Bannalidades

Ontem não houve Grenal. Afinal, não foi Grêmio x Internacional, e sim, Banguzinho x Internacional. É um novo clássico do futebol brasileiro que está surgindo: o BANNAL.

Não foi a primeira vez que as duas equipes se enfrentaram. Infelizmente ninguém ainda fez a contabilidade do clássico, assim eu vou puxar da minha memória.

Mas antes, é preciso estabelecer um critério. Será considerado “Banguzinho” o time misto/reserva do Grêmio. E assim como uma andorinha não faz verão, um reserva não faz Banguzinho. Tem que ser boa parte do time formado por reservas.

Bom, agora vem a parte interessante: definir quais Grenais foram, na verdade, Bannais. O primeiro (e o segundo) que me vêm à cabeça foram as partidas decisivas do Campeonato Gaúcho de 1995. O Grêmio estava envolvido com a Libertadores que viria a conquistar no final daquele inesquecível mês de agosto (que foi de desgosto só para colorado). Assim, decidiu não priorizar a final do Gauchão. Entrou em campo o “Banguzinho misto” (ou seja, com alguns titulares do Grêmio), e… Foi campeão!

Assim, caso eu não esteja enganado, no dia 6 de agosto de 1995 foi disputado o primeiro Bannal da história, no campo da beira do Guaíba, que acabou em 1 a 1. Uma semana depois, no dia dos pais, o Banguzinho conquistou o título gaúcho ao vencer por 2 a 1 no Estádio Olímpico.

O terceiro Bannal que eu me lembro foi em 24 de junho de 2007, pelo Brasileirão. O Grêmio vinha de uma extenuante disputa da Libertadores, da qual foi vice-campeão – ao contrário do rival, eliminado na primeira fase – e decidiu poupar titulares. “Banguzinho misto” para o Bannal número 3, no estádio do Inter. E aconteceu assim a primeira vitória do Banguzinho no campo adversário, 2 a 0.

E os dois últimos foram pela Copa Sul-Americana de 2008. No dia 13 de agosto, quando se completaram 13 anos da primeira vitória do Banguzinho em Bannal (naquele jogo do Gauchão de 1995), aconteceu um empate em 1 a 1 no campo do Inter. E ontem, o 2 a 2 no Olímpico classificou o rival, mas o Banguzinho manteve sua invencibilidade: em cinco Bannais, nunca perdeu.

Abaixo, as estatísticas do clássico – se é que dá para chamar de clássico um confronto no qual só um dos rivais já venceu:

  • Total de Bannais: 5
  • Vitórias do Banguzinho: 2
  • Empates: 3
  • Vitórias do Inter: 0
  • Gols do Banguzinho: 8
  • Gols do Inter: 5

Como não sei se esses dados estão certos – puxei da minha memória que, modéstia a parte, é muito boa, mas ela não está livre de falhas – agradeço se alguém puder, nos comentários, corrigir eventuais erros. Desde que, é claro, leve em conta o critério que apresentei no começo da postagem.

———-

Atualização

A primeira correção veio no comentário do Guillermo: no dia 24 de junho de 2007 houve Grenal, e não Bannal. Afinal, a maior parte do time naquele jogo era titular: os únicos reservas eram Ramón, Amoroso e Éverton. Sandro Goiano voltou a ser titular do Grêmio com a venda de Lucas, Schiavi assumiu – por pouco tempo, é verdade – a titularidade devido à lesão de Teco, e Patrício… Bom, Patrício era o titular da lateral-direita desde 2005: “ruim” não quer dizer “reserva”.

Logo, altera-se a estatística do Bannal.

  • Total de Bannais: 4
  • Vitórias do Banguzinho: 1
  • Empates: 3
  • Vitórias do Inter: 0
  • Gols do Banguzinho: 6
  • Gols do Inter: 5
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5 respostas em “Bannalidades

  1. Rodrigo,

    Eu não chamaria o time do ano passado de Banguzinho. Considerando o time do dia 20 contra o Boca, apenas Sandro, Ramon, Amoroso e Everton não seriam considerados titulares. Lembrando que Sandro voltou a ser o titular com a saída do Lucas após a Liber, ou seja no GREnal, ou BANnal como você considera.

    GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Schiavi e Lúcio; Gavilán, Sandro Goiano, Diego Souza e Ramón; Amoroso e Everton

    Abraço e DÁ-LHE GRÊMIO!!!

    fonte da escalação: http://ganatricolor.blogspot.com/2007/06/grenal.html

  2. É verdade, Guillermo.
    O Schiavi era reserva na Libertadores, só entrou porque o Teco se machucou. Aliás, aquele Bannal foi o maior jogo do Schiavi aqui!
    Com ele seriam cinco. Mais o Patrício, seis. Mas aí lembrei que o Patrício também era titular naquele jogo – assim como o Schiavi – por falta de opção, o Bustos ainda não tinha chegado.
    De qualquer forma, o Banguzinho continua invicto em Bannais!

  3. Olha como já levei flauta até por jogo de juniores pra mim ñ tem essa de q era o Banguzinho (expressão q me parece roubaram do Inter), até pq com os titulares só ñ perderam pra nós devido a entregada do Renan!

    O q fica para a História é q mais uma vez (pela quinta vez) o Inter elimina o rival em mata-mata fora da região. Nunca fomos eliminados pelo Grêmio em mata-mata (q eles dizem q são especialistas).

    Elencando:

    1988 – GreNal do século;
    1992 – Copa do Brasil;
    1999 – Seletiva da Libertadores (isso mesmo, o Inter do Dunga depois de escapar da Segundona na última rodada eliminou eles);
    2004 e 2008 – Sulamericana.

    A estratégia da Direção do Grêmio foi inteligente: como perderam os outros 4 mata-matas com titulares e temiam com uma nova eliminação afetar a estima do grupo e despencar no Brasileirão, prepararam a caminha antes colocando os reservas! Assim o Inter ficava na obrigação e eles dessa vez teriam desculpa dos reservas!

    Sem direção, sem treinador, sem preparador físico, sem esquema, sem entrosamento, sem organização, com todos esses problemas, mais uma vez o Inter elimina o Grêmio! É isso q fica para a História! Freguês é freguês né? Isso o camarada Rodrigo “esqueceu” de colocar no post!

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