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Avenida Independência: tranqueira e perigo

Agora há pouco, uma criança foi atropelada por um lotação na Avenida Independência, esquina com a Rua Dr. Barros Cassal.

Pode até parecer exagero, mas essa esquina (assim como a própria avenida) é muito perigosa para os pedestres. Pois em geral as pessoas olham apenas para um dos lados – o sentido dos carros – e esquecem que no contrário há um corredor de ônibus.

Nunca cheguei a presenciar um atropelamento, mas já vi vários “quase”, em que a pessoa começa a atravessar ao perceber que os carros estão longe – ou, o que é mais freqüente, que trancou tudo e dá para passar entre os veículos – e recua ao ouvir a buzina de um ônibus ou de um lotação. E ambos, em geral, transitam em velocidade superior ao adequado para uma faixa junto à calçada – que, aliás, é bastante estreita em vários trechos.

Outra esquina temível é a da Avenida Cristóvão Colombo com a Rua Garibaldi, próxima à anterior que citei. Há um semáforo destinado aos veículos que dobrarão à esquerda, da Cristóvão para a Garibaldi. Quando ele fecha, o sinal fica verde para os ônibus que circulam no sentido contrário, pelo corredor. Muitas pessoas já vão atravessando a Cristóvão ao ver um carro parado sem saber que o sinal só fechou para os que pretendem dobrar à esquerda. Uma vez, literalmente, salvei uma senhora de ser atropelada por um ônibus: dois carros que dobrariam à esquerda pararam, e ela começou a atravessar sem olhar para o outro lado, do qual vinha o coletivo.

Pode faltar educação para o trânsito (afinal, é noção básica de segurança olhar para os dois lados antes de atravessar, pouco importando que a via seja de sentido único, pois nunca se sabe quando virá um louco na contramão), mas deveria se fazer o máximo para proteger o mais fraco – ou seja, o pedestre – na verdadeira guerra que é o trânsito de Porto Alegre. Seja com melhor sinalização, seja com medidas para reduzir a velocidade dos veículos que vão desde simples redutores até a multa (e eu acho que é preciso multar mesmo, se querem acabar com a “fúria arrecadatória” que não desrespeitem as leis de trânsito).

Porém, como mostra o documentário “Sociedade do Automóvel”, tudo nas grandes cidades é feito para favorecer os carros…

  1. 25/04/2009 às 01:16 | #1

    A da Garibaldi é complicada, mesmo, até pra quem olha pra todos os lados, tem bastante movimento ali. E na real eu nunca entendi direito como funciona aquela sinaleira…

    Já o trânsito em si está cada vez pior. Vejo POA se transformando em uma São Paulo cover nesse aspecto…

    • 25/04/2009 às 11:32 | #2

      O documentário que citei mostra que hoje em dia não existe mais “hora do rush” em São Paulo, pois o trânsito tranca em qualquer hora. E isso tá acontecendo em Porto Alegre também: a Independência é a maior prova, ela não tem mais hora para congestionar. Além do fim da tarde de todos os dias, já vi a Independência congestionada até mesmo num sábado ao meio-dia…

  2. 19/08/2009 às 12:06 | #3

    Caros amigos
    Ao compararem o nosso trânsito com o de SP, esqueceram de uma coisa importante: Em SP, os motoristas são super educados, e fazem de tudo para facilitar o acesso de um outro condutor de veículos que esteja em situação complicada, já aqui, o que fazem? COLOCAM A MÃO NA BUZINA!!

  3. Amanda
    19/08/2009 às 20:29 | #5

    Realmente o povo porto-alegrense tem se comportado como animais na selva! Não respeitam veículos e quando tem a oportunidade de assustar alguém com uma buzinada ou mesmo em atropelar, não perdem a chance. Andar nas ruas de Porto Alegre tem sido um massacre, pois quando dependemos da “piedade” de algúm automóvel parar na faixa de segurança, outro certamente não entende este gesto e se enfurece. Está faltando é um trabalho da EPTC E DA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE, a fim de colocarem os “Azuizinhos para trabalhar” e a EPTC para organizar a bagunça deste trânsito.

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