opinião de lentes cor de rosa, que vê uma Alemanha Oriental com emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de bem estar social que acompanhava o cidadão do berço ao túmulo. É claro, essa geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista -como filas de comida e repressão da polícia.

    Ainda assim, os sentimentos positivos para certos aspectos da antiga Alemanha Oriental continuam altos. Dos jovens alemães orientais entrevistados, 60% disseram que achavam que era ruim que nada tivesse restado das coisas que se podia orgulhar na Alemanha Oriental.
    http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2007/11/10/ult2682u587.jhtm

    Original da Der Spiegel:
    http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,516472,00.html

    Uma pesquisa realizada pela Universidade de Leipzig há cerca de três meses já apontava resultados semelhantes aos da pesquisa feita pela emissora ARD. No Leste alemão, apenas 7% dos entrevistados afirmaram estar satisfeitos com a democracia no país, enquanto no Oeste este índice subiu para 50%.
    http://www.dw-world.de/popups/popup_printcontent/0,,2224677,00.html

    Veja, 17/06/1998:
    O desemprego atingiu 28%, bem acima da média alemã-oriental, já alta, de 20%, e o baixo-astral domina todas as conversas. “Jamais vamos recuperar a quantidade de empregos existente antes”, resigna-se Suchantke. “Precisamos aprender a sobreviver neste novo mundo.”
    (…)
    Os seis Estados do leste são o peso que está puxando para baixo as chances de mais uma reeleição para Helmut Kohl em setembro. No lado ocidental, ele é responsabilizado pelo custo da reunificação. Na banda oriental, não perdoam a quebra da promessa triunfal anunciada em 1990 de que a reunificação seria feita sem dor e sem perdedores.
    (…)
    Emprego é a pedra atravessada no caminho da reunificação. Não há família sem um desempregado — isso é psicologicamente arrasador, sobretudo porque no regime anterior o emprego universal era um dogma sagrado.
    (…)
    Ainda assim, a Alemanha Oriental sofre, abalada por um sentimento difuso de que alguma coisa se perdeu na transição para o capitalismo. “Uma pesquisa demonstrou que 70% dos insatisfeitos não reclamam da própria vida, mas de um sentimento genérico de insatisfação social”, explica o psicólogo Klaus Deubel, vice-prefeito de Dresden. “As pessoas sentem falta da camaradagem existente nos velhos tempos. Elas dependiam mais dos amigos e parentes para as coisas práticas do cotidiano. Você podia pegar carona com o vizinho e retribuir com peças para ele consertar o carro. Hoje ninguém precisa de ninguém e é cada um por si.” Exceto por meia dúzia de velhos recalcitrantes, não há quem sinta saudade da repressão política, dos delatores da Stasi ou da proibição de viajar para o exterior — mas prospera uma visão nostálgica e mítica do socialismo perdido. A maioria tem saudade da vida morosa, das ruas seguras e, evidentemente, dos empregos vitalícios. Como as diferenças salariais eram pequenas, os alemães-orientais não enfrentavam o stress da disputa por empregos melhores.
    (…)
    Alemães-ocidentais compraram 90% dos negócios e propriedades privatizadas no Leste. “Ocorreu uma espécie de colonização, talvez até se possa falar em ocupação”, filosofa Hinrich Lehmann-Grube, prefeito da cidade de Leipzig. “Mas ninguém chegou aqui a cavalo, de espada na mão. Foi a Alemanha Oriental que pediu para ser ocupada, pois a situação anterior era insustentável.”
    (…)
    Atraídas por subsídios e empurradas pela obrigação cívica de cooperar com a reunificação, as maiores indústrias trataram de se instalar no Leste. A Siemens, por exemplo, fabrica chips em Dresden e a Bayer faz aspirinas em Bitterfeld. “O problema é que, por mais subsídios que se ofereçam por aqui, ainda é mais barato levar a fábrica para a República Checa ou para a Polônia”, lamenta Bernd Günther, diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil. O exemplo ilustra as raízes do baixo-astral sem fim dos alemães-orientais.
    (…)
    O homenzinho é o símbolo mais conhecido da onda de nostalgia alemã-oriental. Lojas vendem artigos típicos do antigo regime, e os últimos Trabant, o ridículo carrinho socialista de teto de papelão, são disputados por colecionadores. A figura do homenzinho pode ser comprada com facilidade em camisetas, cartões-postais, chaveiros e mais uma infinidade de objetos. A ironia desse comércio é comprovar que o capitalismo alemão-oriental já fincou raízes suficientes até para ganhar dinheiro com os símbolos do socialismo.
    =============
    União Desigual
    Desemprego
    Alemanha reunificada: 11%
    ex-Alemanha Oriental: 20%
    Crescimento PIB
    Alemanha reunificada: 2,5%
    ex-Alemanha Oriental: 2%
    População (em milhões)
    Alemanha reunificada: 82
    ex-Alemanha Oriental: 18
    http://veja.abril.com.br/170698/p_058.html

  3. Antecipando alguns questionamentos (q eu já me deparei) sobre o teu futuro artigo:

    1) Ah… os russos sempre precisaram de um homem forte!

    2) Ah… tb tem gente q tem saudade da ditadura militar!

    Por isso achei pertinente citar outros países além da Rússia e da Alemanha Oriental. Eles ajudam a refutar esses dois questionamentos.

    • Já eu sou de italiano mesmo, mas a queda do muro marcou minha infância…
      Não pelos reais motivos. É que não entendia porque a televisão falava tanto que tinha caído um muro, então achei que se eu derrubasse o muro que cercava um terreno na rua que eu morava (hoje, tem um estacionamento ali), eu apareceria na TV e ficaria famoso… Ainda bem que eu não tinha uma picareta em casa, hehe!
      Tá, mas me dêem um desconto, eu tinha só 8 anos!

  4. É ruim que eu tenha que ser explícito, mas o que eu quis dizer é que o comunismo só caiu porque não era a maravilha que dizia que era, se eles tinham o governo para mentir e não foram convincentes, quem me garante que posso confiar nas pesquisas sobre os russos de quem provavelmente não sabe nem falar russo?

    • É ÓBVIO que o “comunismo” (sim, entre aspas, porque segundo a teoria marxista o comunismo só seria possível após a extinção das classes sociais e do Estado) caiu porque não era uma maravilha… E quando falas sobre “as pesquisas sobre os russos de quem provavelmente não sabe nem falar russo”, pergunto: por acaso os que dizem que o “comunismo” era tão ruim sabiam falar russo?

      E estranho uma resposta demorar mais de um ano para vir…

      • É que demorou mais do que um ano para ser lida, para ser sincero, tenho capacidade de adaptação para a todos os regimes, creio também que para a maioria das pessoas é assim. Os politizados é que são aberrações, à esquerda e à direita.

  5. Pingback: Filme para o domingo « Cão Uivador

  6. Uma coisa não exclui a outra. Um milionário, por exemplo, é exceção, mas não é aberração, a menos que exija que todos os outros também sejam milionários. Um politizado é exceção e aberração, ele fica querendo que os outros sejam tão politizados como ele, caso contrário a vida deles não terá sentido.

  7. Não sei de que planeta estás falando, mas aqui no Brasil, cada um é politizado a sua maneira: o riquinho que põe o som do funk ou outro qualquer no seu carro e acha que todo mundo quer ouvir, o pagodeiro que faz melodias melosas ou a mulher que se aflige por não estar na moda.
    Não seria melhor se gente assim não tentasse ser tão politizada?

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