Os impostos no Brasil

Muitos comemoram o fim da CPMF. É a alegria da turma do “Chega de tanto imposto”. Daqueles que sonham com um mundo sem impostos.

Porém, se não fossem os impostos, eles não teriam estradas para andarem – sozinhos, é claro! – com seus carros. Não teriam universidade pública para estudarem: há alunos na UFRGS que poderiam muito bem pagar as mensalidades que as universidades privadas cobram, mas preferem a pública por que é “de graça”. Não percebem que são os impostos pagos por todo os brasileiros que sustentam as universidades e todos os outros serviços públicos: não existe nada “de graça”, exceto o ar que respiramos – por enquanto…

É preciso que o dinheiro arrecadado com os impostos (que é uma grande quantia) seja totalmente investido em melhorias para a população, que o desvio e a sonegação sejam combatidos. E as melhorias devem ser para todos, não só para alguns: são necessárias mais verbas para as universidades públicas, mas ainda mais para o ensino fundamental e médio, já que em geral as escolas estão caindo aos pedaços. Deve-se dar prioridade a quem mais precisa.

Claro que podem ser feitos cortes na carga tributária. Mas que se corte um imposto significativo, não a irrisória CPMF, que aliás, é um dos raríssimos impostos “insonegáveis” no Brasil. Pois 0,38% sobre movimentações financeiras é uma taxa baixíssima: equivale a pagar 38 centavos de imposto por cada 100 reais movimentados! O que aumenta o custo de vida são outros impostos, a CPMF faz uma diferença ridícula. Como disse o Guga Türck, do Alma da Geral, “38 centavos a cada centena de real só vai se fazer enxergar por quem movimenta milhões”.

Leia também o post do Hélio Paz, no Palanque do Blackão, em que ele fala sobre os impostos no Brasil que são, sim, revertidos para a população. E lembra que nos Estados Unidos, o governo não dá a mínima para 141 milhões de pessoas que não têm condições de pagar por planos de saúde, enquanto mais de 176 milhões de brasileiros têm direito ao SUS.

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3 comentários sobre “Os impostos no Brasil

  1. “38 centavos a cada centena de real só vai se fazer enxergar por quem movimenta milhões”.

    É exatamente por isso que a saga da CPMF teve tanta repercussão. É o mesmo princípio do “caos aéreo”.

  2. Rodrigo;

    Tu esqueceste de dizer que os impostos, inclusive a CPMF, recai sobre os preços dos produtos, afeando a vida da população, inclusive, e principalmente, a dos mais pobres

    E se R$0,38 não é muito para ti é porque, tenho certeza, tua renda é maior que R$100,00.

    Abraço.

  3. Concordo perfeitamente com a cobrança de imopostos desde que os mesmos revertam em benefícios para a sociedade que os paga, e isoo não é tão evidente assim.
    O SUS está cambaleante, gente morre em filas de atendimento os hospitais estão em franco estado de deteriozação.
    Entretanto nossos políticos de polichinelo ganham salários obscenamento altos além das mordomias, a segurança pública é um caos…de fato o Brazil é um país crónicamente inviável e sempre será um país do futuro, mas jamais do presente.

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