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Archive for 13/11/2007

Que representação é essa?

Começou ontem – e vai até amanhã – a eleição para o Centro dos Estudantes de História da UFRGS, o CHIST. A mesma coisa de sempre: duas chapas, uma representando a atual gestão e a outra os que são contra. A que vencer torna-se “representante” dos estudantes de História.

Semana que vem, nos dias 20, 21 e 22, é a vez do DCE fazer sua eleição. Quatro chapas: uma situacionista e pró-cotas, duas oposicionistas (mas também a favor das cotas) e uma que se opõe a tudo – inclusive às cotas. A que vencer – mesmo que com apenas 26% dos votos – torna-se “representante” de todos os estudantes da UFRGS.

Nem sei em quem votar, e nem vou defender voto em uma ou outra chapa – até porque não é só estudante da UFRGS que lê este blog. Quero mais é contestar a forma como se dão essas eleições dos “representantes”. Uma chapa pode obter 26% dos votos e tornar-se representante de todos os estudantes. Os 74% que votarem em outras chapas que se danem. Parece piada, mas não é.

Se tais entidades estudantis fossem realmente representativas, o processo eleitoral seria diferente: a representação se daria proporcionalmente ao número de votos de cada chapa. Simplíssimo. Ano passado, a eleição do CHIST acabou praticamente empatada, mas a chapa que fez pouco mais da metade dos votos (e teve inclusive o meu) tornou-se “representante” de todos os estudantes de História. Os quase 50% de votos contrários foram ignorados. Não que eu seja fã do pessoal da oposição, mas eles deveriam ter direito à representação também: estudantes divididos, CHIST dividido – para daí se tentar chegar a um acordo. Do mesmo modo que uma chapa que receber 57% dos votos para o DCE deve representar 57% dos estudantes no DCE, com as outras chapas também tendo direito à representação.

O sistema atual, no qual a chapa vencedora “se apossa” do centro acadêmico ou do DCE, serve unicamente para manter divididos os estudantes. Para se ter uma idéia, no curso de História – como descreveu o Luciano, do Adubo de Rosas – chega a haver rixas pessoais.

Rio de Janeiro, década de 1930

Vídeo espetacular, parte do documentário “Rio de Janeiro – City of Splendour”, produzido em 1936 por James Fitzpatrick. Em inglês.