O transporte coletivo de Porto Alegre está ficando TRI… RUIM!
A atual administração municipal alardeia o fato de implantar a bilhetagem eletrônica, o TRI RUIM. Já sentimos a piora: toda vez que vou passar na roleta, mostro o cartão escolar para o cobrador (como acontecia antes), mas aí ele precisa apertar um botão para que eu possa aproximar o cartão do aparelho que lê os créditos (em dinheiro, o que me faz suspeitar que nos roubarão passagens quando houver aumento), e o processo nunca é rápido: culpa não do cobrador e sim do aparelho, que é lento. E dê-lhe fila para fora do ônibus, dê-lhe tempo perdido nas paradas onde bastante pessoas embarcam…
E agora, mais essa. Um leitor do Diário Gauche enviou e-mail ao Cristóvão Feil (redator do blog) relatando o que viu em um ônibus da linha 476 (Petrópolis/PUC) na noite de terça-feira, dia 25: baratas infestando todo o coletivo. Ele matou algumas, mas outras fugiram e se refugiaram nos dutos do ar condicionado: ou seja, imaginem a qualidade do ar que era oferecida aos passageiros do ônibus (e pensar que eu sempre fui tão favorável a ônibus com ar condicionado para enfrentar nosso verão sufocante e estimular o uso do transporte público oferecendo “qualidade”).
Claro que, para aparecerem baratas, o ônibus devia andar muito sujo. Pois existem passageiros mal-educados, que comem dentro dos coletivos e largam o papel sujo de comida no chão. Isso atrai baratas. Mas elas não aparecem rapidamente: certamente fazia muito tempo que não se passava sequer uma vassoura dentro daquele ônibus.
Ainda não tive “sorte” de ir até o Campus do Vale da UFRGS (onde estudo) com estas “ótimas” companhias, mas realmente os ônibus da Carris (empresa do veículo “embaratado” e que faz a linha D43, que uso para ir ao Vale) têm estado cada vez mais sujos, e mal conservados. No ano passado, o filtro do ar condicionado de um ônibus da linha D43 desprendeu-se parcialmente, jogando poeira nos passageiros sentados perto – e isso aconteceu poucos dias depois de um outro coletivo, também da Carris, ter perdido as rodas traseiras na Avenida Protásio Alves. Recentemente, um ônibus que peguei dava a impressão de que ia se desmontar, de tanto barulho que fazia enquanto se movimentava. E olha que não era dos mais velhos…
E o pior de tudo, é que não sei se a maioria da população de Porto Alegre, que usa ônibus diariamente, vai dar uma resposta dia 5 de outubro, nas urnas. Estes problemas que têm se verificado não só na Carris, mas no sistema de ônibus como um todo, não aconteciam até 2004.



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