LIBERTADORES 1983 – 25 ANOS

Quando que seu time foi campeão da Libertadores pela primeira vez? O meu foi em 1983, enquanto o time do meu irmão demorou mais 23 anos (enquanto isso, o meu time ganhou de novo!).

Além disso, quando o Grêmio ganhou a Libertadores pela primeira vez eu tinha 1 ano e 10 meses. Já quando o time da beira do Guaíba foi campeão pela primeira (e única) vez o meu irmão tinha 21 anos e 3 meses.

Ou seja: esperei 19 anos e 7 meses a menos para que meu time fosse campeão da América…

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16 respostas em “LIBERTADORES 1983 – 25 ANOS

  1. Fala sério camarada! Vcs nem tinham atravessado Torres e o Colorado já era Tri-campeão do Brasil, algo q até hoje (QUASE 30 anos e vcs ñ buscaram)!
    Vcs ganharam a Libertadores qdo ñ se podia ser campeão do Mundo! Nós ganhamos no momento certo! Agora ficam nessa esquizofrenia toda de querer igualar o finado Intercontinental ao Mundial! Ridículo! Seria como se alguém quisesse nivelar a Taça Brasil ao Brasileirão!
    Outra: eu VI meu time ser campeão do MUNDO, tu não viu o teu ganhar o Intercontinental!
    Nem vou falar na Segundona para não humilhar!

    Abraços de um Tríplice Campeão reconhecido pelas instituições futebolísticas internacionais!

  2. Mais: ganhamos o MUNDIAL de um time q qq moleque de 6 anos conhece!
    Vcs mesmo reconhecem q o Hamburguer, ops é HamburGO foi uma zebra e tem de apresentar essa potência aos mais jovens! Aliás diz aí o nome de um cracão do Hamburguer, ops errei de novo é HamburGO, na época!

  3. A propósito: tô sabendo q estão distribuindo quites com réplicas. Está escrito FIFA na taça ou é Toyota? Ah… e vem os boletos q deixaram o Grêmio loucão para ganhar do Hamburguer? Aqueles q o Caju denunciou sabe?

  4. Respondendo tudo de uma vez ao Jorge:
    1. Vi meu time ser Campeão Mundial sim! Minha mãe me levou para a frente da TV naquela madrugada histórica de 11 de dezembro de 1983. Tanto pela Libertadores como pelo Mundial, esperei menos tempo do que vocês.
    2. Foi Série B, o adversário era o Náutico, mas ganhar um jogo com 3 a menos em campo (depois de ter dois pênaltis contra)… Duvido que vocês conseguissem! Se cagariam na hora!
    3. Estranho que vocês tentam diminuir o nosso Mundial porque ele não foi organizado pela PIFA (que só decidiu assumir o Mundial* quando viu que era uma boa chance de LUCRAR – dinheiro acima de tudo!), mas adoram falar dessa tal tríplice coroa… Na teoria (colorada), o São Paulo conquistou essa tríplice coroa, pois ganhou a Libertadores e o Mundial em 1993, e a Recopa em 1994. Tenho dois amigos são-paulinos, e nunca vi eles se gabarem por isso! Sem contar que o Cruzeiro ganhou o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileirão em 2003, e passou a se considerar detentor da tríplice coroa. Assim como em 1992 eu ganhei três torneios de botão, logo, conquistei a tríplice coroa de botão! Não fosse o Inter e sua fábrica de besteiras, eu jamais lembraria que tenho tamanha façanha…
    4. Em 1983 os clubes ainda não tinham a dinheirama de hoje em dia. O Hamburgo tinha como seu destaque Felix Magath, titular da seleção alemã e que havia disputado a Copa do Mundo de 1982, na qual a Alemanha foi vice-campeã. E se o Hamburgo foi zebra, o Inter foi ainda mais – prova disso é que três meses depois de ganhar o Mundial, foi eliminado do Gauchão (na primeira fase!). Ou vai me dizer que o Veranópolis é melhor que o Barcelona?
    5. Nas réplicas deve estar escrito CONMEBOL, pois é réplica da Libertadores. Pra ver como vocês entendem das coisas… As réplicas do Mundial devem vir em dezembro.
    6. Sei lá que boletos são esses. Vocês inventam tanta coisa, que isso só pode ser mais um exclusivo produto da Fábrica de Besteiras da Padre Cacique!
    Para encerrar: se vocês querem ser paus-mandados (e baba-ovos) da PIFA, tudo bem… Mas no meu coração (e nos de milhões de gremistas), ela não manda porra nenhuma!

    * E isso se deu em 2005, pois aquele torneio de verão promovido em janeiro de 2000 não foi Mundial. O time do Manchester United estava mais interessado em pegar uma praia em Copacabana do que em jogar futebol… O Corinthians jamais foi campeão da Libertadores (deveriam ter “convidado” um clube que já tivesse sido campeão, mas entendo a lógica: era preciso ter um “representante do país-sede”, e o Corinthians foi campeão brasileiro em 1999). Mas o Vasco foi campeão da Libertadores de 1998, não de 1999. Chamaram o Vasco só para ter um time do Rio para jogar no Maracanã e um de São Paulo para jogar no Morumbi, pois se fizessem como devia ser (chamar o campeão da Libertadores de 1999, ou seja, o Palmeiras), os jogos no Rio seriam um fracasso de público. Dinheiro acima de tudo, esse é o lema da PIFA.

  5. 1. Tu viu teu time ser Campeão INTERCONTINENTAL! Campeão do MUNDO é o Colorado! E esse tu viu tb! Jogo entre 2 continentes apenas ñ é Mundial! Senão Rio-SP é Brasileirão!

    2. Os únicos cagados foram vcs q cairam DUAS vezes sendo q na primeira nem a mãozinha do Renato Fanfarrão evitou o fiasco! NUNCA nos cagamos, escapamos TRÊS vezes de cair na última rodada, nem o Palmeiras do Felipão e nem o Corinthians do Neto em pleno Pacaembu nos deixou cagados! Cagada foi a forma q vcs saíram da Segundona (uma com a ajuda da CBF e outra naquele sufoco contra aquela potência de time – enqto isso Palmeiras, Botafogo, Atlético/MG e ao q tudo indica o Corinthians voltaram sem se cagar).

    3. E quem pode organizar um Mundial senão a FIFA? Nem os ideológos do torneio anterior o chamavam de Mundial. SEMPRE foi Intercontinental!
    E era só o q faltava: aqueles q dão status de Mundial à Segundona achar o cúmulo eu exaltar a minha Tríplice Coroa internacional! Olha o senso do ridículo camarada!

    4. Ah o Hamburgo tinha como destaque o “conhecido” das atuais gerações Felix Magath? Agora lista aí os destaques do Barça!
    Bah q fiasco ser eliminado do Gauchão na primeira fase né? Será q é pior do q ser rebaixado? Ah e quem disse q o Vera era melhor do q o Barça foi tu em outra conversa comigo!

    5. E o q vai vir escrito na réplica do “Mundial” de vcs? FIFA? Ou Toyota?

    6. Bah tu ñ conhece a História dos boletos? Ñ foi inventada pelos colorados, foi o próprio PC Caju q revelou isso recentemente em um livro!

    Ñ se trata de ser baba-ovo da FIFA! Acontece q só ela pode organizar um torneio e chamá-lo de Mundial! Senão qq um organizaria um campeonato e chamaria de Mundial! E vcs sabem disso! Mas como arrotaram grandeza a vida inteira por causa do Intercontinental (bom chegam ao cúmulo de arrotar grandeza da Segundona…KKK) ñ vão dar o braço a torcer! E nem poderia ser diferente afinal o senso do ridículo passa longe da Azenha! Dizer o q de um clube q cai DUAS vezes e ainda se diz imortal? Patologia pura!

    * Se o suposto desinteresse dos clubes influi na denominação da competição o q dizer do finado Intercontinental onde nos anos 70 em 5 vezes os europeus mandaram o vice? E em 2 anos sequer aconteceu pq nem o vice quis jogar? E tu sabia q o Athletico de Madrid ganhou o Intercontinental sem ser campeão europeu? E a França e a Argentina q ganharam as Copas sem passar por eliminatórias são campeãs fajutas?
    Camarada vc pode discordar do regulamento e até das formas de ingresso e achar assim ou assado “mais certo” mas ñ pode por isso deslegitimar competições oficiais, isso é ridículo! Ñ nego interesses econômicos afinal estamos no capitalismo (infelizmente!).
    O Palmeiras jogaria o Mundial em 2001 na Espanha, tu já viu a tabela? Por falta de patrocínio ele ñ aconteceu mas a tabela vc pode descolar na internet!

  6. 1. Campeão do Mundo é o Milan, que ganhou a última edição… O Inter foi, assim como o Grêmio.
    2. Foi muito suspeito aquele timinho de vocês ganhar de 2 a 0 de um time que não perdia pra ninguém em casa, na última rodada de 2002…
    3. A PIFA quer é dinheiro, tá cagando e andando pro futebol.
    4. Quais são os destaques do Veranópolis?
    5. Pouco me importa o que venha impresso na réplica, a PIFA não manda no meu coração.
    6. Não conheço mesmo, enquanto não ver esse livro, acreditarei que é mais uma invenção da Fábrica de Besteiras da Padre Cacique.
    França e Argentina: na Copa de 1998, a melhor seleção disparada foi a Holanda (mas a França era o país sede, que segundo o regulamento não precisava participar das eliminatórias – não foi convidada sem levar em conta critério algum); já a Argentina em 1978 ganhou na base da roubalheira (vai apoiar a ditadura que matou 30 mil pessoas, meu amigo?), a melhor equipe naquela Copa foi, de novo, a Holanda.
    O que legitima ou não algo não é um selo, e sim o reconhecimento por parte da sociedade. Quem disse isso não fui eu, mas sim Pierre Bourdieu, um dos maiores sociólogos de todos os tempos. E a maior parte das pessoas diz que Mundial já existia antes da PIFA. E aí, a quem tu confere maior autoridade? Ao Bourdieu ou a um burocratazinho como o Joseph Blatter?
    O Palmeiras tinha que jogar o Mundial em 2000, não em 2001. Que várzea essa PIFA! E vocês ainda babam ovo dela!

  7. 1. O Inter É campeão do MUNDO. O título é reconhecido e ñ foi cassado! O Milan é o ATUAL!

    2. Foi suspeito tb qdo metemos 3 no Corinthians do Neto em SP com um timeco? E contra o Palmeiras do Felipão? Se cagou todo na argumentação hein camarada? KKK

    3. Ah claro quem é expert em futebol é a Toyota e ela ñ tá nem aí pra dim-dim né? Te faço a seguinte pergunta: quem é q pode organizar um campeonato no Brasil e chamá-lo de nacional? E qual seria a sua reação se as federações paulista e carioca fizessem um torneio só com seus clubes e chama-se de Brasilerão?

    4. Cadê os destaques do Barça camarada? Ah já sei: ñ ia caber no blog né? São tantos… KKK

    5. Bah! Agora ñ importa o q vem na réplica? Claro! Todo mundo sabe q é Toyota Cup! KKK

    6. Camarada qq pesquisa no Google te leva a essa informação! O Caju entregou tudo! Mas se quiser continuar tapando os olhos para a realidade…

    Camarada o mesmo critério q serviu para a França, etc; serviu para o Corinthians e vem sendo seguido e no futuro pode beneficiar até vcs! E aí se vcs entrar dessa maneira e ganhar vão se considerar campeões fajutos? Duvido!
    Ñ está em discussão aqui se o melhor era A ou B, se C ganhou roubado, etc. Estavámos falando de regulamento! E é equivocado dizer q o Corinthians foi convidado! Ele entrou por ser campeão do país sede! Convidados foram o Fluminense e o Flamengo nas últimas Copas do Brasil, ganharam dessa forma e ñ vi ninguém chamá-los de campeões fajutos! Pq? Tinha até Segundino torcendo pelo Renato Falastrão! Bem feito q deu LDU!

    Bah usar o Bordieu em futebol! Q apelação hein camarada? Mesmo assim pegando pelo Bordieu ainda assim o argumento de vcs vai para o vinagre uma vez q em geral a sociedade q considerou o Intercontinental como Mundial foi a brasileira e mesmo assim justiça seja feita: nem toda ela! O próprio Boca Jr explicou a diferença de ambos em seu site e ainda disse q era o “primeiro clube argentino a jogar o Mundial”. Olha o q está pintado no Estádio do Velez, sites de outros clubes! Vcs q gostam tanto de imitar os hermanos vacilam nesse quesito pq?

  8. Segue trecho da pág. 88 do livro “Dei a volta na vida”, biografia de Caju, e q fala q o Grêmio jogou locão contra o Hamburguer:

    “Na véspera do jogo, dois jogadores convocaram uma reunião com o supervisor mais o treinador. Rolou o papo de que iríamos decidir a final de um Mundial. Precisávamos tomar bolinha para ter um rendimento melhor. Eu reagi na hora: “Eu nunca tomei bola na minha vida. Vou jogar do mesmo jeito porque me preparei”. Não escondi que tinha começado a cheirar e estava bebendo. E ressaltei: “Agora estou limpo, não admito nenhum tipo de droga”. Meu discurso valeu pouco. A maioria do time tomou a droga e aquilo me deixou muito triste. (…) Guardei comigo, entalada a lembrança.”

  9. Usar Bourdieu não é apelação. Apelação é querer diminuir a conquista dos outros.
    Clica aqui e lê o que o site do Milan publicou no dia 16/12/2007. Creio que isso encerre a discussão sobre Mundiais.
    E quanto a esse livro do Caju… Quem garante que ele não inventou tal informação só para chamar a atenção e fazer seu livro vender mais?
    – – – – –
    Assim como existem colorados “pifados”, felizmente também existem os sensatos (que não são poucos como pode parecer, é que os “pifados” fazem muito mais barulho), que se preocupam mais em torcer por seu time do que em diminuir o rival. Claro que eles também secam o Grêmio, isso faz parte da rivalidade. Assim como eu seco muito o Inter mas não fico escrevendo que ele é um clube pequeno, apesar dos esforços de certos dirigentes e torcedores do próprio Inter em favor disso.
    Em 1961, o então presidente do Grêmio Rudi Armin Petry disse: “O Grêmio é grande devido à grandeza do Internacional”. E obviamente a recíproca é verdadeira.
    Pena que alguns “barulhentos” se esforcem tanto para tentar diminuir não só a grandeza do Grêmio, como do próprio Inter…

  10. Ninguém está diminuindo a conquista de vcs apenas está se dando o peso real q ela tem! Ou o Boca está diminuindo a sua conquista qdo fala q são diferentes?

    O q mais o Milan exaltou foi a questão de ser o clube com mais títulos internacionais no mundo. Aí se inclui tudo: desde o finado Intercontinental até os títulos europeus, inclusive dos torneios q ñ existem mais!

    E quem garante q o Caju está errado? Afinal ele mesmo confessa q curtia se chapar!

    A diferença aqui é q enqto eu apresento fatos e números o amigo argumenta com o coração! E com o coração se diz e se faz as maiores bobagens ignorando a razão e tapando os olhos para a realidade! Qdo a ficha cai e percebe-se os esquivocos aí já é tarde pq os micos foram grandes e sucessivos! Mas relaxa camarada pq um dia a poeira vai baixar e tu vai te dar conta!

    Ah vcs nunca diminuiram o rival né? Tadinhos são os paladinos da humildade (outra coisa q passa longe da Azenha junto com o senso do ridículo). Nunca disseram q o Colorado era Interregional, nunca cantaram “macaco nunca ganhou de ninguém!”? Acontece q agora vcs simplesmente ñ têm mais argumento para diminuir o Colorado! Vão nos dizer o q? Somos Tríplices internacionais (algo q vcs diziam q nunca ia acontecer) e sem a mancha do rebaixamento! Sempre disse aos Segundinos: título se conquista mas mancha nunca mais se apaga! Camarada tu ñ sabe como é bom ser Colorado!!!

  11. Textinho do ano passado:

    O Que Mais Dói Num Gremista
    Autor desconhecido

    Aquela placa luminosa em cima da tapera da Azenha “GRÊMIO – CAMPEÃO DO MUNDO”. Aquilo dói neles, gurizada. Eu sei porque convivo com gremistas e sei o que eles sentem. Eles sempre souberam que europeus e argentinos se denominam corretamente campeões intercontinentais. Eles sempre souberam que não eram campeões do MUNDO. Mas como nós não tínhamos o mesmo título, eles faziam o que toda a pessoa que não tem argumentos para rebater alegações em contrário fazem: desqualificavam o debatedor.

    Quis o detino que nos tornássemos campeões no Mundial FIFA.
    Agora eles sabem bem a diferença entre TOYOTA e MUNDO.

    Há pouco tempo um gremista me perguntou se eu era o tipo de COLORADO que achava que o Portoalegrense não era CAMPEÃO DO MUNDO. Eu não respondi. Apenas perguntei porque da dúvida. Disse que achava bobagem ele perder o sono por causa disso. Mas, no fim, disparei: “É fácil, é só fazer que nem o macaco imundo aqui. Ganha o Mundial FIFA que essa tua dúvida se dissipa.

    Mas tem outra coisa que também dói muito neles: a SEGUNDONA. São dois rebaixamentos. Duas lanternas. Uma virada de mesa.

    Na segunda vez, nem de SEGUNDONA chamavam mais. Era Série B, pra não ficar tão chato. Ganharam o jogo mais ridículo da história do futebol e o transformaram num feito épico, no melhor estilo de propaganda gremista.

    Mas o que mais dói neles é que o INTER nunca foi rebaixado. E esse nosso desempenho fraco no Brasileirão deixa eles com esperança. A maioria troca a vaga na Libertadores por um eventual rebaixamento colorado. E eles angustiados com isso, mais que nós. Bem mais que nós!

    Se eles forem para a Libertadores, vão arrotar grandeza, como sempre. Mas se o INTER não for rebaixado, e tenho fé de que isso não ocorrerá, por mais que eles arrotem grandeza no próximo verão, jamais se esqueçam, COLORADOS, tem muita coisa doendo na alma tricolor.

    Sabem de uma coisa: não temos do que nos queixar.

  12. O amigo fanfarrão não desiste, hein?
    Não sei nem quero saber como é ser colorado, pois ser gremista é bom demais!
    Eis um texto que li na internet (infelizmente esqueci o endereço), sobre o 26/11/2005 – apesar do autor dizer que não é um texto para colorados, indico a leitura ao amigo. Os grifos são meus.

    Dois anos.
    Por Silvio Pilau
    26/11/2007-07:49:13
    Hoje, completa-se dois anos da a maior façanha já realizada por um clube de futebol. Para homenagear, comecei a escrever um texto sobre o segundo aniversário da Batalha dos Aflitos, mas parei. Aquele foi um momento único e nada escrito hoje fará jus a toda emoção daqueles instantes. Por isso, preferi pegar o texto que escrevi na época e mostrar pra vocês. Aqui está a crônica apaixonada que redigi pouco após aquele duelo inigualável.
    ———
    Este texto não vai ter nexo. Não vai seguir uma ordem lógica ou ter um parágrafo encadeado no outro. Já estou me desculpando com antecedência porque talvez esta seja a primeira vez que escrevo com o coração ao invés do cérebro.
    Fosse aquela uma cena narrada em um livro ou passada em um filme, ninguém acreditaria. Espectadores sairiam no meio da projeção e leitores deixariam o texto de lado, provavelmente exclamando frases da seguinte natureza: “Até parece” ou “Isso é coisa de filme”. Fosse obra da mente de um gênio criativo, seria tomada como fantasiosa. Mas aconteceu de verdade. Eu vi acontecer, acompanhei todo e cada momento decisivo, e até agora ainda não acredito.
    O dia 26 de novembro de 2005 já entrou para a História do futebol. Foi a data em que o esporte mais amado do mundo deixou de ser apenas futebol e assumiu ares mitológicos, épicos, inspiradores. Foi o dia em que um clube de três cores do Sul do Brasil mostrou o que é ser grande. O dia em que, mais uma vez, como aconteceu diversas vezes ao longo dos mais de 100 anos de existência, o Grêmio fez o Brasil e o mundo se curvar à sua majestade.
    Talvez eu não tenha nada a acrescentar a tudo aquilo que já foi dito sobre a epopéia que foi Grêmio e Náutico. Pessoas muito mais talentosas que eu já expressaram suas opiniões. Mas me senti, sim, na obrigação, como gaúcho, como amante do futebol e, mais do que tudo, como gremista, de colocar à disposição de quem quiser ler estas minhas palavras.
    O que aconteceu sábado foi algo inexplicável. Palavras racionais jamais conseguirão descrever aquela partida de futebol. Foi o dia em que um dos maiores clubes do Brasil conquistou o título mais importante de toda a sua já vitoriosa trajetória. Sim, o mais importante. Não por ter sido o maior ou o que teve mais valor. Mas foi o mais importante por tudo o que o cercou.
    O lugar de um clube imenso como o Grêmio não é a segunda divisão. De alguma forma, os jogadores compreenderam isso. E compreenderam como nem mesmo os gremistas achavam que eles haviam compreendido. Há pouco tempo escrevi um texto xingando todos aqueles que faziam parte do Grêmio patético do ano passado e início deste ano. Todos os que não entendiam que faziam parte de um clube de futebol diferente de todos os outros.
    Pois sábado eu vi o Grêmio que me fez virar gremista. O Grêmio do sangue no rosto de De León, o Grêmio dos pontapés de Dinho, o Grêmio dos gols feios de Jardel, o Grêmio de Felipão, o Grêmio da paixão de Paulo Sant’Ana, o Grêmio da veneração de Eduardo Bueno. E, mais do que tudo, vi o Grêmio de toda a nação que usa as três cores como uma segunda pele.
    O time do Grêmio que viajou até o nordeste para a Batalha dos Aflitos (nunca o nome de um estádio foi tão apropriado) não tem grande qualidade futebolística. Um ou outro talento desponta ali naquele grupo. Mas poucas vezes em toda a minha vida senti tanto orgulho vendo um time de futebol. A revolta contra as marcações absurdas do árbitro demonstra a diferença entre o Tricolor e o outro de Porto Alegre. Entre o Tricolor e qualquer outro time, para falar a verdade. Os sete bravos guerreiros restantes impedindo o árbitro de se dirigir à marca do pênalti foi uma das cenas mais lindas que já vi em toda a minha vida.
    Foi inspirador de ver. Dizem que quanto maior a dor, maior o alívio que a segue. Pois foi exatamente isso que aconteceu no sábado. Nunca sofri tanto assistindo a um jogo de futebol. A corrida do lateral esquerdo Ademar em direção à bola, na cobrança do segundo pênalti do Náutico, foi um dos piores momentos da minha existência. O tempo se suspendeu. Nada mais existia. Entrei em alguma outra dimensão por aqueles poucos segundos. Sentia-me diante de um pelotão de fuzilamento. Com as armas todas apontadas para mim. E o apito do juiz foi o grito de “fogo!”. Mesmo escrevendo essas palavras, tempo depois e já sabendo do final, sinto um nó na barriga. Sinto meus órgãos parando de funcionar.
    Mas as armas falharam. O tiro saiu pela culatra. A defesa do herói, do santo, do soldado, da barreira, do ícone, do messias Galatto foi algo extraordinário. Uma canela. Jamais declarei meu amor por uma canela, mas eu amo a canela do Galatto. Façam uma estátua da canela do Galatto. Aquela canela que mostrou ao mundo o tamanho do Grêmio. A canela que disse ao mundo o que passava na cabeça dos jogadores naquele momento: “Nós não podemos perder esse jogo! Nós não vamos perder esse jogo!”.
    Foi assim que deixaram de existir sete jogadores. Ali, naquele estádio, longe de sua terra natal, os atletas tornaram-se sete profetas de uma religião. Uma religião liderada por um moleque abusado de 17 anos e um goleiro iluminado. Uma religião que foi buscar novos seguidores longe de seu templo. Longe de seus maiores fiéis. E conseguiu.
    Ao deitar a cabeça no travesseiro na noite de sexta para sábado, nenhum gremista duvidava da classificação. Mas, garanto, nenhum fazia idéia de como ela seria conquistada. A comemoração, a loucura furiosamente maravilhosa que assomou as ruas de Porto Alegre durante o final de semana não foi pelo título. Era obrigação de um clube como o Grêmio vencer este título. A euforia veio pela forma como ela foi conquistada. Pela forma sobrenatural, milagrosa, inacreditável.
    O que aconteceu em Pernambuco só acontece com quem nasceu para feitos grandiosos. Mesmo aquele que talvez seja o título com menos valor da história do Grêmio foi conquistado de forma épica, inesquecível. Os eventos do dia 26 de novembro de 2005 jamais haviam ocorrido antes e jamais irão ocorrer depois. Foi algo único. Como o Grêmio.
    Por isso, este texto não é para colorados. Talvez eu devesse ter escrito isso no início. Se algum colorado está lendo isso, pare agora e tente apagar estas palavras da mente. Este texto é para gremistas. Para aqueles que sabem celebrar o sofrimento. Para aqueles que conhecem a sensação inigualável de torcer para algo que é mais que um time, que é algo maior do que a vida. Para aqueles que já experimentaram o prazer de calar 100 mil pessoas no Maracanã e fazer 60 mil corintianos saírem de cabeça baixa do Morumbi. E para quem riu por último da cara dos torcedores do Náutico, que comemoravam com antecedência um título que estava escrito nas estrelas que seria do Grêmio. É um texto para quem sabe que acordou, domingo de manhã, uma pessoa completamente diferente após o ritual de purificação do sábado.
    Pouco antes da cobrança do segundo pênalti, perguntei a mim mesmo: “Por que eu gosto de futebol? Por que passar por tanto sofrimento por algo que, na verdade, em nada se relaciona comigo?” Dois minutos depois, agradecia a quem quer que fosse por ser viciado neste esporte. E, mais importante, por ser gremista.
    Porque ser gremista é isso. É sofrer, é chorar de tristeza, é quase falecer, mas é também celebrar, é vibrar, é não conseguir compreender como outros conseguem torcer para times diferentes. É ir do mais profundo desespero à sensação plena de felicidade em alguns segundos. É fazer parte de algo que é difícil de colocar em palavras. É simplesmente ser gremista.
    Foi uma batalha inigualável, indescritível e inacreditável. A Batalha dos Aflitos. Uma partida monumental. Como foi, é e sempre será o Grêmio.

  13. Camarada eu já conhecia essa verdadeira pérola! E é aí q eu estou te alertando de novo! Olha o q faz uma criatura apaixonada: chega ao cúmulo do ridículo de dizer q a maior façanha de um clube é se cagar todo para ganhar de um timeco na Série B e voltar a Série A! Se é a maior façanha de um clube então volta pra lá e faz mais umas Batalhas dos Afritos! E tb ñ fique ofendido qdo chamarem teu time de Segundino! Ah e peça uma réplica da taça desse título invejável!

    As tais circunstâncias do jogo só comprovam o q já te disse em outra oportunidade: só mostram o qto o Náutico era um timeco (aliás só timeco joga Série B) pois um time q joga em casa erra 2 pênaltis e perde pra sete é o q? E contra esse timeco vcs se cagaram para ganhar e voltar a Série A!

    Épico é chegar na última rodada com o pé no inferno, enfrentar clubes fortes, vencê-los sem se cagar e fugir do inferno salvando a honra de toda a História do clube! Pena q o camarada ñ sabe o q é isso pq nunca teve essa sensação afinal teu time ñ sobreviveu as quedas! E ainda se diz imortal! KKK

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