Pontal do Estaleiro – Audiência Pública

Amanhã (6 de agosto) às 19h acontece na Câmara de Vereadores de Porto Alegre uma audiência pública para debater o Projeto Pontal do Estaleiro. É prevista a construção de quatro torres residenciais e duas comerciais para a área.

Se aprovado o projeto, terá início uma progressiva privatização da orla porto-alegrense. Ao invés de buscar aproximar a população do Guaíba, nossa elite “esclarecida” prefere que as margens sejam propriedades privadas de poucos. E não bastasse isso, de acordo com o que li no Dialógico a apresentação do projeto traz uma “sacanagem embutida”: “os prédios são apresentados em escala menor no contexto da paisagem, ou seja, proporcionalmente, aparecem mais baixos do que realmente serão construídos”.

Sem contar que a área sofrerá um grande acréscimo de tráfego, com todos os carros que ingressarão não só no complexo do Pontal, mas também no novo (mais um!) centro comercial que deverá ser inaugurado nos próximos meses, no mesmo bairro (Cristal).

E não se vê nenhum candidato à prefeitura tocar nesse assunto. Afinal, pega mal ir contra os interesses das construtoras, que são os mesmos da grande mídia – a qual não divulga uma vírgula que não seja favorável ao projeto…

Leia mais:

Infelizmente, não poderei estar presente à audiência, pois tenho aula no horário.

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31 comentários sobre “Pontal do Estaleiro – Audiência Pública

  1. Pingback: Audiência Pública - dia 6 de agosto - Pontal do Estaleiro « Porto Alegre Vive

  2. E a grande mídia destacando a “maravilha” do projeto. Como se os discordantes fossem invisíveis, mais uma vez…

  3. Estive hoje na audiencia publica realizada na camara de Poa referente ao Pontal do Estaleiro.
    Independentemente da aprovacao ou nao da proposta, foi um belo ato de democracia. Particularmente, gostaria de morar em um pais onde ao inves de termos a iniciativa privada dona de um local e emprendendo a obra que o estado pudesse faze-lo para dai termos uma obras esclusivamente para fins sociais. Infelizmente, nao moro neste pais e o que vi foi uma utopia de esquerda visando derrubar a proposta atraves de um sem numero de exigencias que inviabilizariam o empreendimento ( por este motivo ate hoje a area continua entregue a vandalos ratos e baratas) e por outro lado a empresa investindo mais de cem milhoes e entregando 53% da area que lhe pertence ao publico. Vi de tudo la, e sinceramente cheguei a ficar decepctionado com os chamados representantes do povo….
    Tinha quem fosse contra a realizacao da obra porque haveria predios residenciais, mas concluia dizendo que gostaria que fosse aproveitada a area para a construcao de casas populares.!?!?!? Outros justificando viemente o fim da obra porque perderiamos a vista do por do sol do guaiba. Desculpe, moro em POA a 30 anos e nao conheco ninguem que pegue o carro e transite em horario de engarrafamento as margens do guaiba para ver o por do sol durante 3 minutos e que sequer e visivel naquela area.
    Gostaria de entender o que tem na cabeca de um infeliz destes que luta por um por do sol que nao ve, tenta derrubar um projeto que so traz beneficio. Enfim, POA esta na UTI necessitando do que pode ser dado a ela e esse projeto arranca um tumor de 30 anos, mas que se depender destes merdas vai permanecer ali por mais 30 porque precisam discutir quem vai operar.
    Grato

  4. Coloco aqui a mesma resposta dada ao Felipe, colocada no Blog Porto Alegre Vive:

    Felipe,
    Se estivestes presente na Audiência, parece que não escutastes os argumentos dos que se posicionaram contra o projeto.
    Os posicionamentos contrários podem ser resumidos assim:

    a) Legalidade – referindo-se principalmente à alteração de regime urbanístico e do uso do solo, gravame de Área de Interesse Cultural (Pesquisa SMC/Ritter dos Reis e decreto do executivo correspondente); utilização de recursos públicos para destinação de áreas de uso comum do povo à utilização privada);
    b) Formal – relativa ao vício de origem e competência de iniciativa de lei;
    c) Estrutural/urbanística – relativa à volumetria e à paisagem urbana, incluindo estudo de diretrizes, considerações à articulação do diversos empreendimentos que interagem, além das recomendações dos especialistas presentes no Fórum Porto Alegre do Futuro;
    d) Ambiental – Impacto ao ambiente natural (e cultural), diagnóstico ambiental UFRGS, Legislação Federal, resoluções CONAMA e princípio da isonomia;
    e) Mobilidade – abordando aspectos globais e sistêmicos, a contrariedade ao Estatuto da Cidade, além da exigibilidade de agressões ao ambiente natural para a resolução os problemas gerados pelos empreendimentos.

    Quanto a achar que é um posicionamento apenas da esquerda, isso contraria a realidade dos fatos. Todos os que estiveram presentes viram pessoas de todas as cores políticas unidas CONTRA o projeto. Lembro que o orador mais vaiado pela ala que é favorável a este nefasto projeto foi o vereador Beto Moesch (ex-secretário municipal do Meio Ambiente do atual governo) é do PP, que não pode ser chamado de esquerda…

    Não devemos falsear os fatos. Bastava estar atento para perceber que em todas as ideologias políticas existem pessoas conscientes que querem preservar o meio ambiente, o bom senso e a legalidade!

    Cesar

  5. Vou colocar aqui a mesma resposta que dei a cesar no POA vive.
    Amigos, de posicao contraria. Como me referi anteriormente, gostaria muito de viver em um pais com condicoes de fazer tudo que o senhor e a senhora jornalista propoe. Agora, lhes pergunto. Se nao fizeram isto em 30 ANOS, exatamente porque o projeto na forma como se deseja e inviavel, vamos novamente dizer que poderia ser dessa forma, poderia ser daquela outra e manter o mato como esta.
    Ou seja, lamear algo que indiscutivelmente vai melhorar porque as coisas poderiam ser mais sociais. Seguir no lema do no Brasil tudo acaba em pizza.
    So to vendo questionamentos, apontamento de defeitos, mas nao ha proposta. Me arranjem uma empresa disposta a aplicar 160 milhoes na area sem construcao de area residencial e na forma como voces querem que mudo de opiniao. O povo nao quer uma bela vista do guaiba ele quer um emprego dentro dos 3 hoteis que serao feitos na area, porque a familia nao tem o que comer.
    Quanto a politica das leis socias, estive na Russia ano passado e vi o resultado de sua politica social em acao. O que acontece quando o estado passa as empresas o onus de contratar e de manter a populacao de baixa renda empregada.
    Com esta politica vamos perdendo e perdendo. Perdemos a FORD para a Bahia. Logo para a Bahia, VERGONHA. Porque meia duzia de esquerdistas resolveram fazer com a FORD o que voces estao fazendo com esta obra.
    Mas chega de falar, sei do pensamento de esquerda e do perfil que se apresentam. Quem sabe nao vao todos pregar suas ideias socias no mundo dos sonhos, pois e la onde todos trabalham da mesma forma. Neste planeta, isto so trouxe miseria, fome e desgraca.
    Grato

  6. Mais uma coisa, quanto aos que estavam presentes contrarios ao projeto o que eu vi foi uma cambada de pessoas mal educadas que passaram o tempo todo gritando feito animais, pregando a desordem e frontalmente contra o espirito democratico do debate.
    So faltava a bandeira de cuba ao fundo.
    Quanto ao numero de pessoas, havia uma quantidade muito maior favoravel ao projeto do que contraria, dentro da casa e por representacao das entidades de classe. Agora se estas se referindo ao volume de som como forma de determinar a posicao majoritaria na casa, com toda certeza contra o projeto teria maioria, pois como dito eram 15 pessoas gritando feito bestas.

  7. Ih, esse Felipe é mais uma viúva da Ford!
    Gente assim, não dá para levar a sério… Daqui a pouco, se os vereadores não aprovarem o projeto, ele vai dizer que é “culpa do Olívio, por ter mandado a Ford embora”.

  8. Já que o Felipe também está comentando aqui, vamos colocar o motivo que ainda não publicamos seu novo comentário no Blog Porto Alegre Vive:

    O Felipe mandou mais um comentário.
    Porém como o e-mail que ele colocou aparece como inexistente, ainda não vamos autorizar sua publicação.

    Isso não é censura.
    Nunca censuramos as opiniões contrárias, salvo se contenham ofensas pessoais ou palavras de baixo calão.
    Também nunca repassamos os e-mails de quem comenta, nem enviamos mensagens que não sejam para notificar que o comentário já foi publicado.

    Portanto, basta o Felipe (caso esse seja seu nome verdadeiro) mandar um e-mail válido, colocaremos seu comentário discordante das opiniões do Blog Porto Alegre Vive.

  9. Gostaria de entender porque o blog Poa vive se da o trabalho de perseguir o Felipe Silva neste blogue.
    Depois ainda comete esse ato falho de dizer que nao esta tentando censurar o cara.

  10. Paulo,

    O Porto Alegre Vive está “perseguindo” o Felipe porque ele usou um e-mail que não é válido.
    Cada blog tem seus critérios para publicação de comentários. Como não houveram ofensas, publiquei os comentários sem verificar o e-mail (em geral, os caras que largam ofensas a torto e direito, usam e-mails falsos). Aliás, coincidentemente, depois desse episódio o Felipe não deixou mais comentários.
    A propósito: visite o Porto Alegre Vive e verifique que os comentários anteriores do Felipe, com críticas às posições do blog, foram publicados.

    Abraços

  11. Rodrigo,
    Entendo a posicao do Blog e acho valida. O problema e que se a pagina for imparcial, se presume que nao haveria censura. Agora, o poa vive tem posicao contraria a do Felipe. Como alguem de fora vai saber se o que o dono da pagina nao esta pubicando porque nao quer e nao porque o email falso. Nao temos acesso aos emails de quem publica para verificar o que aconteceu. Se a pagina fosse minha deixaria os comentarios mesmo que o email desse como inexistente. Assim todos que acessam o blog teriam certeza que ha imparcialidade.

    Abraco

  12. O Paulo também deixou um comentário no Porto Alegre Vive e, mesmo que seu endereço de e-mail fosse considerado inexistente, publicamos seu comentário.
    Após, colocamos o NOSSO comentário:

    Vimos uma mensagem do Paulo Marques no Blog Cão Uivador reclamando que estávamos “perseguindo” e “censurando” o Felipe Silva (?).
    O Paulo também colocou uma mensagem aqui e mesmo que seu endereço de e-mail foi considerado como indisponível ou inexistente, achamos por bem autorizar a publicação.

    Abaixo o e-mail enviado a ele e que voltou do provedor:

    Paulo,
    Seu comentário será colocado no Blog Porto Alegre Vive, caso o endereço colocado não retorne como inexistente.
    Nossos critérios são estes, mesmo que sejam em apoio a nossos posicionamentos.
    Nosso Blog não é de “esquerda”, mesmo que contenha posicionamentos conforme ideologias esquerdistas.
    O Blog é de um Movimento que representa inúmeras Associações, Movimentos e ONGs que preservam o direito dos cidadãos, sua qualidade de vida e o meio ambiente.
    Temos pessoas de esquerda, centro e direita. Todos com o mesmo objetivo já citado: preservar o direito dos cidadãos, sua qualidade de vida e o meio ambiente.

    Administração do Blog Poa Vive

  13. Estive presente na audiência Pública do dia 06/08/08 sobre o “Pontal do Estaleiro”. Afirmo que as explicações do Cesar sobre os motivos pelos quais somos contra o projeto proposto à Câmara , são bem fundamentadas e verdadeiras. Não devemos perder tempo com pessoas de interesses escusos como este tal de Felipe Silva.
    Elisabeth Karam Guimarães – Porto Alegre Vive
    09/08/08

  14. Prezado Felipe Silva e demais Amigos leitores deste blog,

    Quero compartilhar um pouco de minha modesta experiência adquirida em pouco mais de 4 anos de residência e de estudos no exterior. Neste período pude conhecer muitas belas cidades de vários países da Europa. Confesso que até hoje, depois de meu retorno, não estou muito acostumado com as discrepâncias existentes entre nossas paisagens e as de lá. Entre o que nosso governo nos oferece e o que os cidadãos de lá recebem de seus governantes. Cidades históricas extramamente bem conservadas, prédios centenários, quase milenares, como a Universidade em que estudei, fundada em 1364. Se fosse aqui, há quanto tempo já teria sido demolido o prédio para dar lugar a algum projeto contemporâneo mirabolante? Lá, na maioria das cidades, tudo tão belo e inserido de forma tão harmoniosa no meio ambiente, com a natureza sempre sendo privilegiada, assim como é privilegiada a população por ter o respeito e o bom senso daqueles que tomam as decisões. Os prédios modernos, altos, de arquitetura “arrojada”, existem, são igualmente belos, mas sempre erguidos em locais adequados. Na Áustria, na Suiça, na França, Alemanha, entre outros, podemos desfrutar das lindas paisagens, dos rios das cidades sem o onus de arranhacéus a cortar nossa contemplação do belo.
    Se o nosso amigo Felipe pensasse um pouco mais, também entenderia o motivo da ida da FORD lá pra Bahia. Felipe, se tua experiência no exterior foi um pouco mais ampla além de tua ida à Rússia, tu deves entender que governo nenhum privilegia empresa alguma com anos e anos de isenção fiscal para atraí-la. Grandes empresas, multinacionais como a FORD, precisam pagar impostos para beneficiar a população do país ou estado em que estão instaladas. Não podem ser recebidas com regalias infinitas por estarem gerando algumas centenas de (sub)empregos, geralmente mão de obra barata. Grandes empresas, multinacionais, não têm compromisso social, salvo algumas excessões, e sim compromisso exclusivo com o capital. Nada contra o dinheiro, adoro dinheiro (com ele viajo, como bem, estudo, vou ao teatro, etc), mas também acho que devemos ser conscientes de que nosso presente nos pede uma mudança de paradigmas, para que tenhamos todos um futuro melhor. Argumentar que o povo não quer uma bela vista do pôr do sol, e sim os três hotéis que estão previstos no projeto, que poderão render empregos, é tentar enfiar goela abaixo uma opinião tua. Eu particularmente não estive no grupo “das 15 pessoas” que lá se fez presente, nem tão pouco sou participante ativo de Movimentos Sociais e assim como eu devem existir muitos, no entanto, prefiro um belo projeto paisagístico naquela região, com cafés, bares, e muito espaço para a cultura e o lazer. Isso, de certa forma, também renderia muitos empregos. Quero uma cidade cada vez mais linda pra se viver, quero continuar caminhando e pedalando vendo o pôr do sol no Guaíba, e que o mesmo esteja disponível para todos, para os que têm e os que não tem dinheiro e até mesmo para os que estão em busca de!

    Enfim, o Pontal do Estaleiro é um lugar lindo. Lindo mas entregue ao nada, e espero que um dia possamos todos compartilhar dos espaços ociosos que temos em Porto Alegre, que nos sirvam de orgulho, voltando a embelezar nossa cidade, encurtando distâncias, reunindo tribos, cores e credos. Encantando aos turistas! Que tenhamos a “sorte” de termos em nossa cidade, em nosso estado, em nosso país, governos que pensem na coletividade. Que sejam beneficiadas e privilegiadas a cultura e o comércio local, fortalecendo àqueles que mais precisam de apoio e incentivo. De resto, como já disse o saudoso José Lutzenberger: “não preciso de uma promessa de recompensa pra depois da morte, pra me comportar decentemente enquanto em vida”. O que precisamos então, é de mais decência para alcançarmos uma sociedade justa. Seres humanos mais decentes ajudarão a matar a fome dos que pedem pão, e não os empregos gerados nos três hotéis erguidos á beira do Guaíba!!!!

    Abraços à todos.

    Christian Lavich Goldschmidt
    escritor e ator

    P.S. autorizo também a publicação no Porto Alegre Vive.

  15. Cristian, minha experiencia fora inclui dois mestrados na Europa e um deles inclusive na inglaterra onde morei. Apenas te situando, em londres, na Abbey Road, Lancaster Gate e kensal Green. Minha experiencia fora vai muito alem das viagens a negocios no interior da Russia. O problema de aplicar estruturas ou modo de vida de paises de primeiro mundo no Brasil e que aqui nao funciona. No caso das grandes montadoras, paises como os Estados Unidos e Europa na condicao de bloco nao sao impostas por elas mas sim impoe regras porque dominam o mercado de consumo global. Nao adianta dizer que nao vai dar incentivos que elas vem sem incentivos para paises proximos e ao inves de gerarmos emprego importamos produtos e perdemos empregos. No caso do Pontal do Estaleiro. Gostaria que a obra fosse feita nos teus moldes. Belas pracas, alguns hoteis, enfim uma estrutura para atender a comunidade apenas. A questao que implica nao minha opiniao opostas refere-se ao fato de que nao foi feito nada EM QUARTENTA ANOS, ou seja, nao ha viabilidade comercial nos moldes como tu deseja. Basta tu analisar do ponto de vida que os que apresentam posicao contratia NAO TEM UM PROJETO MAS IDEIAS DEMAGOCAS, BUROCRATICAS IDEOLOGICAS. TENHO 40 ANOS PARA PROVAR ISTO. Concordaria contigo, se estivessemos nos primeiros 5 anos de discucao sobre o fim do pontal, mas 40 anos de atraso na area por culpa da opiniao contraria demostra que a obra se tornou inviavel naquele ponto.
    Tenho simpatia pelo teu voto, e acredito que em outras partes da orla ou da cidade ele realmente deve prevalecer, porem nao feche os olhos a uma realidade. SE NAO FOR DESSA VEZ NA PROXIMA TAMBEM NAO SERA COMO NAO FORAM TODAS NOS ULTIMOS 40 ANOS. Dizem que genios aprendem com os erros dos outros, inteligentes com seus erros e nem com seus erros. ELES ESTAO ERRANDO A 40 ANOS SEM PARAR?

    Abraco Christian
    PS. Tambem autorizo a publicacao no Porto Alegre Vive

  16. Engraçado que o pessoal a favor desses projetos faraônicos sempre classifica as opiniões contrárias como “ideológicas”.
    Ô falta de criatividade… Chega a parecer que defender determinada ideologia é crime. Aliás, ideologia não é só de esquerda, a direita também tem a sua, mas com a diferença de que os defensores desta nunca afirmam defender uma ideologia.
    Em tempo, sou a favor do que uma leitora da Nova Corja defendeu em comentário lá: fazer um parque, com ciclovia e bares para tomarmos uma cervejinha à beira do Guaíba. Quer coisa melhor?

  17. Felipe, aceito e entendo teus motivos e questionamentos, mas respeitando teu posicionamento, continuo discordando. Quando tu falas que “O problema de aplicar estruturas ou modo de vida de paises de primeiro mundo no Brasil é que aqui nao funciona” soa um pouco preconceituoso, como se lá fossem merecedores e nós aqui não. Também entendo que à sociedade civil não cabe apresentar projetos de melhorias para nossa cidade e nosso bem estar. Cabe à sociedade civil lutar pelos mesmos. Vejo aqui um papel fundamental do estado em torná-los viáveis, buscando apoio da iniciativa privada. Também acho que as empresas de engenharia e arquitetura deveriam apresentar propostas não tão impactantes.
    Enfim, fica meu abraço.
    Christian

  18. Caro Rodrigo Cardia, gostaria de um parque com ciclovia e bares para tomarmos uma cervejinha a beira do Guaiba. So quero que isto ACONTECA. E tu sabe que nao vai acontecer se depender de voces. 40 ANOS E NAO FIZERAM NADA. Nao me vem com papinho de que poderia ser assim ou daquela outra forma. VOCES NAO VAO FAZER NADA NOVAMENTE NA AREA. Esse papinho de voces so cola para quem sabe que voces sao mestres em fazer uma coisa. NA ARTE DE NAO FAZER!1
    Abraco

  19. Faço minhas as palavras do Eduardo Guimarães: “a direita, quando há democracia, é diversão garantida”. Pois eu estou me divertindo com as constantes visitas do Felipe ao blog, para escrever sempre as mesmas coisas.
    De repente, descobri que “nós” estamos administrando Porto Alegre há 40 anos (e que somos “mestres na arte de não fazer”).
    Descobri que defender a implantação de um parque naquele local é igual a não querer nada, que só há uma solução, e que quem é contra tem que calar a boca e parar de falar “besteiras ideológicas”.
    Descobri que, apesar de QUERER, eu NÃO QUERO que aconteça nada.
    Bom, só resta rir disso…
    HAHAHAHAHAHAHA!

  20. Rodrigo, mantenho minha posicao. Onde esta o seu projeto? Vamos construir parques e tomar uma cervejinha. Otimo!! Quem vai construir? O governo… agora sim estamos falando de alguma piada hahahahahahaha! Ele nao constroi nem escola…
    E ainda, construir onde?!?!? Naquela area que pertence a uma empresa privada! O tu e daqueles que gosta de repetir uma mentira mil vezes para que se tornar verdade. Ja ta ate na matricula do imovel a area pertencente a uma empresa privada e voces continuam dizendo que e publica. Se a empresa quiser com a lei como esta pode construir um belo estacionamento ocupando 80% do terreno com seis andares de altura. O pior e que tu sabe disso tudo, longe de ser ingenuo tu e. Vamos rir entao daqueles que te ouvem. Daqueles de cabeca bem pequena que preferem acreditar numa mentira contada mil vezes e pior sao aqueles mesmo que votam no no MALUF, no COLLOR.
    AHAHAHAHAHAHAHHAHAHA

  21. Pra ver como sou democrático: o cara me xinga de nazista (“tu e daqueles que gosta de repetir uma mentira mil vezes para que se tornar verdade”), cabeça pequena, ingênuo… E eu ainda deixo o comentário ser publicado!
    Bom, acho que sou ingênuo mesmo ao deixar tais coisas serem publicadas…
    Quem quiser, pode rir “dos que me ouvem”. Nós temos bom-humor, ao contrário de certas pessoas.

  22. Desculpe Rodrigo, minha intencao nao foi desrespeitar o blog ou a tua opiniao. No calor do debate cometi excesso.
    Meu grande abraco e um otimo final de semana.

  23. Cristian, vejo que concordamos em um ponto: “a necessidade de haver propostas para um consenso que torne viavel a realizacao da obra.”
    Quanto a nao podermos aplicar aqui o que se tem la. Nao falo do ponto de vista humano ou cultural, mas economico. Acredito no ainda nao podemos, mas poderemos.
    So peco a todos, tanto de oposicao contraria quanto a favor que tentem encontrar um meio termo entre aquilo que temos como proposta e o que acredito ser hoje economicamente inviavel.
    Nao basta dizer nao quero assim, tem que se dizer assim poderia ser e de um modo que o empreendedor obtenha lucro na obra. Nenhuma empresa privada vai gastar digamos 20 milhoes para construir alguns bares e uma praca. Valeria mais apena simplesmente manter o mato e deixar o valor rendendo. Por isso, minha preocupacao quando se impoe condicoes aos empreendedores sem se fazer um balanco se elas nao tornam o negocio inviavel. Porque se o tornarem nada sera feito e teremos em alguns anos o mesmo mato na area e novamente uma outra empresa com um projeto similar novamente tentando fazer o que aqui nao pode ser feito. Abraco

  24. 10 motivos que levam o MOVE-POA a apoiar o projeto do Pontal do Estaleiro:

    1. ACESSO LIVRE À ORLA – Transformando uma área privada abandonada há duas décadas em um ambiente público qualificado servido por bares, restaurantes, ciclovia, píer e marina pública, estacionamento público, tudo com segurança 24 horas e na beira do Guaíba, criando mais uma área verde pública, porém única na cidade, com acesso livre total e irrestrito a qualquer cidadão. Única área pública qualificada que aproxima os porto-alegrenses do Guaíba e que proporciona aos moradores do cristal um acesso livre à orla.

    2. URBANISMO – Conforme dita o melhor do urbanismo contemporâneo, a região será desenvolvida a partir do uso misto (comercial/residencial/serviços), este o qual é crucial para manter viva e atraente a zona. Com pessoas morando, trabalhando e convivendo, o local será mais seguro, movimentado e interessante, atraindo pessoas de outras regiões da cidade e da Região Metropolitana. Se na área do Estaleiro Só fosse construído um único parque público, a Prefeitura teria que gastar dezenas de milhões de Reais para criar um espaço que será pouco freqüentado, provavelmente sem segurança e disposto a se degradar com o tempo, vide outros exemplos pela cidade.

    3. MEIO AMBIENTE – Partindo do conceito Green building, o projeto se propõe a ser vanguardista, resolvendo sozinho as questões hidro-sanitárias (através do total tratamento de esgotos e reaproveitamento da água das chuvas), energéticas (com previsão de captação de energia solar), ecológicas (criando uma nova área verde pública, preservando a vegetação arbórea e ciliar existente). Único investimento privado de Porto Alegre que destina parte do investimento para o interesse ambiental.

    4. ECONOMICAMENTE VIÁVEL – Partindo do investimento privado, o projeto criará novas vias e áreas públicas, que posteriormente serão doadas à Prefeitura. Áreas as quais terão tratamento paisagístico muito superior à média da cidade, fazendo com que o meio público não precise investir milhões na criação de novas áreas verdes públicas qualificadas junto à orla. O único empreendimento privado de grande porte que se propõe a criar novas áreas públicas qualificadas junto à orla que servirão de ponto de partida para uma aproximação das pessoas com o Guaíba.

    5. LEGALIDADE – As volumetrias das edificações são previstas em leis, impedindo apenas o uso residencial da área já que a mesma não está protegida pelo sistema de diques da cidade. O projeto prevê o aumento do sistema de diques, protegendo futuras construções residenciais, as quais serão cruciais para o sucesso da região e da nova área pública. A lei, portanto, mostra-se ser inadequada e deve ser revisada, ainda mais quando trará benefícios à cidade.

    6. DISTÂNCIA DO GUAÍBA – Distante 50 metros do Guaíba, a área útil do empreendimento não se localiza na orla, mas próximo à ela. Os prédios ficarão de 60 a 90 metros distantes do lago. Para efeito de comparação, algumas edificações e suas distâncias do Guaíba: Museu Iberê Camargo – 35,00 m; Vila Assunção – residências a 24m do Guaíba; Ipanema/Av. Guaíba – residências a 37m do Guaíba.

    7. SOCIALMENTE CORRETO – Em porto Alegre, quem tem condições de usufruir da orla a partir de um espaço qualificado é a população mais abastada, que pode se associar aos clubes e ter residências junto ao Guaíba, ou até mesmo viajar para outras cidades litorâneas. O pobre tem que se “contentar” com ambientes degradados, sujos e mal cuidados, como a área que envolve o Gasômetro. Com o Pontal, os porto-alegrenses de todas as classes ganharão uma nova opção de lazer em grau inexistente na cidade.

    8. ALTURA DAS EDIFICAÇÕES – Apesar de estarem abaixo da altura dos prédios vizinhos já aprovados para o BarraShopping Sul (cerca de 24 pavimentos), as construções não serão altas a ponto de quebrar a harmonia da região. Gozando de um projeto arquitetônico cuja estética é aprazível, os prédios do Pontal irão criar um interessante ambiente urbano, formando um ponto turístico que Porto Alegre tanto necessita.

    9. VIZINHANÇA (CRISTAL) – Por não ser densamente habitada, não haverá significativo impacto no que diz respeito à iluminação natural e barreira física que impede a visão do Guaíba. Servindo de complemento ao Museu Iberê Camargo, fazendo a ligação entre este equipamento público e o novo shopping, o Pontal transformará positivamente a região, valorizando o Cristal e criando novos pontos de lazer, cultura e entretenimento para a cidade, criando emprego, renda e mostrando que a cidade tem potencial para turismo de qualidade. Muitos criticam que o projeto modificará o regime de ventos, mas não há nenhum estudo técnico feito por órgãos competentes que comprove isto.

    10. SISTEMA VIÁRIO – Criando uma nova via margeando o Guaíba e que servirá de opção para o acesso à Zona Sul, o Pontal do Estaleiro se propõe a minimizar ao máximo os problemas no sistema viário da região, este o qual já prejudicado por obras aprovadas em governos anteriores, como o BarraShopping Sul e as suas 4 torres.

  25. Que mania de perseguição..
    A mídia tem se mantido neutra mas SEMPRE puxando mais pro lado das pessoas contra o projeto. Só mostrando as pessoas que estão contra..
    Estive na Câmara junto ao coro das pessoas que querem uma cidade mais desenvolvida a favor do projeto. Mas na mídia, no outro dia, só deram destaque para as pessoas que estavam contra o projeto.

  26. 10 motivos que levam o MOVE-POA a apoiar o projeto do Pontal do Estaleiro:

    1. ACESSO LIVRE À ORLA – Transformando uma área privada abandonada há duas décadas em um ambiente público qualificado servido por bares, restaurantes, ciclovia, píer e marina pública, estacionamento público, tudo com segurança 24 horas e na beira do Guaíba, criando mais uma área verde pública, porém única na cidade, com acesso livre total e irrestrito a qualquer cidadão. Única área pública qualificada que aproxima os porto-alegrenses do Guaíba e que proporciona aos moradores do cristal um acesso livre à orla.

    2. URBANISMO – Conforme dita o melhor do urbanismo contemporâneo, a região será desenvolvida a partir do uso misto (comercial/residencial/serviços), este o qual é crucial para manter viva e atraente a zona. Com pessoas morando, trabalhando e convivendo, o local será mais seguro, movimentado e interessante, atraindo pessoas de outras regiões da cidade e da Região Metropolitana. Se na área do Estaleiro Só fosse construído um único parque público, a Prefeitura teria que gastar dezenas de milhões de Reais para criar um espaço que será pouco freqüentado, provavelmente sem segurança e disposto a se degradar com o tempo, vide outros exemplos pela cidade.

    3. MEIO AMBIENTE – Partindo do conceito Green building, o projeto se propõe a ser vanguardista, resolvendo sozinho as questões hidro-sanitárias (através do total tratamento de esgotos e reaproveitamento da água das chuvas), energéticas (com previsão de captação de energia solar), ecológicas (criando uma nova área verde pública, preservando a vegetação arbórea e ciliar existente). Único investimento privado de Porto Alegre que destina parte do investimento para o interesse ambiental.

    4. ECONOMICAMENTE VIÁVEL – Partindo do investimento privado, o projeto criará novas vias e áreas públicas, que posteriormente serão doadas à Prefeitura. Áreas as quais terão tratamento paisagístico muito superior à média da cidade, fazendo com que o meio público não precise investir milhões na criação de novas áreas verdes públicas qualificadas junto à orla. O único empreendimento privado de grande porte que se propõe a criar novas áreas públicas qualificadas junto à orla que servirão de ponto de partida para uma aproximação das pessoas com o Guaíba.

    5. LEGALIDADE – As volumetrias das edificações são previstas em leis, impedindo apenas o uso residencial da área já que a mesma não está protegida pelo sistema de diques da cidade. O projeto prevê o aumento do sistema de diques, protegendo futuras construções residenciais, as quais serão cruciais para o sucesso da região e da nova área pública. A lei, portanto, mostra-se ser inadequada e deve ser revisada, ainda mais quando trará benefícios à cidade.

    6. DISTÂNCIA DO GUAÍBA – Distante 50 metros do Guaíba, a área útil do empreendimento não se localiza na orla, mas próximo à ela. Os prédios ficarão de 60 a 90 metros distantes do lago. Para efeito de comparação, algumas edificações e suas distâncias do Guaíba: Museu Iberê Camargo – 35,00 m; Vila Assunção – residências a 24m do Guaíba; Ipanema/Av. Guaíba – residências a 37m do Guaíba.

    7. SOCIALMENTE CORRETO – Em porto Alegre, quem tem condições de usufruir da orla a partir de um espaço qualificado é a população mais abastada, que pode se associar aos clubes e ter residências junto ao Guaíba, ou até mesmo viajar para outras cidades litorâneas. O pobre tem que se “contentar” com ambientes degradados, sujos e mal cuidados, como a área que envolve o Gasômetro. Com o Pontal, os porto-alegrenses de todas as classes ganharão uma nova opção de lazer em grau inexistente na cidade.

    8. ALTURA DAS EDIFICAÇÕES – Apesar de estarem abaixo da altura dos prédios vizinhos já aprovados para o BarraShopping Sul (cerca de 24 pavimentos), as construções não serão altas a ponto de quebrar a harmonia da região. Gozando de um projeto arquitetônico cuja estética é aprazível, os prédios do Pontal irão criar um interessante ambiente urbano, formando um ponto turístico que Porto Alegre tanto necessita.

    9. VIZINHANÇA (CRISTAL) – Por não ser densamente habitada, não haverá significativo impacto no que diz respeito à iluminação natural e barreira física que impede a visão do Guaíba. Servindo de complemento ao Museu Iberê Camargo, fazendo a ligação entre este equipamento público e o novo shopping, o Pontal transformará positivamente a região, valorizando o Cristal e criando novos pontos de lazer, cultura e entretenimento para a cidade, criando emprego, renda e mostrando que a cidade tem potencial para turismo de qualidade. Muitos criticam que o projeto modificará o regime de ventos, mas não há nenhum estudo técnico feito por órgãos competentes que comprove isto.

    10. SISTEMA VIÁRIO – Criando uma nova via margeando o Guaíba e que servirá de opção para o acesso à Zona Sul, o Pontal do Estaleiro se propõe a minimizar ao máximo os problemas no sistema viário da região, este o qual já prejudicado por obras aprovadas em governos anteriores, como o BarraShopping Sul e as suas 4 torres.

  27. Muitas pessoas aqui defendendo atrasos em Porto Alegre. O Poder Público não executa, não realiza, não faz. Um parque ali? Para quê? Para ser frequentado por marginais e estupradores como o Parque Marinha do Brasil? Como o tenebroso Parque da Harmonia? Porto Alegre me decepciona muito nesse aspecto, pois é uma cidade provincíana onde esse dualísmo acaba acarretando num só grande perdedor: A própria Porto Alegre. Porque essas mesmas pessoas que se mobilizam contra projetos grandiosos não se mobilizam em prol da revitalização do centro? Porque essas mesmas pessoas não se mobilizam contra a ocupação nos morros de Porto Alegre? E o estado lastimável dos corredores de ônibus de Porto Alegre, porque ninguém aqui toma partido? Querem atraso, partidarimo, burocracia e carroças? Sinceramente: Vão pra Cuba. Porto Alegre precisa crescer, precisa voltar as ser a melhor cidade do Brasil. Sou completamente a favor desse projeto, que sem dúvidas irá alavancar o turísmo na cidade, além de aproveitar uma orla totalmente jogada as traças e inutilizada (além de mal frequentada).

  28. Anderson:
    Publiquei teu segundo comentário só para que não apareçam “democratas” bradando “contra a censura”, visto que ele é EXATAMENTE IGUAL ao do MOVE-POA.

    Eduardo:
    “Vai para Cuba”? Se a solução para essas questões fosse mandar quem é contra ou a favor de algo embora, eu não postaria nada em relação ao Pontal: simplesmente mandaria os defensores do projeto irem embora para alguma das cidades que eles tanto citam. E não quero ir embora para Cuba: detesto verão, e lá faz calor o ano inteiro.
    Se acompanhas o blog, sabes que tenho criticado muito o transporte coletivo em Porto Alegre, que piorou muito nos últimos anos.
    “Querem atraso, partidarimo, burocracia e carroças”. Só o uso da expressão “partidarismo” já mostra quem está “partidarizando” a discussão…

  29. Bueno, vamos lá: o Pontal do Estaleiro não deveria ser tema de controvérsia, afinal, em qualquer parte do mundo (exceto em Cuba e quizá na Coréia do Norte),. uma obra desse nível não seria aceita. Precisamos qualificar os espaços sub utilizados da bela cidade de Porto Alegre. Porto Alegre é uma bela cidade, mas poderia ser linda, se a população desleixada da nossa bela metrópole cuidasse mais dos espaços. Volto a frisar: O poder público é inútil, não fará pela cidade, e não adianta cometer os mesmos erros. Vocês apreciam o Gasômetro, ali, junto a Orla? Pois bem, eu acho a orla muito mal aproveitada. Inclusive todos os espaços junto ao Cais do Porto e ao Gasômetro não operam com 1% do seu potencial. Porto Alegre é como uma linda modelo, vestida como um mendigo! Isso é inadmissível! Já não basta ver as praças sucateadas e marginalizadas da cidade, uma orla abandonada a deus dará, ainda nos damos ao luxo de rejeitar projetos maravilhosos como este? Sinceramente, é uma burrice sem tamanho os argumentos usados por vocês que são contrários ao projeto. Em tempo:, não tenho qualquer vínculo partidário, apenas amo Porto Alegre e quero ver essa bela cidade aproveitar o imenso potencial que tem. O belvede do morro Santa Tereza é outro local completamente abandonado. Porque vocês, que “lutam” por Porto Alegre não protestam em pról do aproveitamente do Belvede? Favela nos morros pode. Favela na orla pode. E emprendimentos e turismo (empregos) não podem? Isso é um atraso.

  30. Eduardo:
    Levarei a idéia de se revitalizar o belvedere do morro Santa Tereza aos movimentos, também acho aquele local belíssimo, mas que está abandonado.
    E quanto ao Centro (que citaste em comentário anterior), tem vários movimentos que lutam pela revitalização. Eu também quero um Centro melhor, é a região da cidade que eu mais gosto, sem contar que prefiro muito mais comprar qualquer coisa no Centro do que em shopping.
    Tem um post do Marcelo Träsel no blog A Nova Corja, em que ele critica o projeto. Detalhe: ele não é “comunista” – rótulo que os defensores do projeto aplicam aos opositores – e se diz abertamente favorável ao capitalismo, mas não vê nenhum motivo para se encher a orla de prédios altos, considerando que não falta espaço no restante da cidade para eles.
    Assim como tu, também acho que Porto Alegre tem um baita potencial turístico, que é mal aproveitado – o belvedere do morro é um exemplo. Assim como a orla. Mas não acho que seja preciso encher de edifícios aquela área. Será que um parque não é suficiente, mesmo a área sendo privada? Pois o Parque Germânia, se não me engano, é área privada… Me corrige se eu estiver errado.
    É só instalar vários bares no parque proposto, para tomarmos uma cervejinha à beira do Guaíba com a vista belíssima que se tem ali.

    Abraços

  31. Rodrigo: Veja bem, não gosto de prédios altos nas imediações do Guaíba. Também acho um abuso a especulação imobiliária no interior de bairros como o Petrópolis..acho inclusive, que o plano diretor deveria incentivar a construção de grandes prédios somente em determinados pontos (como a av: Carlos Gomes, as imediações do centro na Praia de Belas e deu). Os edificios em geral, creio que ficariam de bom tamanho de fossem construídos juntos as grandes avenidas (que estão sucateadas), como a Protásio, a Assis Brasil, a própria Bento, etc. Criando assim,.corredores de comércio, moradia e estrutura qualificada. No interior dos bairros, eu voto em pról das casas e da arborização abundante, com muitas praças e muito verde. Eu sou totalmente contrário a construção de edificios na zona sul da cidade, acho que ela deve ser qualificada e preservada. Voto pela melhora e aproveitamente da Orla do Guaíba, com locais que a população de bem possa frequentar durante o dia e a noite. Com atrações, bares, restaurantes de nível, atendendo a vocação turística de Porto Alegre, que é sem dúvidas, umas das cidades mais belas desse país. Eu jamais me importaria se o Pontal do Estaleiro fosse arrumado como o Parcão, por exemplo. Mas tomo como base os fracassos dos parques localizados junto a orla do Guaíba, como o Harmonia e o próprio Marinha. Também creio, que a qualificação do centro de Porto Alegre, passa por uma intensa transformação da região que compreende a rodoviária e o mercado público. Uma cidade como POA, não pode mais aceitar uma rodoviária defasada, ultrapassada e mal localizada como aquela. A região do centro de interesse histórico, deve ser preservada e organizada (já estamos vendo tratativas nesse sentido). Já a região do centro próxima a onde fica o atual camelódromo, não possui valor histórico, apenas prédios velhos e encardidos. Porto Alegre deveria estimular grandes empreendimentos da iniciativa privada nessa região, concentrando lá,.um novo centro financeiro para a cidade. Isso é possível, é viável,e perfeitamente cabível. Quanto ao Parque Germânia, sim, este é privado. E vem dando certo. O ideal é a parceria privada e pública na busca para as soluções da cidade.

    Abraço

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