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Archive for Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

A “lei seca” não existe

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008 Rodrigo Cardia 1 comentário

Não, caro leitor. O título que escolhi não é equivocado.

“Lei seca”, no Brasil, só em dia de eleição. E nem sei se dá para dizer que é “lei seca”, pois não criminaliza o consumo de bebidas alcóolicas e sim a comercialização, o que é muito diferente. Posso muito bem comprar uma caixa de cerveja no próximo dia 4 de outubro e beber tranqüilamente no dia 5, e não serei preso – a não ser que a bebedeira me leve a causar problemas em alguma seção eleitoral.

O que é proibido, agora, é dirigir depois de beber. Pode-se até dizer que a lei é muito rigorosa, que bastava fazer a lei anterior ser cumprida. Mas é fato que houve redução no número de acidentes de trânsito após entrar em vigor a atual lei.

Que continue em vigor, e bastante fiscalizada, essa lei tão detestada por tantos. Que tenhamos menos carros nas ruas. A mim, a lei não prejudicou, já que bebo sem me preocupar em ter que dirigir depois. E eu não trocaria minha cervejinha por um carro.

Leia aqui artigo do jornalista Bruno Ribeiro a respeito da “lei seca”.

Pequim 2008

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008 Rodrigo Cardia 2 comentários

Quando aconteciam os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, as guerras paravam. Largava-se as armas por um período, e a disputa passava a ser no campo esportivo.

Já nos Jogos Olímpicos da Era Moderna, as guerras não param. Podem até começar no dia da cerimônia de abertura, como a atual entre Rússia e Geórgia. É mais fácil trocar os esportes pelas armas (como aconteceu nas duas guerras mundiais) do que o contrário.

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Em apenas quatro dias de competições, a China conquistou mais medalhas de ouro do que o Brasil conquistará em todo o evento. E temos de agüentar a grande mídia pintando o Brasil como potência olímpica por causa de medalhas no Pan-Americano, do qual os principais atletas dos Estados Unidos não participam.

Poderia ser, mas infelizmente não há incentivo ao esporte nesse país. Até mesmo o futebol masculino vai mal, com nossos bons jogadores saindo do Brasil às vezes sem nem ter 18 anos – e só se reunindo vez que outra para disputar amistosos caça-níquel pela seleção cada vez menos brasileira e mais refém de interesses econômicos. E no feminino, nossas maiores craques não têm sequer uma liga nacional para disputar.

E em outros esportes, temos um grande talento vez que outra. Não que o Brasil não tenha potencial, mas o fato é que a dificuldade para se conseguir um patrocínio a esportes que não sejam prioridade na mídia faz com que poucos consigam se destacar. Aí joga-se a esperança de todo um país nas costas de uma só pessoa – como aconteceu com a Daiane dos Santos em 2004 e agora com o João Derly – e assim um eventual fracasso acaba pesando muito.

Se um nadador australiano não sobe ao pódium, há vários outros que sobem, e ainda ganham ouro. Os Estados Unidos têm Micheal Phelps – não é preciso dizer mais nada. Se uma ginasta russa falha, várias outras acertam. E da China, nem é preciso falar. Esses países sim, são potências olímpicas.

E nem é preciso ir tão longe para se ter bons exemplos. Aqui na América Latina temos um país que costuma ir muito bem nos Jogos: Cuba. Prova de que não é preciso ser “ricaço” para se desenvolver esporte de qualidade.