Arquivar

Archive for 07/02/2009

Assalto a pedestres na Cristóvão Colombo

Acabaram de assaltar um casal quase na esquina da Cristóvão Colombo com a Barros Cassal, no Bairro Independência.

Apenas ouvi os gritos da moça: “só deixa os meus documentos”. O companheiro, pelo que percebi, ficou ferido (não sei se levou porrada ou facada), já que dois homens que passaram pouco depois do roubo recomendaram que fosse correndo ao HPS. Os ladrões fugiram descendo a Barros Cassal em direção à Alberto Bins.

Interessante é que para reprimir manifestantes a Brigada Militar tem efetivo. Mas para cumprir sua principal função, que é dar segurança à população, faltam soldados…

Poema para o sábado

Parada do Velho Novo

Eu estava sobre uma colina e vi o Velho se aproximando, mas ele vinha como se fosse o Novo.
Ele se arrastava em novas muletas, que ninguém antes havia visto, e exalava novos odores de putrefação, que ninguém antes havia cheirado.
A pedra passou rolando como a mais nova invenção, e os gritos dos gorilas batendo no peito deveriam ser as novas composições.
Em todas as partes viam-se túmulos abertos vazios, enquanto o Novo movia-se em direção à capital.
E em torno estavam aqueles que instilavam horror e gritavam: Aí vem o Novo, tudo é novo, saúdem o Novo, sejam novos como nós! E quem escutava, ouvia apenas os seus gritos, mas quem olhava, via tais que não gritavam.
Assim marchou o Velho, travestido de Novo, mas em cortejo triunfal levava consigo o Novo e o exibia como Velho.
O Novo ia preso em ferros e coberto de trapos; estes permitiam ver o vigor de seus membros.
E o cortejo movia-se na noite, mas o que viram como a luz da aurora era a luz de fogos no céu. E o grito: Aí vem o Novo, tudo é novo, saúdem o Novo, sejam novos como nós! seria ainda audível, não tivesse o trovão das armas sobrepujado tudo.

O poema acima, de Bertolt Brecht, foi retirado do livro “Do Terceiro Reich ao novo nazismo”, de Luiz Roberto Lopez.