Conta outra, Botafogo!
Teve grande destaque na mídia esportiva a final da Taça Guanabara (1º turno do Campeonato Carioca), na qual o Flamengo bateu o Botafogo de virada por 2 a 1. Os jogadores do time alvi-negro reclamaram muito da arbitragem, e o presidente, Bebeto de Freitas, renunciou. Houve até pedidos para que os botafoguenses deixassem de ir aos jogos do Campeonato Carioca, em protesto contra as “seguidas roubalheiras” das quais o Botafogo seria vítima.
Certamente qualquer botafoguense vai lembrar do “roubo” na semifinal da Copa do Brasil do ano passado, quando o Botafogo teve dois gols anulados contra o Figueirense – que levaram a bandeirinha Ana Paula Oliveira para a “geladeira” – em que um dos lances era tão difícil que dependia unicamente da interpretação da auxiliar, e ela entendeu que havia impedimento.
Mas eles deviam lembrar de outras duas oportunidades em que os árbitros foram muito amigos. Para ser “roubado” na semifinal da Copa do Brasil de 2007 contra o Figueirense, o Botafogo precisou de uma baita mãozinha de Carlos Simon, que não marcou um pênalti claríssimo a favor do Atlético-MG no final do segundo jogo das quartas-de-final, no Maracanã.
Sem contar o maior título da história do clube, o Campeonato Brasileiro de 1995. No segundo jogo da decisão contra o Santos, no Pacaembu, o Botafogo saiu na frente com um gol irregular de Túlio, cujo impedimento não foi assinalado. O gol de empate do Santos também foi irregular, mas o Peixe teve um gol legalíssimo anulado, que lhe daria o título independentemente das cagadas de Márcio Rezende de Freitas.
Portanto, conta outra, Botafogo!



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