Touca
Se a “touca” do Inter é o Juventude, a do Grêmio é, definitivamente, o Estádio Serra Dourada em Goiânia. A última vitória gremista por lá foi em um amistoso contra o Vila Nova em 1997; em se tratando de jogos oficiais, a última vez que o Grêmio saiu vitorioso de lá foi em 5 de dezembro de 1996, quando derrotou o Goiás por 3 a 1, na primeira partida da semifinal do Campeonato Brasileiro que seria vencido pelo Tricolor. Desde então, no máximo o que o Grêmio conseguiu no Serra Dourada foram empates. E em quatro oportunidades, acabou goleado pelo Goiás.
Ontem o adversário era o Atlético-GO, atual campeão goiano. Em termos de qualidade, o time não é muito diferente do Grêmio. E, como jogava no Serra Dourada, venceu. O Tricolor começou o jogo melhor, mas quando o Atlético teve sua primeira chance de gol, em um contra-ataque, marcou. Dali em diante, o Grêmio passou a jogar mal, de uma forma até irritante.
O futebol ruim continuou no segundo tempo, quando o Atlético chegou ao 2 a 0. Algo que não dava para entender era o porquê das cobranças rasteiras de escanteios: o time insistia nisso, assim os zagueiros subiam para cabecear uma bola que nunca chegava e o adversário levava mais perigo nos contra-ataques, com a defesa gremista desarrumada. Menos mal que no final o Grêmio descontou com Roger, e assim basta uma vitória de 1 a 0 quarta que vem.
Mas isto comprova o que eu já tinha lido no Alma da Geral: não dá para usar o Gauchão como parâmetro para a qualidade do time. O estadual deste ano está muito ruim, o Grêmio sobrou na primeira fase por isso. E foi só pegar um time melhor do que o Jaciara e os adversários no Gauchão para o Tricolor patinar.
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E por falar em “maldição do Serra Dourada”, foi com Celso Roth, em 2000, que o Grêmio conseguiu a façanha de abrir 2 a 0 no Goiás, se retrancar todo e deixar o adversário empatar o jogo.



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