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Archive for Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Terrorismo midiático

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008 Rodrigo Cardia 2 comentários

Incrível: bastou aparecerem alguns casos de febre amarela, que se instalou um clima de preocupação entre a população, que corre aos postos de saúde para se vacinar sem necessidade. São casos isolados, mas já falam em epidemia.

Como disse o Luiz Carlos Azenha, “causar medo na população dá ibope”. Aqui no Rio Grande do Sul todos lembram do que aconteceu durante o governo Olívio Dutra: a mídia – com destaque para a RBS – criou um clima de pânico nos gaúchos, por causa da “onda de violência”. Quem ganhou a eleição para governador do Estado em 2002 não foi Germano Rigotto, e sim a RBS. O PT deixou o governo, mas a criminalidade piorou muito. E não há “onda de violência” na capa dos jornais.

O medo, além de dar ibope e ajudar a ganhar uma eleição, faz com que a população aceite qualquer coisa que supostamente venha a acabar com a causa de seu temor. Isto se aplica também ao caso da eleição de 2002, quando “votar contra o PT” era aparentemente acabar com a “onda de violência” – e mesmo assim Tarso Genro obteve 47,4% dos votos válidos no 2º turno.

Daí o fato de que alguns crimes mais violentos sejam superexplorados midiaticamente: foi assim com o caso do menino carioca João Hélio, que fez um monte de gente bradar por pena de morte e redução da idade penal, graças ao clima de comoção gerado por tanta falação sobre o caso na televisão. Naquela época, eu sentia vontade de quebrar a TV, de tanto que enchiam o saco – eu não assistia muito (e continuo a não assistir), mas tinha de agüentar a minha mãe, que assistia o Jornal Nacional e repetia o discursinho dos pró-pena de morte.

É exatamente disso que trata o vídeo abaixo (que é sobre o novo livro de Naomi Klein), colocado no YouTube pelo Luiz Carlos Azenha. Uma população permanentemente amedrontada tende a ser mais “obediente” e a aceitar quaisquer medidas, por mais autoritárias que sejam, que supostamente possam solucionar os problemas, mas que acabam por prejudicar a vida da maioria. Vale lembrar que foi com a criação de um clima de medo que se conseguiu o apoio da classe média brasileira para o golpe de 1964 – o “demônio” daquela oportunidade foi o comunismo.

Cópias de Hollywood

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008 Rodrigo Cardia Deixe um comentário

Quinta passada, o Valter postou no Moldura Digital um trecho de um filme que é conhecido como “Rambo turco”. Meu irmão assistiu ao vídeo e, entre uma risada e outra, disse: “isso não é filme B, é C!”. “Tosco” chega a ser elogio!

Meu irmão e eu procuramos mais trechos do “Rambo turco” no YouTube e acabamos encontrando coisas ainda mais toscas. Como duas versões do “Super-Homem”: uma turca e outra indiana (simplesmente hilária, é um musical estrelado pelo casal “Super-Homem” e “Mulher-Aranha”). E também uma versão turca de “Guerra nas Estrelas”.

“Super-Homem” turco:

“Super-Homem” indiano:

“Guerra nas estrelas” turco:

E um dos trechos da versão turca de “Rambo” (o outro, confira no Moldura Digital):