Qual o destino da América Latina?

Trecho do documentário “Encontro com Milton Santos” (2007), de Sílvio Tendler, em que fala o escritor uruguaio Eduardo Galeano:

Impossível assistir o vídeo e não lembrar de Porto Alegre: apesar de toda a exaltação ao gaúcho, “tão diferente”, achamos o máximo imitar os outros

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14 respostas em “Qual o destino da América Latina?

  1. E ilustra bem mesmo, André.
    Lembro de quando criança, ter ido um dia com o meu pai no Centro Comercial João Pessoa – o primeiro desse tipo em Porto Alegre. Mas depois que surgiram os maiores (como Iguatemi e Praia de Belas), usando o termo shopping center, o João Pessoa, para imitar os imitadores, passou a se chamar Shopping João Pessoa… Mas para mim continua sendo o “Centro Comercial”, já que não perdi o hábito de falar português.

  2. Caros ainda ñ assisti ao vídeo disponibilizado aqui pelo Rodrigo mas nas últimas semanas tenho acompanhado os acontecimentos na “civilizada” e “democrática” Coréia do Sul e o paralelo com o caso da Constituição boliviana é inevitável.

    Lá o governo fez aquilo q a direita acusa o governo do Evo de ter feito: excluir a oposição do debate. Quem acompanhou o caso boliviano sabe q é uma grande mentira, q quem se excluiu do debate foi a oposição.

    Lá na Coréia os governistas se trancaram em uma sala, fizeram uma espécie de barricada com móveis, impedindo o acesso da oposição, para colocar na pauta a votação do tratado de livre comércio com os EUA q é repudiado pela população. Tenho o vídeo disponível se alguém quiser.

    No último final de semana os parlamentares da oposição fizeram um protesto e foram reprimidos por seguranças particulares contratados pelos governistas. Há um sindicalista preso.
    A mídia noticia mas ñ busca dar o teor autoritário q dão sempre q noticiam algo da Bolívia, da Venezuela ou do Equador.

    Cabe a nós divulgar isso. Eu até escrevi um artigo sobre isso a semana passada. Se quiserem publico aqui.

    Abraços!

  3. A Bolívia e a Coréia do Sul

    Os defensores do status quo têm apresentado o processo de aprovação da nova Constituição boliviana de forma distorcida, contando a História pela metade para que aparente ter um caráter autoritário, pecha que vêm querendo dar a qualquer governo que busque uma alternativa ao neoliberalismo.

    Enquanto isso, na “democrática” e “civilizada” Coréia do Sul, o governo, para introduzir um projeto de lei na Comissão de Assuntos Exteriores do Congresso sobre um tratado de livre comércio com os EUA, que é contestado pela oposição, acabou de fato excluindo a oposição, tendo os governistas se trancado em uma sala e empilhado móveis até o teto na frente da porta, fazendo uma espécie de barricada, para impedir o acesso da oposição. As imagens estão disponíveis no vídeo abaixo:

    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM938374-7823-DEPUTADOS+BRIGAM+NO+PARLAMENTO+DA+COREIA+DO+SUL,00.html

    O caso boliviano

    Diferente da Coréia do Sul, em momento algum a oposição boliviana foi excluída dos debates e das votações da Constituinte. Foi ela própria quem se excluiu. Este esclarecimento histórico se faz necessário uma vez que tem se contado a História pela metade, e que a seguir desta forma daqui há uns vinte anos essa mentira será reproduzida e os menos informados poderão embarcar.

    Desde o início das discussões da Constituinte a oposição boliviana sabotou as sessões. Por que? Por dois motivos, e quem nos revela é o deputado oposicionista do partido Podemos, Rubén Darío Cuellar:

    “Nós só representamos 24% da Constituinte, então não temos possibilidade de vetar nada”. “Deixaríamos de ser Bolívia” (sobre a nova Constituição).[1]

    Para “não deixar de ser Bolívia” e como não tinha forças de barrar as mudanças, o que fez a oposição? Aderiu à violência!

    Foram nove sessões, sem êxito, no Teatro Grande Mariscal, em Sucre. Por três meses os trabalhos tiveram de ser paralisados, desde 15 de agosto de 2007, sendo que a data limite para que a Constituinte apresentasse seus trabalhos era 14 de dezembro do mesmo ano. Houve ainda uma tentativa de retomar os trabalhos em 6 de setembro de 2007 frustrada pelo grau de violência empregado pela oposição.

    Sem segurança e com o prazo por expirar, a Constituinte acaba transferida para um colégio militar. A oposição boicota mais uma vez: “Nesta quinta-feira, líderes da oposição à administração Morales afirmaram que não pretendem participar das reuniões no colégio militar. E decidiram instalar um debate paralelo no Teatro Grande Mariscal.” [2]

    Ficou muito claro que quem buscou uma Constituinte apenas com seus partidários foi a oposição e não o governo.

    Ainda houve mais uma sessão em uma Universidade em Oruro que revisou e votou artigo por artigo e contou com a presença de um setor da oposição, o partido União Nacional.

    Ainda assim, após todo este processo, o governo cedeu em vários artigos da nova Constituição o que não foi suficiente para satisfazer os governadores opositores que haviam liderado um golpe contra o governo. Seja como for, a última palavra será dada pela população que votará a nova Constituição em um referendo popular.

    [1] Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2236298-EI306,00.html

    [2] BBC:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071123_boliviaconstituintemc.shtml

  4. Geo=Terra
    Grafia=Descrição

    Ou seja, todas ciências que servem para entender a terra, são partes da ciência maior, chamada Geografia.

  5. Caros Rodrigo e Vinícius, eu faço Ciências Sociais, portanto tenho q dialogar com todas as outras disciplinas. Mas o Comte já quis elevar a Sociologia ao topo de todas as outras ciências à sua época.
    Gosto mto de História e Geografia!

  6. A Geografia, diferente de História e das Ciências Sociais, é de profundo dilema quanto à seu objeto de estudo. Qual seria o objeto de estudo da Geografia? Depende… Depende de qual Geografia se fala! “Física” ou “Humana”? “Natural” ou “Social”?
    Cabe a cada Geógrafo determinar a “sua Geografia”. Porém nunca se deve separar as diferentes Geografias em um único caminho; ou seja, não pensar o “Natural” sem se lembrar do “Social”, e assim vai…

    Geografia é tudo, e tudo é Geografia!!!!

  7. Pingback: O tipo de cidade que Porto Alegre abriu mão de ser « Cão Uivador

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