Um mês inexistente

No calendário, o tempo passou. Desde 9 de abril, já temos 26 dias. Que serão 31 no próximo sábado, dia 10 de maio, quando o Grêmio entrar em campo no Morumbi diante do atual bicampeão brasileiro, o São Paulo.

Mas, para o Grêmio, é como se não tivesse existido este período. Foi exatamente o que disse o Guga Türck: um mês jogado no lixo. Quando André Krieger assumiu o futebol tricolor, 10 em cada 10 gremistas esperavam mudanças, depois de duas eliminações seguidas dentro do Olímpico: no dia 6 de abril, derrota para a ex-filial* Juventude quando o empate servia para seguir adiante no Gauchão; e no dia 9, adeus à Copa do Brasil diante do Atlético-GO. Aquela semana foi tão terrível que me desanimou a ponto de passar mais de 20 dias sem sequer tocar no assunto “futebol” aqui no Cão.

Porém, para a incredulidade dos gremistas, optou-se pelo “mudar não mudando”, filosofia do nosso rival há 10 anos atrás – e que por isso esperou até 2006 para ganhar um título de verdade. Quando decidiu-se pela permanência de Celso Roth, na hora previ: ou a direção o manterá com convicção e defendendo-o da enxurrada de críticas em caso de mau começo no Campeonato Brasileiro, ou o demitirá caso o Grêmio comece mal, fazendo com que um mês de preparação para o Brasileirão não tenha servido para nada.

Pois se é para mandar embora Celso Roth, era melhor tê-lo feito logo após a eliminação da Copa do Brasil: o treinador que assumisse teria um mês para preparar o time. Quem quer que assuma agora – caso Roth seja realmente demitido – precisará fazer ajustes com o Brasileirão em andamento, o que nunca é simples. Porém, caso Roth fique, terá de lidar com uma alta rejeição da torcida, o que também não é fácil.

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* Perco qualquer coisa, menos a piada: precisando de dinheiro, o Grêmio vendeu sua filial ao Internacional. Prova disso é que em 2008 o Juventude detonou o Grêmio e na “hora H” abriu as pernas para o Inter.

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2 respostas em “Um mês inexistente

  1. Também fiquei surpreso com a não-saída do Roth. Acho que não havia necessidade de começar uma ‘caça às bruxas’ – até porque, no papel, o time não é ruim -, nem a filosofia ‘mudar por mudar’ que atingiu a seleção pós-copa 2006, mas depois do técnico provar TRES VEZES SEGUIDAS sua incompetência, manter ele no cargo é no mínimo incoerência.

  2. Pingback: Acreditem se quiser « Cão Uivador

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