Via Blog do Rodrigues, do meu amigo e economista Diego Rodrigues, achei as postagens de seu colega Ricardo Martini sobre a pobreza em Porto Alegre.
Ao contrário do que muita gente pensa – em geral são pessoas que não conhecem realmente Porto Alegre, pois só andam de carro -, a capital gaúcha tem, sim, regiões paupérrimas em grande quantidade. Fala-se mais sobre as favelas do Rio de Janeiro porque elas são mais visíveis devido à geografia carioca, onde a cidade fica espremida entre o mar e as montanhas, fazendo com que existam favelas ao lado de condomínios de luxo. Aqui em Porto Alegre isto também acontece – na Zona Sul há vilas junto a bairros de classe média e alta – mas muitas delas ficam “escondidas”, de modo que só as vêem quem passa ao lado. A Vila Cruzeiro do Sul, que em geral só aparece nos jornais na página policial, não é vista por quem transita pelas avenidas Carlos Barbosa, Teresópolis ou Nonoai, importantes vias de acesso à Zona Sul que passam perto dela. Assim como a Bom Jesus não é vista tanto da Protásio Alves como da Ipiranga, que igualmente passam perto.
E as favelas porto-alegrenses não são restritas à periferia e às regiões distantes do Centro: ao lado do prédio da Justiça Federal existe a Vila Chocolatão, uma das mais pobres da cidade. Assim como há pequenas vilas na Cidade Baixa e no Menino Deus.
Ricardo Martini escreveu até agora três postagens sobre a geografia da pobreza em Porto Alegre: a primeira é uma visão geral; a segunda fala sobre a Vila Santo André, no trevo de acesso à capital gaúcha pela Avenida dos Estados; e a terceira trata das Ilhas do Guaíba, região mais pobre de Porto Alegre.
Tags: favelas, pobreza, Porto Alegre, Vila Bom Jesus, Vila Chocolatão, Vila Cruzeiro do Sul
10 Março 2008 às 14:33 |
Camarada Rodrigo: basta andar no centro para tropeçar nos indigentes q estão em cada esquina do centro da capital. Neoliberalismo é isso!
10 Março 2008 às 22:19 |
Realmente, tem muita pobreza em Porto Alegre. Mais que pobreza, miséria!
E muita coisa se poderia fazer para melhorar esse quadro.
Mas, não se faz.
A Vila Chocolatão é vergonhosa mostra da incompetência dos poderes públicos para tratar destes assuntos.
http://goncalodecarvalho.blogspot.com/2008/01/inocente-alegria-das-crianas.html
13 Março 2008 às 02:26 |
Obrigado pela referência.
Meu estudo sobre as vilas de Porto Alegre já está atualizado (ver blog), para quem quiser olhar.
Abraço
15 Outubro 2008 às 16:38 |
[...] uma das causas do preconceito do qual são vítimas os pobres em geral de Porto Alegre seja o mito de “cidade sem favelas”, detonado brilhantemente pelo economista Ricardo Martini em uma série de posts em seu blog. Com o [...]
22 Novembro 2008 às 17:14 |
vcs moram bem e nao sabem! falar de uma vila ou um morrinho aquie ali nao e nada vem viver numa cidade de 8 milhoes e nao sei mais quanto expremido no rio d ejaneiro!!!vcs vivem bem pode crer!!
19 Março 2009 às 16:48 |
Mudei para Porto Alegre no início de fevereiro 2009. Me surpreendi com o número de moradores de rua na cidade. Curioso também é a forma como a população enxerga a pobreza aqui e a relaciona com violência: levantando muros, cercas elétricas e fugindo das praças!! Enxerga pobre, logo se sente ameaçada!
19 Março 2009 às 19:55 |
Realmente, Lucimar, quando se vem de fora é mais fácil perceber aspectos da cidade que passam batidos para quem mora nela há muito tempo.
Em relação aos moradores de rua, por exemplo, o porto-alegrense já se “acostumou”. E pensa que favelas de tamanho considerável são “exclusividade do Rio”: lá elas são mais visíveis, enquanto aqui se vê apenas algumas das que ficam em morros.
Só por curiosidade: de qual cidade vens?